Que documentos preciso ter em mãos?!

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Muita gente questiona quais são os documentos necessários para se ter quando se adota a educação domiciliar, para o caso de uma visita do Conselho Tutelar. Pois bem, pensando nisso, eis uma pequena listinha! 😉
A seguinte lista foi elaborada por Renata Santos, dos blogs Educando no Caminho e Educação Domiciliar Reformada.
Você pode imprimir e deixar os documentos em uma pastinha, para sempre que precisar…
Sobrestamento de 22 de novembro de 2016 (i. e. suspensão de todos os processos envolvendo as famílias educadoras pelo Ministro do STF  Roberto Barroso):
Parecer da assessoria Jurídica da Câmara dos Deputados de 2016:
Artigo de 2005 do Ministro Domingos Franciulli Netto:
A Situação Jurídica do Ensino Domiciliar no Brasil – Dr. Alexandre Magno:
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Precisamos falar sobre Adoção e HS…

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Adoção. O que você pensa quando ouve essa palavra? Você sabe o que isso significa? Conhece alguma família próxima a você que tenha adotado? Quais são seus pensamentos em relação a isso?!

Bom, para muitos, adoção ainda é um tabu, algo meio duvidoso, com uma atmosfera como que de mistério e segredo. No entanto, deixe-me dizer: não é nada disso. Muito pelo contrário!

Adoção nada mais é do que fazer de alguém que não foi gerado na sua barriga, um filho amado, cuidado, ensinado e disciplinado, exatamente da mesma maneira como o que nasceu de dentro de você biologicamente. Baseado nisso, vamos para algumas considerações:

  1. O que a lei diz?

Diz art. 22 do ECA: ‘Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais’.

Já o Código Civil, art.1.634: “Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores: I – dirigir-lhes a educação; II – tê-los em sua companhia e guarda; […] VII – exigir que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”.

Ora, uma vez adotados por uma família, a criança passa a se encaixar nisso tudo aí em cima expresso e os pais TAMBÉM. A lei não é exclusiva para “filhos biológicos”, mas para todos os filhos que fazem parte de uma família. A Lei não é exclusiva para “pais biológicos”, mas para todos os pais que formam uma família com seus filhos. Portanto, é assegurado POR LEI que as crianças adotadas são TÃO FILHOS quantos os nascidos da barriga, dispondo dos mesmos direitos e obrigações!

Como disse a drª Maria Cecília Gollner Stephan, juíza eleitoral de Juiz de Fora (MG): “Podemos afirmar que os pais estão cumprindo as normas que regem os direitos e deveres dos pais, quando eles estão criando e educando a criança de acordo com suas posses e condição social, proporcionando-lhe meios materiais para sua subsistência e instrução, moldando-lhe a personalidade (incentivando as boas tendências e inibindo outras), dando boa formação moral, espiritual e intelectual.”

Ainda sobre os direitos dos filhos adotados, temos que: “A adoção, de acordo com o artigo 41 do Estatuto da Criança e do Adolescente, atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais biológicos e parentes consanguíneos, salvo os impedimentos matrimoniais.
A adoção, segundo o Estatuto, não tão somente iguala os direitos sucessórios dos filhos adotivos, como também estabelece reciprocidade do direito hereditário entre o adotado, seus descendentes; e o adotante, seus ascendentes, descendentes e colaterais, até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária. Foram superados, por conseguinte, todos os resquícios de discriminação na adoção, existentes até a Constituição de 1988.” (Ana Carolina Camerino)

Ainda: “Os filhos adotivos e não-adotivos deverão ter reconhecidos os mesmos direitos, não devendo haver distinção entre eles (art. 227, §6º, do documento constitucional). Também são proibidas designações discriminatórias relativas à filiação nos registros públicos (por exemplo, designar um dos filhos como “legítimo”, “natural” ou “bastardo” é constitucionalmente vedado)” (Isabelle Ströbel)

Portanto não se engane: filho biológico tem o mesmo status legal que o adotado.

           2. E o homeschooling?

Tendo dito isto, creio que fica clara a conclusão. O(s) filho(s) adotado(s) tem a mesmíssima possibilidade de praticar a educação domiciliar que qualquer outra criança. Ter sido adotado não é nenhum impeditivo para a prática do homeschool. Sendo assim, se você deseja adotar – como eu e meu marido – tenha ciência disso. Você pode praticar o homeschooling, porque é seu dever dirigir a educação, dar guarda e sustento aos teus filhos (cf Código Civil e o ECA).

Espero ter ajudado. Que esse assunto seja mais recorrente e menos tabu na nossa sociedade.

Fontes:

Conversa com o dr. Alexandre Magno – inclusive, se você tiver dúvidas quanto ao assunto, sugiro procurá-lo ou a qualquer advogado de família.

‘Adoção – direitos e deveres dos pais’, por Dr.ª Maria Cecília Gollner Stephan. Disponível online: http://bd.tjmg.jus.br/jspui/bitstream/tjmg/669/1/palSM-RES.pdf

‘Adoção na legislação brasileira – procedimentos a serem adotados para adotar crianças observando as disposições legais constantes da legislação brasileira’, por Ana Carolina Camerino. Disponível online: http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/5808/A-adocao-na-legislacao-brasileira

‘Efeitos jurídicos da adoção’, por Isabelle Ströbel. Disponível online:  http://www.direitodireto.com/efeitos-juridicos-da-adocao/

Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990. Disponível online no site do Planalto.

Lidando com as oposições…

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Ah… As famigeradas oposições da educação domiciliar…. Quem já não ouviu algum conhecido – ou mesmo um desconhecido – se opondo a ela?! Parece que basta comentar que a gente leu uma matéria sobre educação que pronto: chove olhar estranho (quando não chove crítica!). Se você, assim como eu, já ouviu e viu oposição às suas práticas ou ideias, sugiro esses conselhos.

É natural

Vamos ser francos: quantos de nós conhecíamos, desde sempre, a educação domiciliar? Quantos de nós estávamos acostumados com isso desde cedo? Poucos. É algo novo aqui no Brasil (o homeschooling em si, evidentemente, já existe quase que desde sempre, mas essa prática não é comum aqui rs). Por isso, muita gente olha com desconfiança. É puro desconhecimento de causa, são poucos os que realmente conhecem, estudam, leem os dados estatísticos e veem as experiências bem sucedidas e rejeitam a prática. Assim sendo, não se espante – na realidade, espere certo nível de oposição.

Seja firme

Quando as críticas chegarem, não se envergonhe, nem se intimide. Você não está fazendo nada imoral ou criminoso; você sabe das suas convicções [e práticas, quando você já está vivenciando o homeschooling]; você não está fazendo parte de um grupo de práticas ocultas e secretas, não: você crê que deve tomar as rédeas da educação dos teus filhos! Portanto, não há o que temer. Tenha certeza do que você e sua família fazem e querem, e permaneçam juntos.

Não brigue

Críticas cansam; olhares estranhos desanimam; gente querendo tomar as decisões da nossa família  aborrecem. Mas não precisamos brigar, iniciar uma guerra, bater boca, insultar. Não! É mais do que necessário manter uma postura respeitosa e aberta ao diálogo.

Desfaça os mitos

Sabe aquelas críticas “não concordo porque as crianças ficam presas em casa” ou “não concordo porque não acho bom”? Pois bem: são baseadas em mitos, não na realidade. Por isso, sempre que possível, desfaça esses mitos, seja conversando rapidamente, seja enviando um texto, ou um vídeo, uma citação, ou mesmo convidando aquela pessoa para passar um dia na tua casa e ver como realmente são as coisas. Não tente convencer ninguém à força, somente mostre…

Mantenha a calma

Manter a calma, manter o foco, manter-se firme. Não se desespere, não crie guerras, não se torne inimigo de ninguém por vontade própria. As pessoas chegam com as pedras nas mãos, precisamos não responder no mesmo nível; para isso, precisamos manter a calma, sempre! – não que isso seja fácil pra todo mundo, mas é necessário.

E você, como enfrenta as oposições?! Compartilhe conosco! Estamos juntos nessa 🙂

Aproveite suas férias – indicação livros!

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Muitas famílias nesse final/início de ano têm diminuído um pouco o ritmo no homeschooling ou têm tirado férias. Mas de uma coisa nunca devemos tirar férias: da leitura! Aproveite o tempo para brincar com seus filhos e ler muuuuuito. Portanto, segue a indicação que saiu lá no blog do EDUCAR, para você conhecer bons livros pros seus filhos lerem.

Boas leituras! 😀

Como já falamos em muitos textos, a leitura é fundamental para a educação de nossos filhos. A pergunta que sempre nos fazem é: mas ler o que? Quais livros você indica?

Sendo assim, gostaria de trazer algumas dicas de livros e, para isso, quem elaborou uma primeira lista bem legal foi o Saulo lá de Santa Catarina. Ele é casado e pai homeschooler de 2 filhos. Vamos conhecer um pouquinho de sua história, em suas próprias palavras.  Agradeço desde já a você, Saulo, por compartilhar conosco essa riqueza.

“Traga-me os livros!

Antes de ser pai eu já sonhava com o dia em que minha esposa e meus filhos sentariam perto de mim, no fim do dia, para ouvir as histórias que eu leria em voz alta. Desde que minha primeira filha nasceu, leitura em voz alta tem sido uma atividade diária em nosso lar. Lemos pela manhã, às vezes pela tarde, mas o horário da noite, das 20 às 21h, é reservado especialmente para isso.

É muito bom poder reviver histórias que eu lia quando era criança; ou ler pela primeira vez com os meus filhos histórias novas ou as que eu deveria ter lido quando era criança.

Mas nem sempre é fácil achar bons livros. Uma hora o seu estoque de mantimentos literários termina e você precisa sair à caça de novas obras. Mas que livros escolher? Da mesma maneira que fui (e sou) beneficiado pela lista de vários outros pais que compartilharam os bons livros que leram, gostaria de contribuir sugerindo alguns títulos.

Na medida do possível, tentei organizar as obras por grau de dificuldade (estrutura e vocabulário). Creio que, em geral, os livros podem ser lidos para crianças a partir de 4 anos. “E a idade máxima?” Ora, têm crianças com mais de 30 anos que ainda gostam desses livros. 🙂

A lista abaixo contém apenas sugestões de livros de capítulos. Quem sabe outro dia eu faça uma lista sugerindo livros menores, com figuras.

Sempre vale dizer que em um ou outro livro pode haver algum tipo de comportamento de um personagem que não foi devidamente reprovado (p. ex: menino sai escondido de casa) ou alguma informação que não está de acordo com o que cremos (“há milhões de anos atrás…”) etc. Nesses casos, o recomendado é que os pais conversem a respeito com os seus filhos.

Antes que me acusem de heresia, deixei de colocar “As crônicas de Nárnia” e “O Hobbit” na lista pelo fato de já serem livros muito conhecidos, principalmente entre os cristãos. Mas é só por isso viu?

Ok, segue a lista de alguns livros que lemos recentemente e que, provavelmente, vocês também gostarão:

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As aventuras de Pedro Coelho

Neste livro estão as quatro principais histórias da série: “A história de Pedro Coelho” (que foi o primeiro texto infantil da autora Beatrix Potter), “A históripedro-coelho-2a do coelho Benjamin”, “A história dos coelhinhos Flocos” e “A história do sr. Raposão”. As ilustrações são da própria autora.

Não é bem um livro de capítulos, mas as 4 histórias têm uma certa conexão. A última delas, “A história do Sr. Raposão, é a mais longa e pode até ser contada em duas partes.  Há um filme chamado “Miss Potter” que conta sobre a vida da autora.

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O Coelho de veludo

O livro, lançado em 1922, é considerado um clássico da literatura infantil norte-americana. Conta a história de um coelho de brinquedo que sonha em ser “de verdade”, mesmo não sabendo o que isso significa. Ele aprende que o amor do seu dono por ele o torna cada vez mais real.

Depois desse livro até entendi melhor o amor que meu filho tem pelo seu cachorro de pelúcia, hehe!

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Na verdade esse não é um livro, mas é o título de uma série com dezenas de títulos. Os irmãos Aninha e João são levados pela misteriosa casa da árvore para muitas aventuras pelo mundo, em várias épocas. Eles viajam pela África, vão à Lua, presenciam a erupção do vulcão Vesúvio na destruição de Pompeia, conhecem os dinossauros…

São livros bem simples, mas divertidos e que trazem várias informações sobre lugares, eventos etc. O primeiro que lemos lá em casa foi “Dinossauros antes do amanhecer”. De vez em quando você precisa adaptar uma outra informação, como os “milhões de anos da terra” ou coisas do tipo.

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O dragão do meu pai dragao-do-meu-pai

O livro conta a história de um menino que viaja sozinho até uma ilha distante para libertar um filhote de dragão, feito prisioneiro por animais selvagens.

Talvez esse seja o livro ideal para os pais fazerem a transição de livros de figuras para livros de capítulos.

A narrativa é bem leve e há várias ilustrações legais, como o mapa da Ilha Selvagem. Esse é o primeiro livro da trilogia Dragões da Terra Azul. Os outros dois livros também são legais, mas o primeiro é ótimo!

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Um urso chamado Paddington

Esse é um clássico inglês e conta história do atrapalhado urso Paddington, que viaja do Peru a Londres e torna-se membro da família Brown. Recentemente, a WMF lançou mais um livro da série, chamado “Os segredos de Paddington”. recentemente lançaram o filme “As aventuras de Paddington”.

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A história do Dr. Dolittle

Sabe o filme com o Eddie Murphy? Esqueça!!! A história do livro é muito boa. Doutor Dolittle era um médico que vivia em uma pacata cidade inglesa. Como ele entende a linguagem dos animais, decide virar médico de bichos e fica famoso em todo o mundo.

Certo dia, recebe uma mensagem de socorro de macacos da África, para onde vai junto dos animais Polinésia, Jipe, Dab-Dab, Gub-Gub,Tu-Tu e Tchi-Tchi. Lá ele experimenta várias aventura e até acham um animal muito estranho de duas cabeças chamado pushmi-pulyu.

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O livro conta uma versão fantasiosa de uma das lendas mais famosas do mundo: a do monstro do lago Ness. O texto é excelente e a história, muito divertida. Para aqueles que gostam de filmes, uma boa dica é ler o livro e assistir ao filme, que, apesar de ser ligeiramente diferente do livro, é muito bonito.

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Stuart Little

Stuart Little é um camundongo diferente. Nasceu em família humana e mora na cidade de Nova York com os pais, o irmão mais velho George e o gato da família. Stuart se afasta de casa pela primeira vez na vida e embarca em uma grande aventura para salvar sua amiga, Margalo, um passarinho.

A adaptação cinematográfica até que é legal.

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O Mágico de Oz

No Kansas, um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados para a Terra de Oz, onde encontra novos amigos: o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde.

A narrativa do livro é muito boa e gostosa, sem detalhes desnecessários e muito dinâmica. Livro perfeito para se ler em voz alta. Quanto a adaptações cinematográficas, o clássico de 1939 continua imbatível.

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Mestre Gil de Ham

Em um passado distante, na Inglaterra, ainda viviam gigantes e dragões. Vivia, também, um homem chamado Ægidius Ahenobarbus Julius Agricola de Hammo, também conhecido como Mestre Gil de Ham, um fazendeiro sem a menor pinta de herói, mas que, com a ajuda do seu cachorro Garm, da égua cinzenta e da espada mágica Caudimordax, enfrenta um gigante e até amansa o dragão Chrysophylax.

a-pricnesa-goblitA princesa e o Goblin

George MacDonald inspirou dois grandes autores de ficção do século XX: C.S. Lewis e Tolkien. Logo, seus livros valem a pena.

O livro conta a história de uma menina de 8 anos, a princesa Irene, que mora em uma casa nas montanhas habitadas por seres subterrâneos chamados goblins. Um dia, seu amigo Curdie ouve que aqueles seres planejam um ataque contra os humanos e é capturado…

O que passar disso é spoiler. Hehe!

Só uma obervação: o livro mais influente na vida de Lewis foi o conto de fadas “Phantastes”, que “batizou” sua imaginação. O livro foi lançado recentemente em dois formatos: físico e e-book. Está na minha lista de próximas leituras. Fica a recomendação, dada por ninguém menos que o autor das Crônicas de Nárnia.

 

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Peter Pan 

A história de Peter Pan todos conhecem: os irmãos João Miguel e Wendy são levados à Terra do Nunca, habitada por piratas e pelo herói dos meninos perdidos, Peter Pan.

Há várias diferenças entre a história original e o desenho da Disney. Uma delas é que a Tinker Bel, apesar de fazer algumas coisas boas, é ciumenta e bem malvada. Mas a história é muito legal. O vocabulário e a estrutura do texto por vezes podem ser um pouco complicados para as crianças menores, principalmente nos primeiros capítulos, mas vale a pena!

Há vários filmes baseados no livro, mas o favorito lá em casa continua sendo “Hook – A volta do Capitão Gancho”.


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O vento nos salgueiros

Um clássico inglês! O livro tem uma atmosfera nostálgica e bucólica. Dá vontade de pular para dentro da história, comer as comidas que eles comem, passear por aqueles belos campos e navegar pelo tranquilo rio…

Não é à toa que esse livro está entre os 3 livros que mais influenciaram a vida de C.S. Lewis (aliás, foi lendo “Peso de glória” que descobri esse livro). Lewis disse que quando leu o “O Vento nos Salgueiros”, quando era novo, foi a primeira vez que sentiu aquele desejo insaciável que “nada nesta Terra pode satisfazer” (Mero Cristianismo).

Bom, mas nem falei do que se trata a história. A história conta um pouco da vida de 4 grandes amigos: o caseiro Toupeira, o aventureiro Rato, o sábio Texugo e o rebelde, consumista, maluco, arrogante, divertido e irreverente Sapo.

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Essa é uma série de 9 livros que contam a história da família de Laura Ingalls.

“A pequena Laura vive com os pais e as irmãs, Mary e Carrie, em uma casa modesta de madeira à margem de uma grande floresta em Wisconsin. Aos quatro anos, Laura é inteligente e curiosa, e as aventuras da sua família pelo Meio-Oeste dos Estados Unidos são narradas do ponto de vista da menina. A família de Laura tem como vizinhos ursos, lobos e diversos animais selvagens, e seu maior desafio é preparar-se para o inverno rigoroso. É uma vida simples e de trabalho duro, mas também de grandes alegrias, com passeios de trenós e muitas brincadeiras” (http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26068).

O que é mais interessante é que as histórias são autobiográficas, o que faz você ter uma grande empatia com os personagens. Se você é um pouquinho mais velho (não é o meu caso), deve se lembrar de uma série de TV chamada  “Os Pioneiros”. Então, a série foi baseada nos livros de Laura Ingalls.

 

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Como e por que ler os clássicos universais desde cedo

Recomendo aos pais o livro de Ana Maria Machado, “Como e por que ler os clássicos universais desde cedo”. A autora comenta sobre diversos livros infanto-juvenis de todos as épocas e estilos, desde histórias de cavalarias até contos de fadas. Ali você terá uma rica lista de obras disponíveis em português.

Espero que gostem. Mais para frente, à medida que formos lendo mais livros, se Deus permitir, sugiro outras obras.”

E aí? Anotou? Espero que tenha gostado.

Um abraço, Rachel

Charlotte Mason x outras abordagens – Introdução

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Você conhece o método Charlotte Mason? Ele realmente é apaixonante e totalmente compatível com outros métodos, inclusive com a a Educação Clássica.  Quer saber um pouquinho sobre o assunto? Então não deixe de ler essa introdução 🙂

Será que você está tentando decidir qual método ou currículo de homeschooling usar ou querendo apenas saber como praticar o homeschool?

Obviamente, nós gostamos do método de Charlotte Mason por aqui, mas como ele se compara aos outros? E qual é a diferença entre as muitas abordagens das quais você já ouviu falar?

Bem, estamos começando uma nova série para ajudá-lo a resolver isso. Talvez você ouviu ou pensou em perguntas ou declarações como essas:

“Charlotte Mason não é bem semelhante à abordagem clássica?”
“Pensei que Charlotte Mason fosse estudo por unidade.”
“Então Charlotte Mason é realmente um tipo de unschooling (desescolarização)?”
“Qual é a diferença entre Charlotte Mason e currículo tradicional?”

Vamos dar uma olhada em cinco das principais abordagens ao homeschooling e observar algumas semelhanças e diferenças. Em outras palavras, como a abordagem de Charlotte Mason é diferente das outras quatro: clássica, estudo por unidade, desescolarização e tradicional?

Três Perguntas-Chave

Para começar a entender as diferenças e semelhanças, precisamos fazer três perguntas-chave.

Como essa abordagem vê a criança?
Como essa abordagem define “educação”?
O que essa abordagem afirma ser o papel do professor?

As Respostas de Charlotte Mason

Hoje vamos ver as respostas de Charlotte Mason para essas três perguntas.

Como Charlotte Mason vê a criança?

A criança é uma pessoa plena cuja educação deve cultivar pessoa integralmente. A personalidade de uma criança merece respeito e seu apetite natural pelo conhecimento deve ser nutrido.

Como Charlotte Mason define “educação”?

 A educação é uma atmosfera, uma disciplina, uma vida.

 “Com isso queremos dizer que os pais e os professores devem saber fazer um uso sensato das circunstâncias da criança (atmosfera), devem treiná-la em hábitos de boa vivência (disciplina) e devem nutrir sua mente com ideias, o alimento da vida intelectual” (Vol.3, pp. 216, 217).

A educação é a ciência das relações. – A criança deve formar relações pessoais com o conhecimento a partir de um banquete de grandes ideias, dadas através de um amplo currículo.

“Eles vêm ao mundo com muitas relações esperando por serem estabelecidas; relações com lugares distantes e próximos, com o vasto universo, com o passado da história, com a economia social do presente, com a terra em que vivem e toda sua deleitosa prole de feras e pássaros, plantas e árvores; com os doces seres humanos por meio de quem vieram ao mundo; com seu próprio país e com outros países; e, sobretudo, o mais sublime dos relacionamentos humanos – sua relação com Deus” (Vol. 6, pp. 72, 73).

O que Charlotte Mason afirma ser o papel do professor?

 O professor é um guia. Ele deve cuidadosamente preparar e dispor o banquete de ideias vivas, apresentando a criança às grandes pessoas do passado e do presente que refletiram sobre estas ideias, e então se afastar do caminho e deixar que a criança forme suas próprias relações.

“Dê às crianças uma ampla gama de assuntos, com o fim de estabelecer em cada caso uma ou mais das relações que indiquei. Deixe-os aprender com fontes de informação de primeira mão – livros realmente bons, os melhores sobre o assunto em que estão envolvidos. Deixe-os chegar aos livros por si mesmos, e não permita que sejam inundados com as opiniões de seu professor. O papel do professor é indicar, estimular, dirigir e restringir a aquisição do conhecimento, mas de modo algum ser ele mesmo a nascente e a fonte de todo o conhecimento” (Vol. 3, p.162).

Você vai descobrir que a maioria das diferenças entre as abordagens de homeschooling giram em torno dessas três perguntas-chave. E quando você entender como cada abordagem responde a essas perguntas, você ganhará uma maior confiança no ensino, bem como na seleção de recursos e no planejamento de seu ano de estudo.

Esperamos que a série das próximas semanas o ajude a classificar as diferentes abordagens de homeschool e tenha uma melhor compreensão de como você quer educar seu filho.

Reproduzido e traduzido com a permissão de Simply Charlotte Mason.

Traduzido por Arielle Pedrosa, postado originalmente no blog Educação em Família

Como um homeschooler entra na faculdade?!

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Há um tempo atrás eu escrevi aqui no Nossa Herança um texto falando sobre a possibilidade de quem estuda em casa poder fazer o ENEM e, dessa forma, obter o certificado de conclusão do ensino médio e, consequentemente, entrar em qualquer universidade. Se você não leu o texto, leia ele aqui. No entanto, saiu recentemente uma matéria nos principais jornais sobre a reformulação do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, como forma de contenção de gastos do Governo. Mas em que isso influencia a vida dos educados em casa?

Bom, as principais mudanças no exame serão:

  1. A prova não será mais para os ‘tenteiros’, ou seja, para quem fazia a prova no segundo ano do ensino médio somente para ver como a prova era e se preparar para o ano seguinte.
  2. Não valerá mais como certificado de conclusão do ensino médio, como já serve há 3 anos. Isso será feito pelo Encceja.
  3. A isenção da taxa será para 3 anos consecutivos. No quarto, o aluno pagará o valor integral na inscrição.

Esse ponto número dois deixou algumas pessoas um pouco receosas sobre a condição dos homeschooolers, que tinham no ENEM uma forma de “comprovação dos estudos” para fazer o vestibular e entrar na faculdade. Entretanto, não precisamos nos desesperar. Como foi anunciado pelo Inep, o certificado de conclusão do ensino médio poderá ser obtido através do Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos, o Encceja. Essa prova já existia, mas havia sido substituída pelo ENEM para esse propósito. Mas, tendo em vista que apenas 7% dos 990 mil alunos inscritos para esse fim conseguiu atingir os níveis mínimos para aprovação, o Inep julgou por bem reativar o Encceja.

Sendo assim, o que muda para nós, homeschoolers? Pouca coisa. Ao invés de o jovem obter o certificado de conclusão do ensino médio através do ENEM, ele o fará através do Encceja. Dessa forma, ao invés de fazer somente uma prova, ele fará duas – uma para o certificado, outra para o vestibular, que é o ENEM. Isso não de todo ruim, só o pequeno desconforto de fazer duas provas.

Quanto à maiores detalhes sobre essa prova do Encceja, o Inep ainda não divulgou nenhuma nova informação. Então, não sabemos ainda se será uma prova idêntica ao ENEM ou não. Mas o que importa é: os alunos que forem educados em casa continuarão a ter a oportunidade de ter seus certificados de conclusão do ensino médio para entrarem na universidade e continuarem seus estudos acadêmicos.

Compartilhe essa informação com outras famílias! 😉
Até mais!

obs: para fazer o Encceja não é necessário fazer nenhum tipo de supletivo. Bastará se inscrever na prova.

obs²: o Encceja não foi reativado por causa do número crescente de famílias que educam em casa, mas sim porque o Governo julgou ser mais barato emitir o certificado por esse meio do que pelo ENEM.

Notícia: ENEM não terá mais treineiros e certificação

“Filhos são uma dádiva e não um fardo”

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Você já observou como muitas pessoas hoje parecem ter alergia à crianças? Muitas realmente não querem nem pensar na ideia (como eu já agi um dia!); outros, só depois de todas as graduações, cursos de especialização e uma vida totalmente estabilizada financeiramente – uma utopia, certamente. Além disso: “pra quê mais de um”? “Tanto trabalho, tanta despesa, tanta dor de cabeça, tanta gente no mundo, não é mesmo”?

Se você é um desses ou conhece alguém assim, leia esse lindo texto, de um pai. Filhos são uma grande dádiva e a melhor herança que o mundo pode ter! 😉

Boa leitura!

O texto de hoje foi escrito pelo César Santos, do blog Educação Domiciliar – Educando no Caminho. 

Vivemos em uma sociedade que desconhece totalmente a perspectiva da soberania de Deus, de sua graça e provisão. O presente século ensina que cada um é dono de seu destino, que as posses, renda, moradia e formação acadêmica é que vão determinar sua felicidade e sua prosperidade. Com esta triste visão não é de se estranhar que os filhos sejam vistos como um peso, um fardo ou como uma fonte de preocupações e gastos.

Aqueles casais que têm a coragem de se casar, esperam até que tenham casa própria, carro, “estabilidade” no emprego, conclusão de sua graduação e/ou pós graduação para, somente então, pensar em ter um filho.

Infelizmente esta visão se entranhou até mesmo na Igreja de uma tal forma que tem se tornado mais e mais difícil encontrar famílias que tenham mais de um filho.

Entretanto, devemos conhecer e crer na Palavra de Deus que nos revela de forma maravilhosa a correta visão que devemos ter dos filhos.

No relato da criação, primeiro capítulo de Gênesis, quando Deus abençoava algo criado Ele estabelecia um propósito e dotava a coisa criada com a capacidade de cumprir tal propósito e em Gênesis 1.28ª  encontramos: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…”. A possibilidade de gerar filhos é uma benção dada por Deus e as pessoas se recusam a aceitar este ensinamento bíblico.

O Sl 127.3-5 registra que “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta”. Os filhos são herança no hebraico este termo é empregado para uma relíquia, uma propriedade ou um patrimônio; são um galardão que recebemos na presente vida como um benefício ou recompensa. Na sequência vemos uma símile, usada na poesia hebraica para reforçar ou enfatizar uma ideia, afirma-se que os filhos são como flechas, são instrumentos úteis em nossa batalha espiritual e na carreira da fé, pois nos ensinam a ter mais intimidade com o Senhor e a depender verdadeiramente d’Ele em suaarc-1306660_960_720 preparação (criação dos filhos) para um dia serem lançados.

O salmista afirma Feliz o homem que enche deles a sua aljava.
Na Bíblia a posteridade numerosa é um evidente sinal do favor divino.

Continuando nos salmos o Sl 128.1-4 que resume todo o ensino bíblico acerca de uma família piedosa fiel afirma:

Cântico de romagem
Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!  Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!

A verdade bíblica é que os filhos são uma benção, um presente, uma dádiva preciosa que o Senhor nos confia. Eles são uma das maiores alegrias que podemos receber em vida.

Devemos ensinar tais verdades em nossas igrejas, aos nossos jovens e apoiar os casais que se dispuserem a ter vários filhos. Os líderes devem admoestar em amor e com mansidão os casais, que tem sucumbido a visão humana ou secular e que percebem os filhos como um peso ou um fardo.

O trabalho que a criação dos filhos possa dar é incomparavelmente menor do que a alegria e gozo que eles nos dão quando os criamos no caminho do Senhor.

Educação domiciliar: queremos o fim da escola?!

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Pode parecer meio estranho esse questionamento… No entanto, cada vez que vejo pessoas se levantando radicalmente contra a educação domiciliar (sem nem conhecer a fundo o assunto, diga-se de passagem – mas ok rs) elas parecem carregar nos seus discursos um medo, uma insegurança, alguma coisa que as impossibilita até de continuar uma conversa saudável.

Obviamente, não são todos que se opõem ao homeschooling que agem dessa maneira. Ainda sim, muitos parecem temer alguma coisa. Mas…. temem o que?! O que pode ser tão ameaçador em um estilo de vida sem crianças indo para a escola? O que será que elas pensam dessas famílias que educam em casa?!

Bom, já li inúmeras vezes pessoas dizerem ser contra o homeschooling por conta da socialização – “as crianças não vão ter amigos”, “elas só vão conviver com quem é igual a elas”. Sobre esse assunto, sugiro que você recomende as leituras desse texto, desse aqui, desse aqui e desse aqui pra quem quer que venha falar com você sobre isso rs. Seguindo adiante, o medo dos opositores ferrenhos persiste….

Há gente que tem medo que as famílias que educam em casa lutem pelo fim da escola e consequente extinção da profissão professor – sim, você leu certo. Há pessoas que temem perder seus empregos para ~simples pais~, que ~nem formação acadêmica específica possuem~.

Para esses, necessito dizer que: homeschooler não quer o fim da escola. Não. Nosso desejo não é que todas as escolas sejam fechadas, destruídas ou tomadas por famílias para educarem seus próprios filhos … Esse não é o objetivo de nenhum pai ou mãe. Não somos um rei monárquico para obrigar ninguém a nada nem para invadir as vidas privadas de ninguém – apesar do nosso Estado ser altamente intrometido e muitas vezes autoritários, não somos ele.

Deixe-me reforçar: não queremos o fim da escola. Então, o que queremos? Liberdade para escolher entre colocar meu filho na escola OU ensiná-lo em casa, crendo que um ou outro é melhor para ele. No caso da maior parte dos homeschoolers, cremos que educar nossos próprios filhos é um dever nosso, um direito humano, um enorme benefício para eles e para a sociedade. Nenhum jovem bem disciplinado, bem instruído, bem formado é um dano para a sociedade.

Não queremos que todas as escolas fechem e todo mundo seja obrigado a estudar em casa… simplesmente há pessoas que não desejam isso para seus filhos, há pessoas que escolheram administrar a educação das crianças enviando-as para uma boa escola e fazem um excelente trabalho de acompanhamento e verificação dos conteúdos deles… Portanto, ninguém aqui nesse mundo do homeschooling quer obrigar quem vai pra escola virar um homeschooler.

Reconhecemos que a escola desenvolve um papel importante na sociedade, principalmente para os pais que não dispõem de condições de ficar com seus filhos em tempo integral… essas coisas existem, não podemos fechar nossos olhas para elas. No entanto, é preciso reconhecer que ela não é a única forma de obtenção de instrução e conhecimento. Ademais, basta ter olhos para ver a situação em que se encontram as instituições hoje em dia no Brasil. É decadente: alfabetização beira o ridículo, as doutrinações¹ a que os alunos se submetem é absurda e a falta de interesse dos alunos também não colabora.

Além disso, gostaria de dizer que a educação domiciliar não é conflitante com a profissão de professor. Se você é um deles e está lendo isso agora, tranquilize-se! Há pais que preferem ou necessitam contratar você para aulas particulares – e todos nós sabemos que isso é bom para o professor ;). Assim como há [e talvez sempre haja] pais que colocarão seus filhos na escola onde você trabalha!

Sendo assim, como disse o povo lá do Mitos do Homeschooling, “Ser homeschooler não é buscar o fim da escola, mas uma visão equilibrada que a coloque do tamanho que ela deve ter.”

Até mais! 🙂

 

¹ doutrinação: caro leitor, se na escola você aprendeu, assim como eu, que Cuba era um exemplo de sociedade, que o capitalismo, a burguesia e o protestantismo são o mal do mundo, que o Brasil está sob um governo neoliberal, dentre outras MILHÕES de coisas (ps: são só alguns pequenos exemplos…fique livre para pensar em mais!), sinto informar que você foi doutrinado.
Ser doutrinado significa receber do seu professor uma única explanação dos fatos, tendo ele tomado certas opiniões ou leituras como verdades ou doutrinas e imposto aos alunos… porque ai daquele que contradisser um professor desses, certo? Eu passo por isso até hoje na faculdade: se a opinião vigente é contradita, a errada sou eu…. a que ponto chegamos!