Por que TODOS devem lutar pelo direito à Educação Domiciliar? – Karis Anglada

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Pessoal, compartilho com vocês esse pequeno texto maravilhoso da Karis Anglada, do blog Maçãs de Ouro. Ela é super experiente no assunto e sempre tem coisas excelentes pra acrescentar nas discussões sobre a educação domiciliar… Nele, Karis traz reflexões para homeschoolers, professores e para qualquer pessoa dessa sociedade. Compartilhe com todos os seus conhecidos!  😀

O texto de hoje foi publicado originalmente no blog da EDUCAR – Educação Domiciliar Reformada ( já passou lá pra ler os outros artigos? 😉 )

A Educação Domiciliar não é para todos. Ela é uma modalidade de educação com requisitos únicos (de tempo, de recursos, de convicção, de compromisso, etc.) para as famílias que as praticam, e ela sempre será para uma minoria, razão por que ela jamais competirá com a escola institucionalizada. Mas devido a situação atual de fracasso acadêmico, doutrinação ideológica anti-cristã, e graves problemas sociais da maior parte das escolas públicas e privadas em nosso país, (drogas, violência, bullying, más companhias, dependência ao grupo, etc.), pais cristãos ou conservadores em nosso país tem encontrado na educação domiciliar uma maneira singular de escapar desses problemas, especialmente onde não existem boas escolas cristãs ou quando estas não estão atendendo as necessidades e expectativa das famílias. Por isso, apesar de não defendermos a educação domiciliar como “o modelo” que todos deveriam seguir, entendemos que ela deve ser defendida por todos, a começar pelo nosso sistema jurídico, como um direito dos pais e uma modalidade válida e eficaz de educação. Poderíamos até contender que a educação domiciliar pode trazer vários benefícios e soluções para as famílias, escolas e sociedade, para não mencionar os grandes benefícios que ela traz para a formação dos filhos da aliança e para a preservação e crescimento da Igreja de Cristo:

Benefícios da E.D. para a Família:
• Devolve à família a responsabilidade maior pela formação dos filhos (conforme ensino bíblico);
• Aproxima laços familiares e o amadurecimento pessoal relacional;
• Promove educação conjunta, tutorial e eficaz;
• Permite uma educação naturalmente integral (acadêmica, social, caráter, espiritual, sentimental);
• Promove socialização controlada e saudável com pessoas de todas as idades e níveis sociais;
• Permite mais tempo útil para o ensino individualizado e atividades educativas;
• Promove verdadeiro discipulado pelo exemplo constante dos pais;
• Educa no contexto da vida, para a vida;
• Permite flexibilidade financeira, de tempo, de recursos, etc.
• É uma alternativa mais acessível a famílias carentes ou com muitos filhos comparada à matricula e mensalidades e materiais didáticos em escolas privadas cristãs, pois os investimentos em livros e materiais é re-utilizado por outros filhos.

Benefícios da E. D. para a Escola:
• Desafoga as salas de Aula e permite que a escola se desenvolva melhor. Ao matricular alunos domiciliares como uma modalidade de Educação à Distância, ou ao prover material didático e currículo para os homeschoolers da comunidade, a escola passa a alcançar e servir um número maior de alunos e a ser reconhecida por muitos fora de seu alcance físico;
• Valoriza e abre outros campos de atuação para o professor pelo ensino à distância, aproveitamento futuro de seu esforço no preparo de aulas e aulas particulares;
• Dá possibilidades de aumento de recursos com menos gastos, através de matrículas de alunos à distância e serviços aos pais mediante cobrança de taxas.
• Permite que a escola receba alunos já bem mais maduros, preparados, responsáveis, adiantados, e disciplinados;
• Incentiva a organização do currículo escolar para produção de material didático próprio;
• Pais e Associações produzem materiais, recursos e eventos úteis à escola;
• Abre mais uma porta para que a escola cumpra o seu papel de ajudar o lar;

Benefícios da E. D. para a Sociedade:
• Tende a formar líderes empreendedores e pessoas bem-preparadas;
• Tende a formar cidadãos responsáveis;
• Tende a formar alunos exemplares, do estilo que as universidades e empresas buscam.
• É uma alternativa mais barata que a escola pública, e que não pesa para o governo.
• Forma pessoas mais socialmente ajustadas e independentes do grupo e das opiniões de massa;
• Incentiva o serviço ao próximo através do melhor desenvolvimento da vocação individual do aluno;
• Tende a preservar a piedade e a moralidade e a valorização da família.

Benefícios da E. D. para a Igreja de Cristo
• Protege as crianças em fase formativa de más companhias e da pressão ideológica do grupo;
• Protege os filhos da aliança da influência perniciosa de conteúdos, livros didáticos, da linguagem profana e do ensino de professores de ideologias diferentes da cosmovisão cristã;
• Dá liberdade para que pais cristãos ensinem a verdadeira doutrina e mostre como ela se integra a todas as disciplinas;
• Pais que aderem ao ensino clássico enfatizam a importância da Bíblia e de sua interpretação, incluindo até matérias como grego e hebraico que
• A ênfase clássica na argumentação e na retórica também desenvolve líderes pensadores e bons comunicadores com habilidades para a defesa e propagação da fé cristã na arena pública e nas várias esferas sociais;
• As crianças educadas em casa por pais cristãos normalmente são mais disciplinadas, responsáveis e convictas, e capazes de se destacar academicamente e influenciar na Universidade e nas suas profissões;
• Forma crianças integralmente e com mais tempo e preparo para desenvolver seus dons a serviço da igreja e da sociedade;
• Incentiva o desenvolvimento de crentes maduros, pela imitação e exemplo constante dos membros mais sábios da família e da igreja;
• A socialização equilibrada e multi-etária do lar é naturalmente transmitida à igreja e evita os males da departamentalização dentro das congregações;
• Incentiva a união dos membros das igrejas através da utilização dos dons de outros membros para ajudar os pais na tarefa de formar a criança. A formação de cooperativas entre famílias de uma mesma igreja também promove essa união e compartilhamento de dons;
• Preserva o ideal bíblico de respeito e submissão à autoridade, que é a base do bom governo eclesiástico;
• Promove consciência e atividades evangelísticas pelo desenvolvimento dos dons individuais dos alunos para servir o corpo de Cristo.

Esperamos que você tenha podido ver os inúmeros benefícios da difusão desse método educativo da educação domiciliar, para que esse direito (e dever!) da família venha a ser reconhecido e respeitado pela lei e pela sociedade em geral. Não é preciso ser pai homeschooler para ver e defender o direito da família a essa modalidade de educar os filhos. Os educadores deveriam ser os primeiros a ver o homeschooling como um novo horizonte e uma solução para muitos problemas da escola e da sociedade, e até da igreja. Que a educação domiciliar se torne uma modalidade educativa “banal” no Brasil é um dos objetivos de nossa luta no momento segundo o Dr. Alexandre Magno, e para que isso aconteça TODOS precisam conhecer e apoiar esse direito em pról das famílias que optam por essa modalidade. Seja qual for a sua profissão ou relacionamento com o homeschooling você pode apoiar esse movimento divulgando os benefícios que ele traz para todas essas esferas sociais até que ele deixe de ser uma novidade, e se torne uma modalidade de educação comum, mas respeitada, como o é em tantos países no mundo. Numa próxima postagem veremos o que TODOS, ou melhor, o que VOCÊ pode fazer para beneficiar esse movimento que tanto promete beneficiar VOCÊ e TODOS.

Um abraço, e até a próxima!
Karis Anglada Davis.

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Métodos de Ensino – II Encontro EDUCAR-RJ

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No último sábado, dia 05 de novembro, aconteceu no Rio o II Encontro do grupo de apoio do EDUCAR no estado. Nele, estivemos, juntos, discutindo e aprendendo mais sobre o que é a educação domiciliar e a legalidade dela no país, sobre o que é o EDUCAR e vimos os métodos de ensino mais comuns no ensino familiar.

Como foi dito na reunião, o exposto não pretende esgotar o assunto, muito pelo contrário: quero que você leia um resumo e pesquise mais sobre as metodologias, principalmente aquela (ou aquelas) que te agrada (m)! Então, o texto de hoje será um pequeno resumo dos métodos que discutimos, em forma de tópicos ou pequenos parágrafos.

Você também verá links para maiores detalhes ou para saber de onde foram tiradas as informações do texto.

Boa leitura!

Método Tradicional

Trabalha-se com o livro-texto, como na escola. Faz-se a leitura e exercícios, que podem ser de múltipla escolha, ou aqueles de ‘falso ou verdadeiro’. Há ênfase na lembrança e memorização dos conteúdos, para depois fazer uma avaliação. Muitas famílias usam desse método no período de transição entre a escola e a educação domiciliar. (Ensinando no Caminho – 5 sabores do HS)

Unit Studies 

É o estudo por fenômenos ou temas. A família escolhe um tema e, a partir dele, relacionam-se todas as disciplinas. Por exemplo: quando você estuda o Egito Antigo, você poderá ler livros sobre o Egito (História), faz um mapa de argila do país (Geografia), determina como calcular o peso de uma pirâmide (Matemática), explora como os egípcios irrigavam suas terras através do Nilo (Ciência), relaciona o que acontecia na Bíblia naquele período (Teologia), lê um livro de ficção que  se passa naquele período (Literatura), constrói pirâmides (Artes), aprende como soletrar ‘pirâmide’, etc. É bastante interdisciplinar. (5 homeschooling styles)

Unschooling

É também denominado de aprendizagem natural e o termo foi usado originalmente por John Holt. Consiste em ser o mais longe possível da aprendizagem presente na escola. A criança deve seguir seus próprios ritmos, e o aprendizado se torna parte natural da vida. Todos os dias é a criança que decide o que quer fazer, se quer ir à biblioteca ler sobre determinado assunto ou se passar o dia fazendo experiências científicas. O importante é que o jovem que controla seus horários e fazem os ajustes necessários para cumpri-los. (Aprender sem escola)
“O unschooling consiste na criação e manutenção, por parte dos pais, de um ambiente rico e estimulante em que as crianças podem seguir os seus interesses e as suas paixões. Os pais facilitam, ajudam, encorajam, inspiram, guiam, apoiam e amam. As crianças riem, brincam, descobrem, exploram, constroem, inventam, criam,(…). Alguns pais estendem essa filosofia para além da componente acadêmica e dão às crianças mais opções em todas as outras áreas das suas vidas (comida, horário de dormida, etc). A isto se chama ‘unschooling radical‘” – Sandra Dodd. (Escola Bela)

Montessori

Maria Montessori (1870-1952) foi a desenvolvedora desse método. Era médica, psiquiatra e educadora. “Ao longo de sua graduação e depois, participou de congressos feministas e falou em e escreveu em defesa da mulher, de suas condições de trabalho, da exploração a que era submetida”.

A metodologia é uma abordagem científica em que a criança aprende através do trabalho concreto, manual. Há toda a preparação do ambiente e do professor/pai e usa materiais específicos. Preza-se muito pela autonomia e independência da criança. Zela-se pelo ambiente organizado, propício ao aprendizado. A criança deve ter liberdade de escolha, assegurada pelo conhecimento dos materiais com que ela dispõe para o trabalho.  Segundo Montessori: “somente através da escolha livre de trabalho, a criança poderá revelar sua natureza, interesses, seu talento e criatividade, reconhecer-se e desenvolver-se”. (Sou Mãe; Lar Montessori)

Charlotte Mason – Uma atmosfera, uma disciplina, uma vida

Foi uma educadora, escritora e professora britânica (1842-1923) educada em casa por seus pais. Elaborou toda sua filosofia com base na necessidade que a criança tem de conhecer a Deus e ser tratada com a dignidade de quem carrega a imagem de Cristo – uma pessoa completa, não uma tábula rasa. Assim como a criança é completa fisicamente, ela o é mentalmente, o que não significa que ela seja perfeita, mas que não é inferior ao um adulto, apenas ainda não desenvolveu certas habilidades físicas e mentais plenamente.

Nesse método, não se usa livro texto, mas livros vivos – que são, basicamente, narrativas (literatura ou biografias).  Literatura faz com que a emoção e imaginação sejam mediadores do aprendizado. Nesse método, não se faz perguntas, como que direcionando e condicionando a resposta e a memória da criança, mas espera-se que ela reconte (falando ou escrevendo) tudo que foi lido e ouvido. Isso estimula o hábito da VERACIDADE, ou seja, a criança aprende a dizer sempre a verdade e de maneira mais exata possível.

– não utiliza conteúdo formal antes dos 6;

– Uso de livros com belas imagens e textos ricos, em vez de abobalhados;

– admiração da natureza e contemplação das obras de Deus;

– Criança é solicitada a fazer narrativas do que ouviu. Quando nova, narrativa oral; quando mais velha, narrativa escrita;

– Leitura Audível em família;

– memorização;

– copywork – exercício de cópia no caderno para fixação do conteúdo;

– ditado;

– disciplina: Bons hábitos para ela são essenciais para a vida e também para a aprendizagem do conteúdo acadêmico. Ser disciplinado, atencioso, ter domínio próprio ajuda e muito na hora de estudar. (Prefiro meu lar; Educação em família)

Educação Clássica

Visa que a criança seja capaz de aprender o que precisarem e baseia-se no Trivium, que apresenta 3 fases: Gramática, Lógica e Retórica.

Gramática (6-10 anos*): Na Gramática, a criança desde beeem pequeninha vai memorizar os fatos, eventos, datas… ou seja, “o que, quando, onde”. (Quantos dentes tem um crocodilo? Qual o nome de certa flor? O que aconteceu em 1500 no Brasil? Memorizar poemas e passagens bíblicas, etc etc). É a memorização de longo prazo, ao contrário da que temos na escola.  Ela é a fase fundamental, onde serão lançadas as bases. As crianças são esponjas, então é hora de fazer o que está em Dt.6-19: inculcar na cabeça delas. Ou os pais aproveitam isso, ou a escola o fará, sem a criança nem perceber. Época de memorizar: tabuada, mapa, linhas do tempo, versículos bíblico, valores, etc.

Na Lógica (10-12), a criança/adolescente começa a perguntar os porquês, já demonstra pensamento um pouco mais analítico, faz conexões entre os fatos que ela viu lá na fase da Gramática e tira as conclusões. É necessário ter uma capacidade de leitura fluente, para que haja um bom desenvolvimento, além de ter firmes os conceitos básicos da matemática. Fase mais analítica, quando se desenvolve o pensamento crítico.

Já na Retórica (13-18), o jovem se expressa de modo mais polido, mais convincente, mais maduro… Nessa fase ele é capaz de observar e identificar os argumentos apresentados pelos outros, sabendo se é um argumento adequado, verdadeiro, etc. Resumindo, foca em como se expressar, no pensamento abstrato e na articulação. Fase de aplicar, criação e expressão. (Samuel Vitalino; Karis Anglada – Maçãs de Ouro)

“Inculque-Ensine-Aplique” (Samuel Vitalino- Homeschoolig, dever de casa)

*Essas fases são subjetivas, não estáticas.

Até a próxima! Boas pesquisas 😉

Coisas que um homeschooler deve saber ao começar

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Se você, assim como eu, deseja começar o homeschooling com seus filhos, precisa se planejar, programar, estudar, pesquisar e se informar… Não, você não precisa de uma graduação em Pedagogia ou Letras, nem de um mestrado ou pós-graduação – fique tranquilo! 😀 . Basta que você entenda o que é a educação domiciliar, como ela difere da escola e comece a se planejar.

Então, se você não começou, ótimo! Poderá aprender com essas dicas. Se você já começou, pode rever algumas coisas, caso necessário – além de contribuir com mais dicas! rs

  1. Existe mais de um jeito de educar em casa

Educação clássica, Charlotte Mason, Unschoolig, Unit Studies …. são tantas as possibilidades para ensinar e aprender. Cada família encontrará para si um jeito que os atenda melhor. Há, inclusive, aquelas que se utilizarão de alguns pontos de vários métodos… um ótimo texto que trata sobre isso é o “Cinco sabores do Homeschooling“, do blog Educação Domiciliar – ensinando no Caminho.

Essa variedade não deve nos assustar, mas nos confortar e ajudar, de forma que temos mais liberdade e independência, sem ficarmos reféns de um estilo só.

      2. Quando você estiver com dúvida, faça leituras em voz alta

Já disse em outro post aqui: se tudo der errado, sente no sofá com as crianças e leia um bom livro! Toda família tem dias ruins, daqueles que parecem que nada vai dar muito certo ou sai do nosso planejamento.

Um bom livro de poesia, ou uma biografia, ou devocional, ou contos infantis, ou de aventura… Sâo inúmeras possiblidades. Então, somente sente descanse e leiam! 😉

      3. O seu aprendizado é tão importante quanto dos seus filhos

Você, como mãe/pai e professor precisará pesquisar bons materiais, bons livros e recursos. Terá que ler, ouvir, e ler mais um pouco. Você não será um doutor em todas as matérias que ensinará a seus filhos, mas é importante você também considerar o seu próprio aprendizado. É essencial investir no seu aprendizado também! E fazendo isso algo agradável, você estará dando o exemplo a seus filhos de como eles devem encarar o processo de aprendizagem.

      4.Vida real é essencial!

Precisamos relembrar uma coisa: homeschooling não é só DENTRO de casa. Muito do que seu filho vai aprender está do lado de fora. Leve-o para parques, pracinhas e museus próximos da sua casa. Conduza-os a investigações e projetos. Deixe-os ver como funcionam as coisas. Ensine-os a calcular o troco, a escolher frutas no mercado e comparar os tamanhos e formas… crianças precisam experimentar a vida real também.

       5. Não tem problema tirar uma folga

É o conselho que sempre ouço de todas as mães rs. Mães não são máquinas, então, se seus filho – ou você mesma! – precisa de uma folguinha, não tem problema. Dê a quem precisa o descanso.

       6. Você não pode fazer isso sozinho

Pode parecer meio óbvio, mas você não pode andar sozinha. Procure amigas e famílias amigas que optaram pelo mesmo estilo de vida que você, procure algum amigo que esteja disposto a ensinar algum ofício ou atividade a seus filhos, busque conselhos…. se for impossível arrumar alguém perto de onde você mora, comece procurando online mesmo! Procurar ajuda, ideias, conselhos, atividades, currículos, projetos de ciências….. o Facebook tem bastante grupo e páginas, há muitos sites – só não se sinta obrigado a acolher tudo que você ler! Filtre, e aplique aquilo que você julga bom para sua família 😉

E você, tem mais conselhos para compartilhar?! 😀

Filosofia educacional subjacente às metodologias adotadas na ED (1)

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Muito bom pensar sobre a educação domiciliar, receber ideias, pesquisar materiais, procurar grupos de apoio para você não fazer tudo sozinha…. Mas você já procurou conhecer quais são as filosofias educaionais que dão base para as metodologias de ensino?! Não?! Então não deixe de ler essa série, escrita por Renata Santos, do blog Educação Domiciliar – ensinando no Caminho.

Boa leitura! 😉

As metodologias de ensino já são velhas conhecidas para aqueles que praticam educação domiciliar. Nesse post, gostaria de me aprofundar um pouquinho mais sobre quais as filosofias educacionais modernas que sustentam as várias metodologias adotadas pelos que educam em casa (e na escola também). Estou estudando um excelente livro do autor Robert W. Pazmiño, intitulado Temas Fundamentais da Educação Cristã, da Editora Cultura Cristã. Foi publicado primeiramente em 1997 e aqui no Brasil em 2008. O livro aborda a Educação Cristã na escola e na igreja, então o discurso do autor é voltado para as instituições escola e igreja,

O autor destaca as seguintes filosofias educacionais: perenialismo, essencialismo, comportamentismo, progressivismo, reconstrucionismo, naturalismo romântico e existencialismo. Transcrevo quase literalmente uma breve explicação sobre cada uma delas, suas vantagens e desvantagens sob o crivo das Escrituras. Veja se você consegue reconhecer qual é  o seu embasamento filosófico. A partir daí, aprofunde-se no estudo a fim de se aperfeiçoar na prática de seu homeschooling.

PERENIALISMO

Enfatiza o cultivo dos poderes de raciocínio junto com a excelência acadêmica. Afirma o propósito intelectual, espiritual e ético na educação ao guiar o indivíduo às verdades eternas. Os alvos incluem a transmissão e a assimilação de um corpo prescrito de matérias clássicas. Os defensores dessa filosofia incluem Aristóteles, Tomás de Aquino, e mais recentemente , Robert Hutchins, Mortimer Adler, Allan Bloom e Jacques Maritain. O conteúdo desse tipo de educação inclui os grandes livros do mundo ocidental, os clássicos e as artes liberais tradicionais. A mente e a razão são enfatizadas na exposição dos estudantes às grandes obras do passado intelectual ocidental. O currículo é centrado na matéria ou assunto estudado, enfatizando a disciplina mental e análise literária. O professor é um acadêmico, filósofo por excelência, que tem amplo conhecimento de vastas áreas do saber. Correspondendo ao papel do professor, o aluno é visto como ser racional que deverá ser guiado pelos primeiros princípios conforme revelados nos clássicos e nas artes liberais. Os principais ambientes de aprendizado são a sala de aula ou salão de palestras, o lugar de estudo e a biblioteca, onde a herança clássica pode ser compartilhada ou adquirida por meio de um estudo diligente. O perenialismo pode ser elogiado pela sua sensibilidade para com o passado, sua preocupação com a racionalidade e sua ênfase na excelência. Esta filosofia propõe que existe verdade absoluta e que a natureza humana é coerente. O perenialista reconhece os propósitos intelectuais, espirituais e éticos da educação. Pode ser criticado por sua preocupação com o passado e com sua tendência racionalista. Sua uniformidade curricular pode abafar a criatividade e sua abordagem intelectual, dirigida pelo professor, pode não reconhecer o caráter das pessoas e os limites da razão humana.

ESSSENCIALISMO

O educador essencialista enfatiza a excelência acadêmica, o cultivo do intelecto e a transmissão e assimilação de um corpo prescrito de matéria a ser estudada. O discernimento das verdades a partir desta perspectiva é possibilitado pelo uso de cuidadosa observação e da razão. Os principais defensores dessa posição são Arthur Bestor, e Admiral Hyman G. Rickover. Para o essencialismo, o conteúdo da educação inclui as disciplinas acadêmicas fundamentais e a mestria de conhecimentos básicos e avançados. Diferente do perenialismo, o essencialismo considera essencial a ciência moderna e a indagação experimental, além dos estudos clássicos. O essencialismo sinaliza um movimento educativo que volta ao que é básico e acrescenta à dominação desses básicos amplamente definidos para incluir uma variedade de matérias de estudo. O professor modelo é a pessoa de letras e ciências que está sintonizada com o mundo moderno e alcançou o nível de especialista em sua área de competência. O estudante é visto como ser racional que obtém domínio dos fatos e habilidades essenciais que sustentam as disciplinas intelectuais para ajustar-se ao ambiente físico e social.  Como o perenialismo, o essencialismo está centrado principalmente na sala de aula e na biblioteca, mas também enfatiza o laboratório de pesquisa. Os estudantes obtêm acesso à ampla gama de disciplinas acadêmicas por meio de estudo nesses ambientes. O essencialismo pode ser recomendado por sua ênfase no domínio de habilidades básicas de aprendizado e seu reconhecimento da necessidade de trabalho árduo e disciplina no aprendizado. Esta filosofia reconhece também os propósitos intelectuais, espirituais e éticos na educação. Mas diferente do perenialismo, o essencialismo não é totalmente intelectual com maior preocupação pelo ajustamento individual ao ambiente físico e social. Podem ser ressaltadas críticas quanto ao seu direcionamento pelo professor e sua possível tendência ao racionalismo. Pode levar ao exclusivismo se as necessidades das pessoas especiais forem ignoradas no compartilhar exposição a campos mais amplos de conhecimento que talvez não estejam relacionados à experiência pessoal ou do grupo.

Continua no próximo post…

Como fazer tudo? – 5 conselhos

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Eu simplesmente não me canso de buscar por dicas de como uma pessoa faz para conseguir lidar com a casa, o cônjuge, as crianças, ela própria e ainda por cima, o homeschooling. Sempre que posso peço conselhos para amigas minhas que já estão nessa situação, procuro em blogs de educação domiciliar, grupos… já vou me preparando para quando meu dia chegar.

Ninguém pode fazer tudo; nem ninguém tem super poderes para esticar o dia em mais 16h para dar conta de fazer tudo. Portanto, nosso maior desafio é administrar corretamente o nosso tempo, nossa agenda e nossas atividades.

Sendo assim, a primeira reflexão que quero trazer para vocês é: você REALMENTE precisa fazer tudo que você faz?! Pense em tudo que você tem para fazer em uma semana… academia, compras no shopping, salão, horas no celular, unha fora de casa, limpar cada milímetro da casa 2 vezes ao dia, guardar 47 pares de sapatos para cada membro da família, passar todas as roupas de cama e roupas íntimas……… será que realmente você precisa se matar para que não haja um ‘pózinho’ pequenininho no cantinho atrás do sofá da sala? Ou será que todas as suas roupas íntimas precisam ser passadas? Será que você consegue dar conta de organizar e manter limpos 47 pares de sapatos – lembre: quanto mais coisas você tem, mais trabalho terá, consequentemente. Será que é extremamente necessário ir ao salão toda sexta feira fazer a unha, tendo em vista o tempo que se gasta entre se arrumar, sair, fazer a unha e voltar? (Não tem nenhum problema nisso, de forma alguma, minha reflexão é a real necessidade desse hábito).

Pense no tempo que você gasta fazendo essas coisas, ou se preparando para fazê-las. Se elas não forem extreeeemamente necessárias, talvez você devesse rever suas atividades e eliminar algumas delas da sua agenda. 😉

Outra coisa que sempre me dizem (e tenho aprendido aqui em casa também!) é: “tenha servas”, como disse a querida Pâmella Arumaa, do blog Sinta-se em nossa casa. ‘Mas que servas são essas, Isabela? Eu não tenho dinheiro para pagar um faxineira ou diarista!’. Então, como a Pâmella disse em seu texto, as servas são os aparelhos eletrônicos que facilitam nossa vida – em muuuito! Você já pensou em ter uma máquina de lavar louças na sua casa? Eu, particularmente, não tenho (ainda), mas estive na casa de uma amiga e vi como ajuda bastante, principalmente se você tem visita em casa, porque ao invés de estarmos lavando louça o dia todo, a máquina fazia isso pela gente e podíamos aproveitar mais o dia fazendo outras atividades.

Já pensou em ter uma panela elétrica de arroz ou feijão? Por mais que não seja difícil fazer nenhuma dessas comidas, o benefício de uma panela elétrica é que você põe tudo lá dentro e espera que a máquina faça tudo sozinha, ficando livre para fazer outras coisas dentro de casa. Tudo sem se preocupar se o feijão queimou ou a água do arroz secou. 😉

Falando em comida, uma outra ajudinha na sua rotina pode ser congelar comida. Se você pode (ou consegue), separe um dia para fazer algum prato em maior quantidade, seja uma carne, ou um acompanhamento. Coloque em saquinhos de congelamento ou refratários que você costume usar e ponha no congelador. Caso você tenha um freezer (olha aí outra serva pra sua família!!), melhor ainda, pois haverá mais espaço ainda para congelar comida.

Por que congelar comida? Sabe aquele dia que TUDO parece dar errado? Sabe o dia que o filho tá passando mal – ou você – e fica quase impossível por o pé na cozinha? Sabe aquele dia que você decidiu passear com os seus filhos, ou esticar a aula ou a leitura um pouco mais? Então, é pra esses dias! Só tirar do congelador/freezer e rapidinho o almoço tá pronto!

Outro conselho que tenho aprendido por observação: DELEGUE funções e tarefas! Mães e pais precisam entender que eles não são empregados dos filhos, que precisam ser servidos como reis. Filhos entraram numa família já existente, com regras, atividades e costumes. A vida não pode girar em torno das crianças, porque o mundo não gira em torno deles (não gira em torno de nenhum de nós, obviamente)!

Então, desde cedo, delegue tarefas a seus filhos. Crianças podem arrumar suas camas, organizar seus brinquedos depois de brincar, lavar uma louça, limpar um banheiro, tirar algum papel do chão, organizar o seu próprio quarto…. e não se engane: seu filho pequeno JÁ PODE te ajudar, sim! Não estou falando de abusar e escravizar seus filhos. O ponto é: há grandes benefícios em um filho participar das responsabilidades da casa junto com os pais, tanto para ele próprio, quanto para você, pai/mãe. Não se sinta obrigada a fazer TUDO sozinha, seus filhos moram ali e precisam aprender a ajudar também! 😉

Veja aqui um exemplo simples disso. Lembrando que cada casa é uma casa, e crianças mais novas podem fazer algumas atividades sugeridas para as mais velhas, e vice versa 🙂

E o último conselho: conheça seus limites. Pode ser que em determinada época, você esteja a todo vapor, fazendo tudo em casa e no homeschool. Mas pode haver épocas em que você esteja a ponto de surtar por não conseguir fazer nem metade do que você planejou. Portanto, não planeje algo impossível de você fazer, muito além da sua capacidade. Temos somente 24h no dia, sendo que umas 6 delas estamos dormindo – ou tentando rs.

Não tente agarrar o mundo, nem queira ser a super mulher maravilha da limpeza e organização. Sua casa tem vida, sua família tem anseios, você também precisa se poupar um pouquinho de vez em quando. Não se culpe quando você escolher a melhor parte: estar com sua família, ao invés de estar loucamente limpando tudo em volta.

Homeschooling não é uma vida de Pinterest ou Instagram, onde tudo é per-fei-ta-men-te bem produzido e colorido Família não é nada disso. Família é experiência conjunta, é vida, é compartilhar as tristezas, alegrias, benefícios e responsabilidades também! 😉

Para mais dicas: 

Como fazer tudo?? – Família, desenho de Deus.

https://www.facebook.com/familiadesenhodedeus/videos/1788781758069292/

O segredo da mulher virtuosa – Sinta-se em nossa casa, João Paulo e Pâmela Arumaa.

https://sintaseemnossacasa.wordpress.com/2016/06/07/o-segredo-da-mulher-virtuosa/

5 ways to manage home and school – Simple Homeschool (em inglês)

http://simplehomeschool.net/manage/

O que mais importa

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Eu não tive que esperar por nenhum resultado de provas: as descobertas eram claras.

Teve um dia que eu dei ao meu filho um teste prático, sem preparação, e um beija flor salvou o meu dia e me lembrou que educação é mais do que uma prova padronizada. Eu fui lembrada que a natureza e o cuidado pelos seres vivos me ensinam mais do que milhões de folhas de atividades.

Mas apesar da perspectiva melhorada, eu ainda me surpreendi com os resultados daquele dia de teste ‘real’. Felizmente, dessa vez não teve choro. Nós estávamos preparados. Nós havíamos trabalhado duro para terminar o currículo do meu filho nesse ano. Nós havíamos completado muitos testes. Nós revisamos os conceitos daquele ano. Como nós nunca havíamos feito nenhuma prova, eu realmente não tinha ideia de como ele faria isso.

No geral, eu só queria ter essa experiência de prova para identificar onde nós precisaríamos focar nossos esforços no ano seguinte. E isso funcionou.

Na manhã da prova, eu percebi vários problemas de comportamento no meu filho. Me dei conta que eles só aumentavam – reclamação, obediência sem rapidez, trabalho feito após hesitação, argumentação, desrespeito e interrupção.

Para minha surpresa, eu fez a prova muito tranquilamente. Bom, ele pode muito bem ter acertado tudo. A aplicadora do teste, uma sábia mulher que já fez homeschooling com várias crianças, disse, com um sorriso, que eu podia relaxar com as matérias um pouquinho.

O que eu tinha que focar a partir de então ficou muito claro: Não era matemática, não era leitura e compreensão, não era gramática. Era o caráter! O teste nos mostrou que precisávamos de uma correção sutil no curso:

Atitude, acima de aptidão
Respeito, acima de leitura e compreensão
Gratidão, acima de gramática
Mansidão, acima de habilidades matemáticas.

 É claro que eu sei disso, certo? Nós todos sabemos. Nós fizemos os Letter Lesson¹ por anos. Mas era mais fácil focar quando eles eram menores. A tentação quando eles crescem – e as matérias são cada vez mais acadêmicos – é deixar o desenvolvimento do caráter escorregar, uma vez que temos tantas matérias para aprender.

Eu, então, disse ao meu marido: “Sabe, poderíamos tirar um ano inteiro de férias do nosso currículo formal e concentrar apenas em caráter, hábitos, atitudes e habilidades para a vida e estaríamos bem academicamente.”

Isso me lembrou das famosas palavras de Charlotte Mason:

“A questão não é ‘Quanto o jovem sabe?’ ao terminar sua educação, mas ‘O quanto ele se importa?'” (tradução livre)

Como ensinamos esse tipo de educação, então?

É fácil ir ali e comprar o próximo livro de matemática. Mas não é tão fácil discernir os corações dos nossos filhos, ver os modos sutis em que eles tendem para o egoísmo e o ‘direito’ de ter algo, ingratidão ou preguiça. Mais difícil ainda perceber essas mesmas coisas no nosso próprio coração!

Claro que isso parecerá diferente para cada um de nós. Não existe um pacote de como lidar com o desenvolvimento do caráter (Como eu gostaria de comprar um ‘kit de caráter’ na Amazon!). Para nós, isso significa determinar 5 hábitos chave que deixamos passar, onde nós vamos escolher focar nossa atenção nos dias a seguir, ainda que isso implique em dar um passo atrás nos assuntos acadêmicos.

Para nós, eles são:

  1. Obedecer prontamente e com alegria
  2. Respeitar os outros
  3. Trabalhar diligentemente e entusiasticamente
  4. Expressar gratidão
  5. Exercitar domínio próprio

Sabe, se conseguirmos alcançar isso nesse ano, eu estarei satisfeita 🙂

Entre essas 5 coisas, engolir dezenas de bons livros e gastar várias horas do lado de fora, na natureza – acho que já temos nosso plano do homeschooling.

Agradecida que um teste padronizado me ensinou isso 🙂

Como VOCÊ foca no desenvolvimento do caráter no meio das atividades acadêmicas? Compartilhe conosco. Obrigada por ler!

Texto escrito por Kari Patterson, do blog Sacred Mundane, reproduzido em Simple Homeschool. Traduzido por Nossa Herança.

¹ Letter Lessons: um recurso comum entre pais cristãos, que consiste em pegar textos bíblicos que tratem diretamente de traços ou comportamentos para instruir os seus filhos desde pequenos. Para tratar de mansidão, por exemplo, pode-se usar o texto de Mateus 5.5, fazendo as crianças memorizarem e internalizarem as verdades expostas no texto. Para mais exemplos, clique aqui (em inglês).

Segredos de uma mãe homeschooler bem sucedida

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Escrito por Jamie Martin, editora do blog Simple Homeschool e fundadora do Steady Mom. Traduzido por Nossa Herança.

Três semanas atrás, eu tive o privilégio de falar em uma conferência virtual de educação domiciliar – a Heart of the Matter. Meu tema? Segredos de uma mãe homeschooler bem sucedida.

A palestra foi produtiva, e logo depois eu tive a ideia de torná-la em uma série para vocês aqui. Então, nas próximas semanas, dividirei com vocês as dicas que preparam as mães (e pais!) para o sucesso na vida da educação domiciliar.

Ao usar a palavra “segredos”, eu não quero dizer que eles serão, necessariamente, princípios ou ideias avassaladores, os quais vocês nunca ouviu antes falar. Em muitas áreas da vida, as verdades mais profundas são também as mais simples.

Eu chamo de ‘segredos’ porque eles envolvem ideias que eu desejaria ter sabido no começo da minha jornada de homeschooling – ideias que eu tive que adivinhar ou dei de cara, como que por acidente, no meio do caminho. Se eu soubesse desses segredos desde o princípio, creio que teria me ajudado a abordar a educação domiciliar de forma mais tranquila, com menos pressão.

E com o jeito que nós frequentemente sentimos sobre a responsabilidade da educação domiciliar, eu vou optar, sempre que possível, por menos pressão, certo?

O que me leva à primeira verdade que mães homeschoolers bem sucedidas devem entender:

 Ela entende que a educação domiciliar não significa a escola dentro de casa

Muitas mães novatas no homeschooling acreditam, erroneamente, que elas devem replicar uma sala de aula tradicional da escola e sua metodologia com seus filhos. Claro que normalmente não nos sentimos equipadas para fazer isso, então passamos a sentir medo. Eu senti isso alguns anos atrás – inicialmente imaginei ter uma fileira de carteiras, uma bandeira do país e ter que dar aula seis horas por dia.

 Porém, o que os mais experientes nisso descobrem é que o homeschooling é um estilo de vida, não um regime. Aprendizado não tem que ser confinado a um número específico de horas; ele não tem que se prender a barreiras artificiais.

Para que consigamos enxergar dessa forma, devemos pular fora da ‘esteira da educação’. Para a maioria de nós, isso não vem naturalmente porque essa é a forma como nós mesmos fomos educados. A esteira a que me refiro é o fato de as crianças serem todas agrupadas por idade, a maneira como elas agem no processo de aprendizagem é totalmente determinada pelos superiores num determinado horário e, depois de 13 ou 15 anos, elas deixam a ‘fábrica’ com um diploma na mão – um carimbo oficial garantindo que foram educados.

Essa esteira serve a alguns propósitos na sociedade, mas não há absolutamente NENHUMA necessidade de estabelecê-la em nossas casas!  Ainda sim, isso é exatamente o que muitas famílias que educam em casa fazem…

Você já ouviu falar do Sir Ken Robinson?  Ele é um reformador educacional moderno e tem muito a nos dizer sobre o modelo de esteira. Considere a citação de seu livro best-seller “The Element” (O Elemento-chave – Ed. Ediouro)

“O fato é: dados os desafios que nós enfrentamos, a educação não precisa ser reformada – ela precisa ser transformada

A chave para a transformação não é padronizar a educação, mas personalizá-la, construir as realizações a partir da descoberta dos talentos individuais de cada criança, colocar os alunos em ambientes nos quais eles queiram aprender e onde eles naturalmente possam descobrir suas paixões”

(tradução livre)

Criar uma educação individualizada é fácil para nós, homeschoolers – nós temos a oportunidade perfeita, desde que tenhamos a coragem de pular fora da esteira.

O ponto de partida para ser bem sucedido nisso é reconhecer que a educação domiciliar não tem que ser a escola dentro de casa!

Pense sobre isso …. livre-se dos seus medos. E se você sente que deve começar o homeschooling, se prepare e confie que o Senhor vai capacitá-la para tal!

Original aqui

O homeschooling não é o meu chefe

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Escrito pot Shawna Wingert do Not the Former Things. Traduzido e adaptado por Nossa Herança. Revisado por Leah Leaman. 

“Eu amo essa época.

Me preparar para começar um novo ano escolar significa fazer tudo que eu naturalmente amo: planejar nosso calendário de ensino domiciliar, digitar nosso planejamento diário, pesquisar e (melhor ainda) encomendar e abrir os novos livros e currículos. Comprar novas canetas e lápis que não precisamos, mas achamos liiindas. (Sério, isso se aplica a todos os itens de escritório – eu mandei uma mensagem para meus amigos da loja outro dia perguntado se eles me ajudariam a justificar a compra de um grampeador dourado. Acho que tenho problemas rs).

É tão revigorante para mim – um novo ano, um novo começo, um adorável grampeador dourado…

Então, o verdadeiro ensinamento começa.

Leva algumas semanas, mas no futuro, eu sei que a novidade vai desaparecer. Os livros durinhos e novos terão café derramado sobre eles. Um punhado dos queridos lápis serão quebrados pelo meu menino de 10 anos por conta de sua frustração durante suas aulas de fonética. O planejamento vai me frustrar. E o currículo vai andar muito rápido para os meninos e suas diferenças de aprendizado.

Isso é somente parte de educar essas crianças. Então esse ano estou comprometida com um e somente um objetivo:

Homeschooling não será o meu chefe.

Melhor ainda: minha ideia de educação domiciliar não será o meu chefe.

Como nós começamos nosso sexto ano aprendendo em casa, estou ciente da minha tendência de querer me ater fielmente ao currículo planejado, ao planejamento diário, a todas as atividades divertidas do Pinterest, e ao que outras mães dividiram sobre como elas estão ensinando esse ano.

A verdade é: isso nunca serve bem aos meus filhos ou a mim.

Dessa vez, ao invés de ser intencional em seguir o homeschooling do meu jeito, vou focar em como meus filhos desejam


Como eu modifico nosso currículo

Eu ainda uso muitos programas curriculares tradicionais. Acho mais fácil modificar um plano já existente, bem detalhado, do que criar um próprio.

Qualquer programa que eu use tem que ter um elemento chave que o torne praticável. O currículo precisa ter alguma atividade ou opção prática para cada lição. Eu posso lidar com qualquer livro ou apostila tradicional, desde que eu saiba que há algo mais cinestésico planejado para o aprendizado pretendido.

Eu vejo que o currículo tem algo, eu quero comprá-lo – pois sei que ele nos dará certa estrutura – mas eu continuo trabalhando com nossas necessidades únicas.

O currículo, então, serve como um apoio. O que orienta o aprendizado em casa são as necessidades do aprendiz e a direção dos pais. Na educação domiciliar, portanto, ninguém está engessado ao material, ao livro. Extrai-se dele o necessário para ir além.

Trabalhando com flexibilidade de planejamento

Isso é muito mais importante do que eu admiti nos anos anteriores. Eu costumava fazer o planejamento ideal, e aí modificada toda hora, cada vez que ele falhava.

Agora eu monto um planejamento onde há vários espaços em branco para a vida simplesmente acontecer. Eu tenho uma rotina matutina mais frouxa, um rotina vespertina e uma noturna. Eu também aprendi a criar um plano genérico para a semana, incluindo um dia inteiro para estar em casa, um dia aberto para um encontro entre meus filhos e os amiguinhos – e entre as mães também, e um passeio de campo na sexta (porque não tem nada mais vazio que um museu em uma sexta feira de tarde).

Meu planejamento não pode me prender. Ele existe para que haja certa disciplina; no entanto, ele não pode deixar que eu seja alguém que deseja bater todas as metas, independente dos meus filhos, como é na escola. Flexibilizar é importante!

Todo meu planejamento é escrito a lápis e completamente sujeito à mudanças!

Lembrando que nosso homeschool pode ser diferente, mas não é inferior.

Esse é meu maior desafio e aprendizado na educação domiciliar. Nosso homeschool parece diferente. Meus filhos têm necessidades únicas que requerem isso. Por muito tempo senti que ‘diferente’ era inferior, menor do que o que eu via meus amigos fazendo com os filhos deles.

Eu sentia como nossa realidade sendo menor do que minha ideia de como o homeschooling deveria ser.

Estou começando a entender que só porque é diferente não significa que haja menos aprendizado. Diferente não significa menos! Significa individualizado e especial. Significa apropriado e centrado no aprendiz – meu filho. Significa que o aprendizado vai, de fato, acontecer.

Cada família encontrará um ritmo diferente, materiais diferentes, métodos diferentes … e nem por isso estarão negando aos filhos o direito de aprender. Não podemos nos comparar e nos diminuir porque educamos diferente de outra família. A grama do vizinho não pode ser mais verde que a sua..

Não vou deixar que a educação domiciliar seja meu chefe. Não vou deixar o currículo, o planejamento, ou expectativas utópicas ditarem como eu faço meus filhos aprenderem. Não importa quais sejam as necessidades dos seus filhos: não creio que você deva deixar essas coisas te controlarem. “

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Original: http://simplehomeschool.net/not-boss/

Como conciliar a ED com os cuidados do lar? – Dicas

Você já deve ter se perguntado como uma pessoa conseguiria dar conta de cuidar da casa, dos filhos, da educação, do marido e de si, certo? Pois bem, é possível, mesmo que seja difícil ou pareça impossível para você.

Com o intuito de te ajudar e acalmar a ansiedade, compartilho com vocês algumas dicas que encontrei no Geh Space – Valorizando o conhecimento. Essas são dicas para quem é ou gosta de ser disciplinada para facilitar o andamento das coisas. Elas não são regras universais, nem são aplicáveis à todas as mulheres ou homeschoolers. São somente algumas sugestões – não se sinta pressionada a seguir essas orientações, nem se frustre se tentar e não conseguir! Mas creio ser possível extrair muita coisa útil dessas linhas.

Boa leitura e #força! 😀

Como organizar o seu tempo?

Começando pelo óbvio: se um dia tem 24 horas e, no mínimo, você precisa de 8 horas de sono para manter-se saudável, restam 16 horas para administrar a educação dos filhos, as leituras pessoais, o cuidado com o lar e a família, atividade física e outras tarefas diárias.

Assim, o primeiro passo é planejar sua agenda diária. A seguir, veremos como você pode tornar seus dias mais eficientes.

1) Definir um período para os estudos

Uma sugestão que facilita muito a utilização do tempo é definir um período fixo do dia para dedicar à educação formal dos filhos. Nós preferimos o período da manhã. Despertamos às 7 da manhã, tomamos um café da manhã reforçado, fazemos a higiene pessoal e, então, geralmente por volta das 8 horas iniciamos o período de estudos.

2) Tenha um cardápio pré-definido

Você deve estar se perguntando: mas como darei conta de educar os meus filhos, fazer o almoço, cuidar da casa e de todos outros detalhes que exigem atenção diária?

O primeiro passo é definir um cardápio mensal para todas as refeições: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Tenha esse cardápio definido e programado antes mesmo de fazer suas compras no supermercado. Quando você já sabe com antecedência tudo o de que irá precisar, você pode fazer compras com maior eficiência, gastando menos tempo e, geralmente, muito menos dinheiro!

No dia de fazer as compras do supermercado, se os seus filhos já estiverem crescidinhos, você pode solicitar a ajuda das crianças na preparação da lista de compras. Eles podem, por exemplo, verificar o estoque de certos itens como açúcar, sal, leite em pó e achocolatados.

Frutas, legumes, carnes e pães podem ser congelados e separados em porções individuais para cada refeição. Para facilitar ainda mais o preparo das refeições, pique ou fatie as carnes, separando-as em embalagens adequadas antes do congelamento. Com frutas congeladas, você poderá preparar deliciosas e nutritivas sobremesas, sucos e vitaminas durante todo o mês.

Para preparar saladas, reserve uma compra semanal para aquisição de  verduras e legumes frescos.

Se você sabe assar pães caseiros, corte-os em fatias antes de congelá-los. Massas de pizza e nhoques também podem ser congelados, servindo como “refeição curinga” naqueles dias em que um problema imprevisível mande todo o seu planejamento por água abaixo – acontece com todo mundo! Essas eventualidades não são tão raras assim, por exemplo, não podemos prever quando uma das crianças ficará doente, obrigando-a a interromper a sua programação para levá-la ao médico.

Um eletrodoméstico que auxilia a praticidade da cozinha e poupa muito é a máquina lava-louças. Sim, além do freezer e do micro-ondas, automatizar a limpeza das louças também traz uma grande economia de tempo. Se você puder adquirir uma máquina de lavar louças, você verá quanto tempo precioso você ganhará a mais em seu dia para dedicar à educação de seus filhos!

Eu tenho um aparelho de 9 serviços, que inclusive lava e dá brilho em panelas e assadeiras. A lava-louças de 9 serviços é um tamanho adequado à minha família de 4 pessoas mas famílias mais numerosas, normalmente, são mais bem atendidas por um aparelho tamanho 12 serviços. Caso você precise economizar, um aparelho de 6 serviços já permite um bom ganho de tempo, pois você reduzirá muito a necessidade de lavar louças manualmente.

3) Organização da casa

Definir horários fixos para lavar a louça, varrer a casa, organizar o que estiver fora do lugar também torna mais eficiente a administração do seu tempo. Não se esqueça de que tarefas simples como pôr as roupas sujas no cesto, arrumar a própria cama e guardar os brinquedos são atividades que seus filhos podem ajudá-la a realizar. O importante é ter em mente que, com filhos em casa, provavelmente você não terá uma casa perfeita em que tudo estará sempre no lugar. Por isso, estabeleça prioridades. Planeje para investir mais tempo e dedicação somente às tarefas mais importantes e adote soluções mais rápidas e práticas para as coisas menos importantes.

Já para a limpeza pesada da casa e a limpeza das roupas, uma boa sugestão é definir dois ou três dias da semana para executar essa tarefa.

Ambiente propício aos estudos

Seja na mesa de jantar, na sala de estar, no quarto ou em qualquer outro cômodo da casa, o ambiente em que as crianças forem estudar precisa ser bem iluminado, prático e organizado.

Uma bancada, mesa ou escrivaninha é um item indispensável ao lado de uma estante para organizar os materiais de estudos e livros. Na estante, você deve organizar os conteúdos em pastas de atividades separadas por criança, caso você tenha mais de um filho.

Ao término de cada atividade, você pode ensinar a seus filhos a guardar o material já utilizado e pegar o material que vão empregar na atividade seguinte. Assim, ao término do período de estudos, o ambiente estará todo organizado. Dependendo do espaço reservado aos estudos, pode ser interessante incluir também um gaveteiro com espaço reservado para cada criança.

Não se esqueça de incluir etiquetas divertidas com o nome de seus filhos nas gavetas, pastas e prateleiras! Assim, eles já se sentirão donos do próprio espaço e aprenderão a respeitar o espaço e os materiais dos irmãos.

Rotina diária

Uma das habilidades essenciais para a formação intelectual de nossos filhos é o hábito da disciplina. Uma das formas de conquistá-lo é criar uma rotina diária de estudos, definindo sempre um mesmo período do dia para o exercício do intelecto.

A rotina que melhor funcionou em nossa família foi a definição de um horário dos estudos na parte da manhã. As crianças terminam seu café da manhã, recolhem a louça usada, escovam os dentes e trocam de roupas. Nesse meio tempo, eu já separo as primeiras atividades que cada criança fará. Em seguida, apresento uma explicação individual sobre o tema estudado. Geralmente começamos o dia com o estudo do idioma: inglês e português. Na sequência, as crianças exercitam a Matemática que, como o Português e o Inglês, também é objeto de atividades individuais, separadas para cada criança, durante a maior parte do tempo.

Já nas disciplinas de conhecimento gerais, como ciências, história, geografia e estudos bíblicos, fazemos leituras em grupo com atividades de fixação específicas para cada criança.

Procure desde cedo, incentivar o auto-didatismo. Especialmente quando a criança já está alfabetizada, não é necessário ficar o tempo todo ao lado dela. Você deve fazer o papel de tutor, aquele explica e tira dúvidas quando necessário.

O silêncio é outra habilidade que deve ser cultivada, principalmente se você tiver muitos filhos.

Criar hábitos positivos como organização, disciplina e o aprendizado auto-didata fará com que seus filhos se destaquem na área em que vierem a se especializar.”

Fonte: http://www.gehspace.com/arte-cultura/como-conciliar-a-educacao-dos-filhos-e-os-cuidados-com-o-lar-parte-2/#ixzz4F4FmmZ2T  |   http://www.gehspace.com/arte-cultura/como-conciliar-a-educacao-dos-filhos-e-os-cuidados-com-o-lar-parte-2/

 

Aplicação do Método Clássico à catequese de crianças – Educação Domiciliar

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O que a catequese tem a ver com a Educação Domiciliar? Lendo esse texto espero que você tenha ideia da relação dessas duas coisas…
Se você ainda não leu o texto aqui do blog sobre ensinar a Palavra de Deus para seus filhos, leia aqui – e não deixe de assistir o vídeo do pequeno Giancarlo respondendo às perguntas!

Por Aláuli OliveiraEducação Domiciliar

“Temos 5 filhos. A mais velha tem 9 anos e o mais nova 8 meses. Em nosso culto doméstico todas nossas crianças estão presentes. E todas elas participam de alguma forma. As duas mais velhas, que já sabem ler, participam da leitura inicial de nossa devocional. Os dois menores oram quando solicitados e a caçula (8 meses), por enquanto, grita e distrai os irmãos.

O culto doméstico é o primeiro ato do nosso dia de educação domiciliar (ED). É quando ensinamos a sã doutrina aos nossos filhos por meio da catequese, ou seja, usando os catecismos reformados. Para as maiores, de 9 e 6 anos, usamos o Breve Catecismo. Para os menores, 4 e 3 anos usamos o Catecismo Infantil (Os Puritanos). Um questionamento que sempre me fazem é se meus filhos entendem o catecismo com todos aqueles termos teológicos complicados, etc. Também me questionam se deixar meus filhos pequenos no culto público não seria prejudicial para eles, uma vez que a linguagem não lhes é apropriada. Então, perguntam: não seria melhor manda-los para o “culto infantil” que tem uma linguagem (historinhas) mais adequada ao entendimento deles?

É possível que você faça estes questionamentos a si mesmo. Será que é útil catequizar uma criança pequena? Será que os catecismos são mesmo adequados às crianças de 3 e 4 anos? Vamos ver. Vou dar um exemplo. Como falei, usamos o Catecismo Infantil com nossos filhos pequenos. Vou tomar a pergunta dez como exemplo.

P. 10. Como chamamos esse ensino de que Ele (Deus) é um único Deus em três pessoas?

R.: Trindade.

Fazer esta pergunta a uma criança de 3 anos pode ser assustador! Pensamos: como vou explicar ao meu filho de três anos o que é trindade? Mas, o termo trindade não é o único estranho para os pequenos. Eles podem, por exemplo, querer saber o que é pessoa. Bem… parece que só piora, né? Mas, vamos ver um postulado bíblico com o qual também concorda a educação clássica.

As crianças pequenas não precisam necessariamente entender, elas precisam saber a verdade. “tu as inculcarás a teus filhos” é o imperativo bíblico para os pais (Dt 6.7). Crianças pequenas estão na fase que a educação clássica chama de Gramática. É um período de absorção de vocabulários e conceitos (nem sempre completamente compreendidos). Nesta fase não se deve exigir da criança compreensão lógica, concatenação de ideias, mas simples e diligentemente lhe ofertamos conhecimento e ela o absorverá.

No que diz respeito a catequese, nesse período a criança deve se familiarizar com as afirmações doutrinárias e adquirir o vocabulário teológico/bíblico que, mais tarde, nas fases lógica e retórica, serão úteis para o entendimento dos conceitos já postos em sua mente e para lhe dar sabedoria para viver segundo estes e expressá-los em sua vida. Sendo assim, quando ensino a pergunta dez do Catecismo Infantil para o Lucas de “tlês” anos, não pretendo explicar-lhe o que é Trindade (confesso que eu mesmo nunca passei para fase lógica nesta doutrina), mas somente que guarde a afirmação: Deus é Pai, Filho e Espírito Santo e este ensino (ou doutrina) se chama Trindade. Então eu pergunto: “Como chamamos esse ensino de que Ele (Deus) é um único Deus em três pessoas?”. E Lucas reponde: “Tlindade”. Está ótimo! É isso mesmo! Curiosamente, nem Lucas nem Lorena (4 anos) me perguntou o que significa Trindade.

Mas fica melhor! Esta é parte surpreendente. Usamos o catecismo infantil porque achamos mais fácil para os pequenos decorar. Mas usamos o Breve Catecismo de Westminster com as nossas filhas maiores – uma delas, Júlia, em transição para fase lógica. Depois de fazermos a pergunta dez do infantil para os pequenos, voltamo-nos para as maiores e fizemos a pergunta 21 do Breve:

P. 21. Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus?

R.: O único redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo que, sendo o eterno Filho de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas distintas, e uma só pessoa, para sempre.

Dia desses, depois de fazer a pergunta para as mais velhas e ouvir a reposta de cada uma delas individualmente, Lucas nos surpreendeu com a seguinte solicitação: “quelo falar sozinho”. Então, repeti a pergunta para ele. Ele respondeu: “O único redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus ‘Clisto’”. Não creio que Lucas saiba o que é um redentor ou o que significa ser escolhido. Isto não necessário agora. Mas está gravado em sua cabeça, e espero que em seu coração também, que Cristo é o único redentor dos eleitos de Deus. Está bom por enquanto!

Os catecismos são adequados às crianças pequenas? A reposta é sim. E o mesmo serve para o culto público e o sermão. Na fase em que se encontram, o importante não é compreender, mas absorver a verdade.

Por isso, quero encorajá-lo a ensinar o catecismo aos seus filhos pequenos e memorizar as perguntas/respostas com eles. Da mesma forma a ler nas Escrituras, não somente as histórias, mas também os textos doutrinários. A deixá-los com a congregação no culto público e incentivá-los a ouvir o sermão. Ou seja, inculque e, no futuro, eles perguntarão o que tudo isso significa. Mas aí já é assunto para outro artigo.

Antes de encerrar, quero  fazer as seguintes recomendações: