Aproveite suas férias – indicação livros!

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Muitas famílias nesse final/início de ano têm diminuído um pouco o ritmo no homeschooling ou têm tirado férias. Mas de uma coisa nunca devemos tirar férias: da leitura! Aproveite o tempo para brincar com seus filhos e ler muuuuuito. Portanto, segue a indicação que saiu lá no blog do EDUCAR, para você conhecer bons livros pros seus filhos lerem.

Boas leituras! 😀

Como já falamos em muitos textos, a leitura é fundamental para a educação de nossos filhos. A pergunta que sempre nos fazem é: mas ler o que? Quais livros você indica?

Sendo assim, gostaria de trazer algumas dicas de livros e, para isso, quem elaborou uma primeira lista bem legal foi o Saulo lá de Santa Catarina. Ele é casado e pai homeschooler de 2 filhos. Vamos conhecer um pouquinho de sua história, em suas próprias palavras.  Agradeço desde já a você, Saulo, por compartilhar conosco essa riqueza.

“Traga-me os livros!

Antes de ser pai eu já sonhava com o dia em que minha esposa e meus filhos sentariam perto de mim, no fim do dia, para ouvir as histórias que eu leria em voz alta. Desde que minha primeira filha nasceu, leitura em voz alta tem sido uma atividade diária em nosso lar. Lemos pela manhã, às vezes pela tarde, mas o horário da noite, das 20 às 21h, é reservado especialmente para isso.

É muito bom poder reviver histórias que eu lia quando era criança; ou ler pela primeira vez com os meus filhos histórias novas ou as que eu deveria ter lido quando era criança.

Mas nem sempre é fácil achar bons livros. Uma hora o seu estoque de mantimentos literários termina e você precisa sair à caça de novas obras. Mas que livros escolher? Da mesma maneira que fui (e sou) beneficiado pela lista de vários outros pais que compartilharam os bons livros que leram, gostaria de contribuir sugerindo alguns títulos.

Na medida do possível, tentei organizar as obras por grau de dificuldade (estrutura e vocabulário). Creio que, em geral, os livros podem ser lidos para crianças a partir de 4 anos. “E a idade máxima?” Ora, têm crianças com mais de 30 anos que ainda gostam desses livros. 🙂

A lista abaixo contém apenas sugestões de livros de capítulos. Quem sabe outro dia eu faça uma lista sugerindo livros menores, com figuras.

Sempre vale dizer que em um ou outro livro pode haver algum tipo de comportamento de um personagem que não foi devidamente reprovado (p. ex: menino sai escondido de casa) ou alguma informação que não está de acordo com o que cremos (“há milhões de anos atrás…”) etc. Nesses casos, o recomendado é que os pais conversem a respeito com os seus filhos.

Antes que me acusem de heresia, deixei de colocar “As crônicas de Nárnia” e “O Hobbit” na lista pelo fato de já serem livros muito conhecidos, principalmente entre os cristãos. Mas é só por isso viu?

Ok, segue a lista de alguns livros que lemos recentemente e que, provavelmente, vocês também gostarão:

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As aventuras de Pedro Coelho

Neste livro estão as quatro principais histórias da série: “A história de Pedro Coelho” (que foi o primeiro texto infantil da autora Beatrix Potter), “A históripedro-coelho-2a do coelho Benjamin”, “A história dos coelhinhos Flocos” e “A história do sr. Raposão”. As ilustrações são da própria autora.

Não é bem um livro de capítulos, mas as 4 histórias têm uma certa conexão. A última delas, “A história do Sr. Raposão, é a mais longa e pode até ser contada em duas partes.  Há um filme chamado “Miss Potter” que conta sobre a vida da autora.

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O Coelho de veludo

O livro, lançado em 1922, é considerado um clássico da literatura infantil norte-americana. Conta a história de um coelho de brinquedo que sonha em ser “de verdade”, mesmo não sabendo o que isso significa. Ele aprende que o amor do seu dono por ele o torna cada vez mais real.

Depois desse livro até entendi melhor o amor que meu filho tem pelo seu cachorro de pelúcia, hehe!

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Na verdade esse não é um livro, mas é o título de uma série com dezenas de títulos. Os irmãos Aninha e João são levados pela misteriosa casa da árvore para muitas aventuras pelo mundo, em várias épocas. Eles viajam pela África, vão à Lua, presenciam a erupção do vulcão Vesúvio na destruição de Pompeia, conhecem os dinossauros…

São livros bem simples, mas divertidos e que trazem várias informações sobre lugares, eventos etc. O primeiro que lemos lá em casa foi “Dinossauros antes do amanhecer”. De vez em quando você precisa adaptar uma outra informação, como os “milhões de anos da terra” ou coisas do tipo.

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O dragão do meu pai dragao-do-meu-pai

O livro conta a história de um menino que viaja sozinho até uma ilha distante para libertar um filhote de dragão, feito prisioneiro por animais selvagens.

Talvez esse seja o livro ideal para os pais fazerem a transição de livros de figuras para livros de capítulos.

A narrativa é bem leve e há várias ilustrações legais, como o mapa da Ilha Selvagem. Esse é o primeiro livro da trilogia Dragões da Terra Azul. Os outros dois livros também são legais, mas o primeiro é ótimo!

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Um urso chamado Paddington

Esse é um clássico inglês e conta história do atrapalhado urso Paddington, que viaja do Peru a Londres e torna-se membro da família Brown. Recentemente, a WMF lançou mais um livro da série, chamado “Os segredos de Paddington”. recentemente lançaram o filme “As aventuras de Paddington”.

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A história do Dr. Dolittle

Sabe o filme com o Eddie Murphy? Esqueça!!! A história do livro é muito boa. Doutor Dolittle era um médico que vivia em uma pacata cidade inglesa. Como ele entende a linguagem dos animais, decide virar médico de bichos e fica famoso em todo o mundo.

Certo dia, recebe uma mensagem de socorro de macacos da África, para onde vai junto dos animais Polinésia, Jipe, Dab-Dab, Gub-Gub,Tu-Tu e Tchi-Tchi. Lá ele experimenta várias aventura e até acham um animal muito estranho de duas cabeças chamado pushmi-pulyu.

mostro-estimacaoMeu monstro de estimação

O livro conta uma versão fantasiosa de uma das lendas mais famosas do mundo: a do monstro do lago Ness. O texto é excelente e a história, muito divertida. Para aqueles que gostam de filmes, uma boa dica é ler o livro e assistir ao filme, que, apesar de ser ligeiramente diferente do livro, é muito bonito.

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Stuart Little

Stuart Little é um camundongo diferente. Nasceu em família humana e mora na cidade de Nova York com os pais, o irmão mais velho George e o gato da família. Stuart se afasta de casa pela primeira vez na vida e embarca em uma grande aventura para salvar sua amiga, Margalo, um passarinho.

A adaptação cinematográfica até que é legal.

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O Mágico de Oz

No Kansas, um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados para a Terra de Oz, onde encontra novos amigos: o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde.

A narrativa do livro é muito boa e gostosa, sem detalhes desnecessários e muito dinâmica. Livro perfeito para se ler em voz alta. Quanto a adaptações cinematográficas, o clássico de 1939 continua imbatível.

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Mestre Gil de Ham

Em um passado distante, na Inglaterra, ainda viviam gigantes e dragões. Vivia, também, um homem chamado Ægidius Ahenobarbus Julius Agricola de Hammo, também conhecido como Mestre Gil de Ham, um fazendeiro sem a menor pinta de herói, mas que, com a ajuda do seu cachorro Garm, da égua cinzenta e da espada mágica Caudimordax, enfrenta um gigante e até amansa o dragão Chrysophylax.

a-pricnesa-goblitA princesa e o Goblin

George MacDonald inspirou dois grandes autores de ficção do século XX: C.S. Lewis e Tolkien. Logo, seus livros valem a pena.

O livro conta a história de uma menina de 8 anos, a princesa Irene, que mora em uma casa nas montanhas habitadas por seres subterrâneos chamados goblins. Um dia, seu amigo Curdie ouve que aqueles seres planejam um ataque contra os humanos e é capturado…

O que passar disso é spoiler. Hehe!

Só uma obervação: o livro mais influente na vida de Lewis foi o conto de fadas “Phantastes”, que “batizou” sua imaginação. O livro foi lançado recentemente em dois formatos: físico e e-book. Está na minha lista de próximas leituras. Fica a recomendação, dada por ninguém menos que o autor das Crônicas de Nárnia.

 

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Peter Pan 

A história de Peter Pan todos conhecem: os irmãos João Miguel e Wendy são levados à Terra do Nunca, habitada por piratas e pelo herói dos meninos perdidos, Peter Pan.

Há várias diferenças entre a história original e o desenho da Disney. Uma delas é que a Tinker Bel, apesar de fazer algumas coisas boas, é ciumenta e bem malvada. Mas a história é muito legal. O vocabulário e a estrutura do texto por vezes podem ser um pouco complicados para as crianças menores, principalmente nos primeiros capítulos, mas vale a pena!

Há vários filmes baseados no livro, mas o favorito lá em casa continua sendo “Hook – A volta do Capitão Gancho”.


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O vento nos salgueiros

Um clássico inglês! O livro tem uma atmosfera nostálgica e bucólica. Dá vontade de pular para dentro da história, comer as comidas que eles comem, passear por aqueles belos campos e navegar pelo tranquilo rio…

Não é à toa que esse livro está entre os 3 livros que mais influenciaram a vida de C.S. Lewis (aliás, foi lendo “Peso de glória” que descobri esse livro). Lewis disse que quando leu o “O Vento nos Salgueiros”, quando era novo, foi a primeira vez que sentiu aquele desejo insaciável que “nada nesta Terra pode satisfazer” (Mero Cristianismo).

Bom, mas nem falei do que se trata a história. A história conta um pouco da vida de 4 grandes amigos: o caseiro Toupeira, o aventureiro Rato, o sábio Texugo e o rebelde, consumista, maluco, arrogante, divertido e irreverente Sapo.

casa-na-arvoreUma casa na floresta

Essa é uma série de 9 livros que contam a história da família de Laura Ingalls.

“A pequena Laura vive com os pais e as irmãs, Mary e Carrie, em uma casa modesta de madeira à margem de uma grande floresta em Wisconsin. Aos quatro anos, Laura é inteligente e curiosa, e as aventuras da sua família pelo Meio-Oeste dos Estados Unidos são narradas do ponto de vista da menina. A família de Laura tem como vizinhos ursos, lobos e diversos animais selvagens, e seu maior desafio é preparar-se para o inverno rigoroso. É uma vida simples e de trabalho duro, mas também de grandes alegrias, com passeios de trenós e muitas brincadeiras” (http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26068).

O que é mais interessante é que as histórias são autobiográficas, o que faz você ter uma grande empatia com os personagens. Se você é um pouquinho mais velho (não é o meu caso), deve se lembrar de uma série de TV chamada  “Os Pioneiros”. Então, a série foi baseada nos livros de Laura Ingalls.

 

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Como e por que ler os clássicos universais desde cedo

Recomendo aos pais o livro de Ana Maria Machado, “Como e por que ler os clássicos universais desde cedo”. A autora comenta sobre diversos livros infanto-juvenis de todos as épocas e estilos, desde histórias de cavalarias até contos de fadas. Ali você terá uma rica lista de obras disponíveis em português.

Espero que gostem. Mais para frente, à medida que formos lendo mais livros, se Deus permitir, sugiro outras obras.”

E aí? Anotou? Espero que tenha gostado.

Um abraço, Rachel

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Charlotte Mason x outras abordagens – Introdução

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Você conhece o método Charlotte Mason? Ele realmente é apaixonante e totalmente compatível com outros métodos, inclusive com a a Educação Clássica.  Quer saber um pouquinho sobre o assunto? Então não deixe de ler essa introdução 🙂

Será que você está tentando decidir qual método ou currículo de homeschooling usar ou querendo apenas saber como praticar o homeschool?

Obviamente, nós gostamos do método de Charlotte Mason por aqui, mas como ele se compara aos outros? E qual é a diferença entre as muitas abordagens das quais você já ouviu falar?

Bem, estamos começando uma nova série para ajudá-lo a resolver isso. Talvez você ouviu ou pensou em perguntas ou declarações como essas:

“Charlotte Mason não é bem semelhante à abordagem clássica?”
“Pensei que Charlotte Mason fosse estudo por unidade.”
“Então Charlotte Mason é realmente um tipo de unschooling (desescolarização)?”
“Qual é a diferença entre Charlotte Mason e currículo tradicional?”

Vamos dar uma olhada em cinco das principais abordagens ao homeschooling e observar algumas semelhanças e diferenças. Em outras palavras, como a abordagem de Charlotte Mason é diferente das outras quatro: clássica, estudo por unidade, desescolarização e tradicional?

Três Perguntas-Chave

Para começar a entender as diferenças e semelhanças, precisamos fazer três perguntas-chave.

Como essa abordagem vê a criança?
Como essa abordagem define “educação”?
O que essa abordagem afirma ser o papel do professor?

As Respostas de Charlotte Mason

Hoje vamos ver as respostas de Charlotte Mason para essas três perguntas.

Como Charlotte Mason vê a criança?

A criança é uma pessoa plena cuja educação deve cultivar pessoa integralmente. A personalidade de uma criança merece respeito e seu apetite natural pelo conhecimento deve ser nutrido.

Como Charlotte Mason define “educação”?

 A educação é uma atmosfera, uma disciplina, uma vida.

 “Com isso queremos dizer que os pais e os professores devem saber fazer um uso sensato das circunstâncias da criança (atmosfera), devem treiná-la em hábitos de boa vivência (disciplina) e devem nutrir sua mente com ideias, o alimento da vida intelectual” (Vol.3, pp. 216, 217).

A educação é a ciência das relações. – A criança deve formar relações pessoais com o conhecimento a partir de um banquete de grandes ideias, dadas através de um amplo currículo.

“Eles vêm ao mundo com muitas relações esperando por serem estabelecidas; relações com lugares distantes e próximos, com o vasto universo, com o passado da história, com a economia social do presente, com a terra em que vivem e toda sua deleitosa prole de feras e pássaros, plantas e árvores; com os doces seres humanos por meio de quem vieram ao mundo; com seu próprio país e com outros países; e, sobretudo, o mais sublime dos relacionamentos humanos – sua relação com Deus” (Vol. 6, pp. 72, 73).

O que Charlotte Mason afirma ser o papel do professor?

 O professor é um guia. Ele deve cuidadosamente preparar e dispor o banquete de ideias vivas, apresentando a criança às grandes pessoas do passado e do presente que refletiram sobre estas ideias, e então se afastar do caminho e deixar que a criança forme suas próprias relações.

“Dê às crianças uma ampla gama de assuntos, com o fim de estabelecer em cada caso uma ou mais das relações que indiquei. Deixe-os aprender com fontes de informação de primeira mão – livros realmente bons, os melhores sobre o assunto em que estão envolvidos. Deixe-os chegar aos livros por si mesmos, e não permita que sejam inundados com as opiniões de seu professor. O papel do professor é indicar, estimular, dirigir e restringir a aquisição do conhecimento, mas de modo algum ser ele mesmo a nascente e a fonte de todo o conhecimento” (Vol. 3, p.162).

Você vai descobrir que a maioria das diferenças entre as abordagens de homeschooling giram em torno dessas três perguntas-chave. E quando você entender como cada abordagem responde a essas perguntas, você ganhará uma maior confiança no ensino, bem como na seleção de recursos e no planejamento de seu ano de estudo.

Esperamos que a série das próximas semanas o ajude a classificar as diferentes abordagens de homeschool e tenha uma melhor compreensão de como você quer educar seu filho.

Reproduzido e traduzido com a permissão de Simply Charlotte Mason.

Traduzido por Arielle Pedrosa, postado originalmente no blog Educação em Família

Como um homeschooler entra na faculdade?!

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Há um tempo atrás eu escrevi aqui no Nossa Herança um texto falando sobre a possibilidade de quem estuda em casa poder fazer o ENEM e, dessa forma, obter o certificado de conclusão do ensino médio e, consequentemente, entrar em qualquer universidade. Se você não leu o texto, leia ele aqui. No entanto, saiu recentemente uma matéria nos principais jornais sobre a reformulação do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, como forma de contenção de gastos do Governo. Mas em que isso influencia a vida dos educados em casa?

Bom, as principais mudanças no exame serão:

  1. A prova não será mais para os ‘tenteiros’, ou seja, para quem fazia a prova no segundo ano do ensino médio somente para ver como a prova era e se preparar para o ano seguinte.
  2. Não valerá mais como certificado de conclusão do ensino médio, como já serve há 3 anos. Isso será feito pelo Encceja.
  3. A isenção da taxa será para 3 anos consecutivos. No quarto, o aluno pagará o valor integral na inscrição.

Esse ponto número dois deixou algumas pessoas um pouco receosas sobre a condição dos homeschooolers, que tinham no ENEM uma forma de “comprovação dos estudos” para fazer o vestibular e entrar na faculdade. Entretanto, não precisamos nos desesperar. Como foi anunciado pelo Inep, o certificado de conclusão do ensino médio poderá ser obtido através do Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos, o Encceja. Essa prova já existia, mas havia sido substituída pelo ENEM para esse propósito. Mas, tendo em vista que apenas 7% dos 990 mil alunos inscritos para esse fim conseguiu atingir os níveis mínimos para aprovação, o Inep julgou por bem reativar o Encceja.

Sendo assim, o que muda para nós, homeschoolers? Pouca coisa. Ao invés de o jovem obter o certificado de conclusão do ensino médio através do ENEM, ele o fará através do Encceja. Dessa forma, ao invés de fazer somente uma prova, ele fará duas – uma para o certificado, outra para o vestibular, que é o ENEM. Isso não de todo ruim, só o pequeno desconforto de fazer duas provas.

Quanto à maiores detalhes sobre essa prova do Encceja, o Inep ainda não divulgou nenhuma nova informação. Então, não sabemos ainda se será uma prova idêntica ao ENEM ou não. Mas o que importa é: os alunos que forem educados em casa continuarão a ter a oportunidade de ter seus certificados de conclusão do ensino médio para entrarem na universidade e continuarem seus estudos acadêmicos.

Compartilhe essa informação com outras famílias! 😉
Até mais!

obs: para fazer o Encceja não é necessário fazer nenhum tipo de supletivo. Bastará se inscrever na prova.

obs²: o Encceja não foi reativado por causa do número crescente de famílias que educam em casa, mas sim porque o Governo julgou ser mais barato emitir o certificado por esse meio do que pelo ENEM.

Notícia: ENEM não terá mais treineiros e certificação