5 formas de superar um dia ruim de homeschooling

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Uma verdade sobre educação domiciliar: há dias ruins. Há dias que deixam sua cabeça girando, atordoada, pensando no que você foi se meter. É algum tipo de sonho maluco que está funcionando para todo mundo MENOS para sua família? Verdade seja dita, e qualquer mãe homeschool apaixonada e determinada vai te dizer isso – sim, todo mundo tem dias que gostariam de um genuíno recomeço. Mas até em dias difíceis eu me agarro ao fato de que eu fui feita para isso.

“Só porque há desafios, derrotas, e – quase literalmente – cascas de ovo no chão, não significa que não valha a pena”

Cinco formas de superar dias ruins no homeschool

Simplesmente se abracem e leiam. Não importa qual seja a briga ou tensão, uma boa pausa para ficar abraçado no sofá com uma pilha de livros já vale muito. Talvez seja por isso que meu homeschool esteja enraizado em longos períodos de leitura em voz alta. Descobri nos primeiros anos da nossa educação domiciliar ‘infernal’ que nós encontramos paz em ler. Muitas matérias poderiam ser aprendidas oralmente. Nós poderíamos aprender e crescer juntos. É tão simples quanto ficar abraçados e se perder  por 20 minutos na nossa coleção de histórias do Dr. Seuss; isso pode dar um ‘reset’ no nosso dia. Eu encorajo você tirar um tempinho para se aconchegar e ler no meio de situações estressantes na sua educação em casa. É um alívio para todo mundo, especialmente para as mamães.

Amanhã é um novo dia. Realmente é. Hoje talvez seja um dia difícil, mas você pode levar isso diante do Senhor e começar amanhã com graça e esperança renovadas.

Isso acontece com todos nós. Até aquelas super mães palestrantes que fazem homeschooling têm seus dias ruins. Somos humanos, nossos filhos são seres humanos, e todos precisamos de toneladas de Graça para prosseguir a cada dia. Apenas saiba que você não está sozinha e continue caminhando um passo após o outro.

Um dia ruim não significa que não vale a pena. Exatamente! Porque todas nós já estivemos lá, por favor, escute que um dia ruim ou uma sucessão de dias ruins não significam que não isso vale a pena! Por essa coisa radical que você está fazendo – vivendo a educação em casa – você está assumindo uma tarefa que a maior parte das pessoas rejeitou. Ser pai é difícil. Ser mãe pode ser um caos. Você poderá encontrar força e vigor ao confiar os seus cuidados e seu cansaço ao Senhor. Ele te deu essas crianças para você educar para glória Dele!

Tire deles o que você pode e deixe o resto. E, finalmente, aproveite o que você pode dos dias ruins. Seu filho precisa de um lanchinho antes da matemática? Como todo mundo está dormindo? Talvez aquela criança que estava com um pouco irritadiça durante as lições da manhã precise de um tempo de descanso a tarde. Reavaliações, muita oração, e seguir em frente a cada novo dia são os melhores amigos das mães.

Que outros conselhos vocês daria para as mães em seus dias ruins?

original aqui.

Tradução: Isabela Ribeiro – Nossa Herança
Revisão: Sabrina Gardner – Família de Trigo e Leah Leaman.

Cidades históricas – aula/passeio

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Vista aérea de Petrópolis. Destaque: Catedral de São Pedro.

Onde você mora tem alguma cidade histórica, ou pelo menos um cetro histórico? Será que perto de você tem alguma cidade que narre um pouco da história do nosso país? Bom, espero que com esse exemplo você possa olhar com outros olhos as cidades por onde você anda … 😉

Boa leitura! 😀

Pense num lugar encantador, recheado de história e beleza… essa é Petrópolis. Nessa época de friozinho, então! Uma delícia! Não tem como não se encantar com tanto lugar pra visitar, tanta história pra conhecer. Se você ainda não teve a oportunidade de ir até lá, tente visitar um dia. Quem é do Rio não tem desculpa para não ir. É super fácil chegar de carro ou de ônibus.

Fundada oficialmente em 16 de março de 1843, por Dom Pedro II, Petrópolis – que significa ‘cidade de Pedro’ – faz parte da história do nosso país. Lá foi construído um palácio de verão do imperador, época do ano em que a cidade se tornava a capital do Império, pois toda a corte mudava para lá. Seu projeto foi concebido pelo major Júlio Frederico Koeler, um engenheiro alemão, que previa a “fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”, incluindo as seguintes exigências:

1- Projeto e construção do Palácio Imperial.
2- Urbanização de uma Vila Imperial com Quarteirões Imperiais.
3- Edificação de uma igreja em louvor a São Pedro de Alcântara.
4- Construção de um cemitério.
5- Cobrar foros imperiais dos colonos moradores.
6- Expulsar terceiros das terras ocupadas ilegalmente.”

Olha que organização! Hoje em dia as coisas estão um pouquinho diferentes, rs, mas o encanto e o fresquinho de Petrópolis são inigualáveis! E o que não falta nessa cidade são pontos turísticos – e para homeschooler turismo não é lazer vazio 😉

Portanto, deixo aqui recomendações de locais imperdíveis – tanto para crianças, como para adultos.

Quitandinha

Foi construído a partir de 1941 pelo empreendedor mineiro Joaquim Rolla, para ser o maior cassino hotel da América do Sul. Foi palco de inúmeros acontecimentos de destaque, desde bailes de carnaval,coroação de Miss Brasil e da Conferência Econômica Interamericana, em 1954, que criou o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O local é encantador!

Entrada gratuita. Visita guiada: R$ 10/inteira; R$ 5/meia.
SESC Quitandinha-Palácio Quitandinha

Museu Imperial

O prédio foi construído por ordem de D. Pedro II e era a residência favorita de verão. A construção do prédio em estilo neoclássico, onde funciona atualmente o Museu Imperial, teve início em 1845 e foi concluída em 1862. Conta com a exposição dos objetos e espaços retratando como era a vida naquela época. Também há, em prédio anexo, exposição de carruagens. Uma aula de história e tanto!
Entrada: R$ 8,00/inteira; R$ 4,00/meia. Gratuito para menores de 7 anos e maiores de 80.
Moradores de Petrópolis e petropolitanos, às quartas-feiras e no último domingo do mês: gratuito.
Museu Imperial

Casa de Santos Dumont

Residência de verão do aviador, é uma casa pequena, mas cheia de particularidades e curiosidades: uma das últimas invenções de Santos Dumont – o chuveiro com água quente, o único do Brasil àquela época, sendo aquecida a álcool, e também a escada externa onde se pode somente começar a subir com a perna direita, e a interna que se pode somente subir com a perna esquerda, e a própria arquitetura da casa onde não é utilizada divisórias entre os cômodos.

Ingressos: R$8,00/inteira; R$4,00/meia

Catedral de São Pedro de Alcântara

O atual edifício da catedral começou a ser construído apenas em 1884. O projeto foi encomendado ao engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá, que concebeu um edifício em estilo neogótico, muito em voga na época, inspirado especialmente nas antigas catedrais do norte da França. Lá está o mausoléu do Imperador e Imperatriz, onde também foram sepultados Princesa Isabel e seu marido, Conde D’Eu.

Entrada gratuita. Lá costuma ter uma visita guiada, que é muito boa, por sinal.

 

Aulas de história, geografia, moda, estilos de arquitetura, artes….. tanta coisa para aprender com seus filhos! É saber aproveitar todas as oportunidades 😉

Bom passeio, e bons estudos 😀

 

 

A importância da leitura para crianças – Rachel Oliveira

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Como faço para meu filho adquirir gosto pela leitura? Tem alguma mágica? É ‘genético’? Só crianças prodígio vão gostar de ler? Nesse breve texto, a querida Rachel nos dá valiosos conselhos sobre como estimular o amor pela leitura no seu filho.

“Não há como falar em educação domiciliar sem falar em leitura, uma vez que, quase todos os artigos e livros que tratam deste tipo de educação, ressaltam a importância desse hábito no desenvolvimento da linguagem, da fala, do gosto pela leitura e da aquisição de conhecimento. Quando a criança aprende a ler e desenvolve o hábito da leitura, uma porta se abre diante dela e é como se o mundo todo estivesse ali, disponível, entre linhas e letras.

E há dois momentos diferentes de leitura: a leitura individual e a conjunta.

1-A leitura individual é aquela em que a criança que já domina a leitura escolhe o livro que deseja e lê sozinha. Algumas crianças já se dedicam a esse momento de forma espontânea e “devoram” páginas e mais páginas sem perceber o passar do tempo. Outras, precisam ser direcionadas, ou seja, é necessário que o responsável estabeleça um momento para a tarefa, lembrando-as diariamente de pegar seu livro e ler.

Aqui em casa, trabalho narração, ditado, gramática e escrita a partir dos textos lidos, por isso, cada uma das minha filhas mais velhas precisam ler, no mínimo, dois capítulos. Raramente isso acontece, pois geralmente elas querem ler mais (e podem!). Muitas vezes, a partir dessa leitura rende assunto para geografia, história e ciências também. Mas isso, é outro assunto!

Nem todas as crianças nascem amando ler e é preciso saber estimulá-las. Há quem diga que, se lermos desde que são bebezinhos, eles se tornarão bons leitores. Mas nem sempre é assim. Com minha filha mais velha não foi.  A única privilegiada com quem pude ler todos os dias, desde que era ainda bem pequena, se mostrava muito resistente para ler sozinha, já depois de alfabetizada, insistindo para que eu lesse para ela. Foi quando assisti um vídeo sobre como criar gosto pela leitura no qual, o professor Pierluigi falava que precisava deixar a criança escolher qualquer livro que ela quisesse e, se preciso fosse, trocasse várias vezes se achasse chato, até chegar no “livro dela”. Antes de ouvir este conselho, ela escolhia um livro e eu insistia para que o lesse até o final, mesmo que se mostrasse desinteressada. Resultado: não progredia, nem pegava o famoso “gosto pela leitura”. Resolvi seguir o conselho e, depois de trocar uns três livros, ela achou “o” livro dela e, desde então, sempre está lendo a mais do que o “esperado” e já está no terceiro livro este ano (livros com mais de 100 páginas).

Sendo assim, invista em bons livros (compre ou pegue na biblioteca), de diferentes estilos, mas de qualidade. Coloque-os em lugar acessível e ajude seu filho a encontrar o “livro dele”. Quando achar, tente encontrar outros do mesmo gênero para que ele fortaleça o gosto e, em pouco tempo, ele estará lendo tudo o que vir pela frente.

2- Leitura em conjunto é aquela em que nos sentamos junto com a criança para ler em voz alta alguns capítulos. Essa é uma hora muito especial e esperado pelas crianças. É um momento de atenção exclusiva, de aconchego, de estar junto com nossos pequenos (ou grandes). Quando não atentamos para a relevância dessa leitura, podemos passar dias “sem tempo” para ler. Entretanto, é preciso estabelecer uma rotina para que, diariamente, reservemos um momento – ou vários – para tal tarefa. Aqui em casa, faz parte do nosso “currículo” e, mesmo que não possamos fazer muitas outras atividades, a leitura em voz alta é priorizada, pois sabemos dos benefícios. Quando se tem muitos filhos, de diferentes idades, não é preciso escolher um livro para os maiores e outro para os menores. Mesmo que a leitura não pareça interessante para os pequenos, eles só precisam estar por perto, brincando e ouvindo, para serem beneficiados. Sobre esse tema, o casal Harvey e Laurie Bluedorn nos dá essa dica em seu site Trivium Pursuit:

“Ao ler em voz alta para o seu filho, você ensina a ele o som das palavras e desenvolve o seu vocabulário enquanto aumenta o seu entendimento do mundo e desenvolve a sua imaginação. Sugerimos que você leia para o seu filho por pelo menos duas horas por dia. Leia a partir de uma boa variedade de literatura de qualidade: biografias e ficção histórica. Inclua livros de ciências, geografia, artes, música e história.

Três “Nãos”:

  1. Não tenha medo de ler livros com capítulos longos para os seus filhos. Uma criança de cinco anos é capaz de prestar atenção e de entender muito de livros como A Ilha do Tesouro e Viagem ao Centro da Terra.
  2. Não perca seu tempo lendo livros do tipo “fast-food”, como os do Babysitter Club [Clube da Babá] ou Nancy Drew.
  3. Não exija que seus filhos fiquem absolutamente quietos, sentados na cadeira enquanto você lê.

A maioria das crianças ouve muito melhor se estiver fazendo algo com as mãos. Nós permitíamos às nossas crianças brincar calmamente com seus brinquedos ou fazer algum trabalho manual ou desenhar ou qualquer coisa parecida enquanto líamos em voz alta, desde que não se distraíssem ou interrompessem.”

Vale lembrar que essas duas horas diárias podem ser divididas ao longo do dia e, mesmo que não chegue a esse tanto, o máximo que você conseguir já será de grande valia (a leitura diária da Bíblia ou de livros de histórias bíblicas também conta para esse momento). Novamente, escolha um bom livro, com uma linguagem robusta, que seja cativante e que você goste também. Leia com entonação, com empolgação. Depois de ouvir o contador de histórias Chico dos Bonecos dar dicas de como ler para os pequenos (link abaixo), o interesse dos meus filhos aumentou.”

Para saber mais, acesse esses links e tire bom proveito! Boas leituras! 😀

4 dicas para ler e contar histórias – Como educar o seu filho 

Como ler em voz alta para seus filhos

Como despertar o interesse da criança pelos livros  – Como educar os seus filhos.

Por que estudar línguas clássicas? – Harvey Bluedorn

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“Por que estudar línguas clássicas? Resultados de testes indicam que alunos que aprendem uma língua estrangeira têm um entendimento maior das habilidades linguísticas em Inglês. Pesquisas ainda indicam que estudar uma língua estrangeira afia a mente.

As línguas clássicas são provavelmente as línguas estrangeiras mais produtivas para um aluno aprender. Pense no Latim. Para todo lado que olhamos há uma palavra que originalmente veio de palavras latinas. Mais de 60% das palavras em inglês, por exemplo, têm suas raízes no Latim. Nossa língua está tão recheada do Latim que aprendê-lo ajudaria você a entender melhor o Português*. E, caso o aluno uma vez quisesse aprender as línguas românicas – Espanhol, Francês, Italiano e Romeno – conhecer a língua mãe latina seria como ter um ‘ticket de desconto’ para uma viagem mais fácil e mais curta para seu destino. 80% do vocabulário das línguas românicas originaram-se do Latim. (e isso inclui o nosso português!).

Grego também é muito útil. Enquanto o vocabulário legal é todo em Latim, a maior parte dos sufixos e prefixos das palavras científicas e médicas vieram do grego. Saber grego dará ao aluno uma vantagem sobre os outros no quesito terminologia nas profissões relacionadas. Uma vasta parte dos estudos delas é de terminologia.

Por que aprender línguas clássicas? Por séculos, elas foram reconhecidas como parte essencial de uma boa educação. A habilidade de ler literatura escrita em latim e grego é um benefício secundário. O principal benefício são a disciplina mental e a utilidade para todos os outros estudos.”

Se você nunca havia pensado sobre estudar essas línguas, que esse texto te encoraje a pesquisar mais sobre isso e a pensar na possibilidade de aprendê-las e ensiná-las aos seus filhos. Bons estudos! 🙂

Deixo aqui dica de onde aprender essas duas línguas:

|Grego|
Isso é grego – vídeo aulas, textos, links… vasto material. Tudo de graça.
Schola Classica – curso pago de grego. As aulas são ministradas em grego desde o início. Material utilizado ATHÉNAZE. Pretende-se dar ao aluno vocabulário para ler em grego, sem precisar morar no dicionário.

|Latim|
Instituto Angelicum – cursos pagos e gratuitos, incluindo latim para crianças.
Schola Classica – oferece curso em vídeos e áudios. As aulas são em latim, utilizam o livro Familia Romana e pretendem dar ao aluno vocabulário para ler em latim, sem precisar morar no dicionário.
Latim para principiantes – professor Alex Marcelo, em seu canal no youtube, oferece aulas gratuitas.
Minimus – Curso de latim com textos apresentados no estilo história em quadrinhos. Ilustrações coloridas, fotos e a apresentação de mitos, lendas e informações históricas acrescentam um aspecto cultural ao aprendizado da gramática e do vocabulário latinos, contribuindo para uma melhor compreensão da língua portuguesa.

*no original, “inglês”. Por motivos de adequação linguística e para melhor entendimento do leitor, traduziu-se por ‘português’.

texto original: Why Study Classical Languages? , por Harvey Bluedorn.

Traduzido por Isabela Ribeiro – Nossa Herança.

Educação Clássica: o que é?

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Ao pensar sobre homeschooling você provavelmente já se deparou com o questionamento: o que vou usar como guia, como currículo? Onde vou achar algo em português?

Bom, quero apresentar a vocês a Educação Clássica, através do Trivium. Oi?! Que isso?! Calma, tudo será bem explicadinho. Antes, alguns fundamentos precisam ser lançados. Primeiramente, a educação clássica não é bem um método, mas um caminho para ser trilhado durante o processo de formação dos seus filhos. Em segundo lugar, é um modelo de educação muito diferente do da escola; é necessário se desvencilhar da escolarização, desse tipo enrijecido e pré-fabricado.

Qual o objetivo da Educação Clássica?

Como Harvey e Laurie Bluedorn disseram, “o objetivo de um estilo clássico de ensino doméstico é o de acompanhar as crianças nas habilidades que as farão capazes de ensinar a si mesmas no que quer que necessitem aprender por toda a vida”. Portanto, ela não visa passar informações, nem ter um professor grudado na cola do aluno o tempo todo ajudando-o a preencher uma prova de múltipla escolha. Ela quer preparar a criança para a vida, de forma a prepará-la para a vida adulta madura, levando-a a ser capaz de aprender o que precisarem.

Se pensarmos na educação clássica cristã, podemos “limitar o sentido de “clássico” para incluir somente o que seja de boa forma e valor duradouro (=clássico), e que seja conforme um padrão bíblico dentro de uma cosmovisão bíblica (=cristã). Nós devemos peneirar cuidadosamente tudo que é clássico no sentido humanista através da peneira crítica das Escrituras, e nós devemos dar ao que quer que passe por esta peneira um novo sentido dentro da cosmovisão bíblica (=cristã)” (Harvey e Laurie Bluedorn, 2001).

O que é o Trivium?

A educação clássica se estrutura através de três etapas do Trivium. E o que é isso? Do latim, Trivium significa “três vias”, ou “três caminhos”. O ensino dos antigos era baseado nesses termos, que consiste em três fases: Gramática, Lógica e Retórica.

Na Gramática, a criança desde beeem pequeninha vai memorizar os fatos, eventos, datas… ou seja, “o que, quando, onde”. (Quantos dentes tem um crocodilo? Qual o nome de certa flor? O que aconteceu em 1500 no Brasil? Memorizar poemas e passagens bíblicas, etc etc). É a memorização de longo prazo, ao contrário da que temos na escola.  Ela é a fase fundamental, onde serão lançadas as bases. Na Lógica, a criança/adolescente começa a perguntar os porquês, já demonstra pensamento um pouco mais analítico, faz conexões entre os fatos que ela viu lá na fase da Gramática e tira as conclusões. É necessário ter uma capacidade de leitura fluente, para que haja um bom desenvolvimento, além de ter firme os conceitos básicos da matemática. Já na Retórica, o jovem se expressa de modo mais polido, mais convincente, mais maduro… Nessa fase ele é capaz de observar e identificar os argumentos apresentados pelos outros, sabendo se é um argumento adequado, verdadeiro, etc. Resumindo, foca em como se expressar, no pensamento abstrato e  na articulação.

É importante frisar que o Trivium não é um currículo pronto, desses que você pega o livro e as atividades e aplica com seus filhos. Ele é um modo como educá-los, passando pelos três estágios de desenvolvimento da criança para ensiná-la.

Como disseram Harvey e Laurie Bluedorn: “O método clássico sempre foi bem sucedido por milênios porque ele se conforma à natureza das coisas criadas. Ele funciona porque bate com a realidade. Se nós alguma vez aprendemos algo, foi pelo método do trivium – quer saibamos, quer não. Porém, é sempre melhor saber o que estamos fazendo, e é isso que tentamos ajudar os homeschoolers a fazer.”

Deu para notar como é diferente da escola, certo? Mas isso não é um problema, não há motivos para se desesperar… esse texto é uma brevíssima introdução sobre esse assunto. Pesquise mais sobre o tema e leia o pequeno texto EDUCAÇÃO CLÁSSICA? HEIN? do blog Família de Trigo para saber um pouquinho mais.

Para uma leitura complementar, sugiro os textos Educação Clássica Cristã? (parte I), Educação Clássica Cristã? (parte II) e Como é praticado o ensino cristão clássico hoje? , do blog Maçãs de Ouro.

LIVROS SUGERIDOS:

Teaching the trivium, a ser lançado em português pela editora Monergismo – em breve.

The Well- Trained mind, a ser traduzido para o português. Previsão 2017.

Bons estudos 🙂