“Filhos são uma dádiva e não um fardo”

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Você já observou como muitas pessoas hoje parecem ter alergia à crianças? Muitas realmente não querem nem pensar na ideia (como eu já agi um dia!); outros, só depois de todas as graduações, cursos de especialização e uma vida totalmente estabilizada financeiramente – uma utopia, certamente. Além disso: “pra quê mais de um”? “Tanto trabalho, tanta despesa, tanta dor de cabeça, tanta gente no mundo, não é mesmo”?

Se você é um desses ou conhece alguém assim, leia esse lindo texto, de um pai. Filhos são uma grande dádiva e a melhor herança que o mundo pode ter! 😉

Boa leitura!

O texto de hoje foi escrito pelo César Santos, do blog Educação Domiciliar – Educando no Caminho. 

Vivemos em uma sociedade que desconhece totalmente a perspectiva da soberania de Deus, de sua graça e provisão. O presente século ensina que cada um é dono de seu destino, que as posses, renda, moradia e formação acadêmica é que vão determinar sua felicidade e sua prosperidade. Com esta triste visão não é de se estranhar que os filhos sejam vistos como um peso, um fardo ou como uma fonte de preocupações e gastos.

Aqueles casais que têm a coragem de se casar, esperam até que tenham casa própria, carro, “estabilidade” no emprego, conclusão de sua graduação e/ou pós graduação para, somente então, pensar em ter um filho.

Infelizmente esta visão se entranhou até mesmo na Igreja de uma tal forma que tem se tornado mais e mais difícil encontrar famílias que tenham mais de um filho.

Entretanto, devemos conhecer e crer na Palavra de Deus que nos revela de forma maravilhosa a correta visão que devemos ter dos filhos.

No relato da criação, primeiro capítulo de Gênesis, quando Deus abençoava algo criado Ele estabelecia um propósito e dotava a coisa criada com a capacidade de cumprir tal propósito e em Gênesis 1.28ª  encontramos: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a…”. A possibilidade de gerar filhos é uma benção dada por Deus e as pessoas se recusam a aceitar este ensinamento bíblico.

O Sl 127.3-5 registra que “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta”. Os filhos são herança no hebraico este termo é empregado para uma relíquia, uma propriedade ou um patrimônio; são um galardão que recebemos na presente vida como um benefício ou recompensa. Na sequência vemos uma símile, usada na poesia hebraica para reforçar ou enfatizar uma ideia, afirma-se que os filhos são como flechas, são instrumentos úteis em nossa batalha espiritual e na carreira da fé, pois nos ensinam a ter mais intimidade com o Senhor e a depender verdadeiramente d’Ele em suaarc-1306660_960_720 preparação (criação dos filhos) para um dia serem lançados.

O salmista afirma Feliz o homem que enche deles a sua aljava.
Na Bíblia a posteridade numerosa é um evidente sinal do favor divino.

Continuando nos salmos o Sl 128.1-4 que resume todo o ensino bíblico acerca de uma família piedosa fiel afirma:

Cântico de romagem
Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!  Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!

A verdade bíblica é que os filhos são uma benção, um presente, uma dádiva preciosa que o Senhor nos confia. Eles são uma das maiores alegrias que podemos receber em vida.

Devemos ensinar tais verdades em nossas igrejas, aos nossos jovens e apoiar os casais que se dispuserem a ter vários filhos. Os líderes devem admoestar em amor e com mansidão os casais, que tem sucumbido a visão humana ou secular e que percebem os filhos como um peso ou um fardo.

O trabalho que a criação dos filhos possa dar é incomparavelmente menor do que a alegria e gozo que eles nos dão quando os criamos no caminho do Senhor.

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Educação domiciliar: queremos o fim da escola?!

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Pode parecer meio estranho esse questionamento… No entanto, cada vez que vejo pessoas se levantando radicalmente contra a educação domiciliar (sem nem conhecer a fundo o assunto, diga-se de passagem – mas ok rs) elas parecem carregar nos seus discursos um medo, uma insegurança, alguma coisa que as impossibilita até de continuar uma conversa saudável.

Obviamente, não são todos que se opõem ao homeschooling que agem dessa maneira. Ainda sim, muitos parecem temer alguma coisa. Mas…. temem o que?! O que pode ser tão ameaçador em um estilo de vida sem crianças indo para a escola? O que será que elas pensam dessas famílias que educam em casa?!

Bom, já li inúmeras vezes pessoas dizerem ser contra o homeschooling por conta da socialização – “as crianças não vão ter amigos”, “elas só vão conviver com quem é igual a elas”. Sobre esse assunto, sugiro que você recomende as leituras desse texto, desse aqui, desse aqui e desse aqui pra quem quer que venha falar com você sobre isso rs. Seguindo adiante, o medo dos opositores ferrenhos persiste….

Há gente que tem medo que as famílias que educam em casa lutem pelo fim da escola e consequente extinção da profissão professor – sim, você leu certo. Há pessoas que temem perder seus empregos para ~simples pais~, que ~nem formação acadêmica específica possuem~.

Para esses, necessito dizer que: homeschooler não quer o fim da escola. Não. Nosso desejo não é que todas as escolas sejam fechadas, destruídas ou tomadas por famílias para educarem seus próprios filhos … Esse não é o objetivo de nenhum pai ou mãe. Não somos um rei monárquico para obrigar ninguém a nada nem para invadir as vidas privadas de ninguém – apesar do nosso Estado ser altamente intrometido e muitas vezes autoritários, não somos ele.

Deixe-me reforçar: não queremos o fim da escola. Então, o que queremos? Liberdade para escolher entre colocar meu filho na escola OU ensiná-lo em casa, crendo que um ou outro é melhor para ele. No caso da maior parte dos homeschoolers, cremos que educar nossos próprios filhos é um dever nosso, um direito humano, um enorme benefício para eles e para a sociedade. Nenhum jovem bem disciplinado, bem instruído, bem formado é um dano para a sociedade.

Não queremos que todas as escolas fechem e todo mundo seja obrigado a estudar em casa… simplesmente há pessoas que não desejam isso para seus filhos, há pessoas que escolheram administrar a educação das crianças enviando-as para uma boa escola e fazem um excelente trabalho de acompanhamento e verificação dos conteúdos deles… Portanto, ninguém aqui nesse mundo do homeschooling quer obrigar quem vai pra escola virar um homeschooler.

Reconhecemos que a escola desenvolve um papel importante na sociedade, principalmente para os pais que não dispõem de condições de ficar com seus filhos em tempo integral… essas coisas existem, não podemos fechar nossos olhas para elas. No entanto, é preciso reconhecer que ela não é a única forma de obtenção de instrução e conhecimento. Ademais, basta ter olhos para ver a situação em que se encontram as instituições hoje em dia no Brasil. É decadente: alfabetização beira o ridículo, as doutrinações¹ a que os alunos se submetem é absurda e a falta de interesse dos alunos também não colabora.

Além disso, gostaria de dizer que a educação domiciliar não é conflitante com a profissão de professor. Se você é um deles e está lendo isso agora, tranquilize-se! Há pais que preferem ou necessitam contratar você para aulas particulares – e todos nós sabemos que isso é bom para o professor ;). Assim como há [e talvez sempre haja] pais que colocarão seus filhos na escola onde você trabalha!

Sendo assim, como disse o povo lá do Mitos do Homeschooling, “Ser homeschooler não é buscar o fim da escola, mas uma visão equilibrada que a coloque do tamanho que ela deve ter.”

Até mais! 🙂

 

¹ doutrinação: caro leitor, se na escola você aprendeu, assim como eu, que Cuba era um exemplo de sociedade, que o capitalismo, a burguesia e o protestantismo são o mal do mundo, que o Brasil está sob um governo neoliberal, dentre outras MILHÕES de coisas (ps: são só alguns pequenos exemplos…fique livre para pensar em mais!), sinto informar que você foi doutrinado.
Ser doutrinado significa receber do seu professor uma única explanação dos fatos, tendo ele tomado certas opiniões ou leituras como verdades ou doutrinas e imposto aos alunos… porque ai daquele que contradisser um professor desses, certo? Eu passo por isso até hoje na faculdade: se a opinião vigente é contradita, a errada sou eu…. a que ponto chegamos!

Por que TODOS devem lutar pelo direito à Educação Domiciliar? – Karis Anglada

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Pessoal, compartilho com vocês esse pequeno texto maravilhoso da Karis Anglada, do blog Maçãs de Ouro. Ela é super experiente no assunto e sempre tem coisas excelentes pra acrescentar nas discussões sobre a educação domiciliar… Nele, Karis traz reflexões para homeschoolers, professores e para qualquer pessoa dessa sociedade. Compartilhe com todos os seus conhecidos!  😀

O texto de hoje foi publicado originalmente no blog da EDUCAR – Educação Domiciliar Reformada ( já passou lá pra ler os outros artigos? 😉 )

A Educação Domiciliar não é para todos. Ela é uma modalidade de educação com requisitos únicos (de tempo, de recursos, de convicção, de compromisso, etc.) para as famílias que as praticam, e ela sempre será para uma minoria, razão por que ela jamais competirá com a escola institucionalizada. Mas devido a situação atual de fracasso acadêmico, doutrinação ideológica anti-cristã, e graves problemas sociais da maior parte das escolas públicas e privadas em nosso país, (drogas, violência, bullying, más companhias, dependência ao grupo, etc.), pais cristãos ou conservadores em nosso país tem encontrado na educação domiciliar uma maneira singular de escapar desses problemas, especialmente onde não existem boas escolas cristãs ou quando estas não estão atendendo as necessidades e expectativa das famílias. Por isso, apesar de não defendermos a educação domiciliar como “o modelo” que todos deveriam seguir, entendemos que ela deve ser defendida por todos, a começar pelo nosso sistema jurídico, como um direito dos pais e uma modalidade válida e eficaz de educação. Poderíamos até contender que a educação domiciliar pode trazer vários benefícios e soluções para as famílias, escolas e sociedade, para não mencionar os grandes benefícios que ela traz para a formação dos filhos da aliança e para a preservação e crescimento da Igreja de Cristo:

Benefícios da E.D. para a Família:
• Devolve à família a responsabilidade maior pela formação dos filhos (conforme ensino bíblico);
• Aproxima laços familiares e o amadurecimento pessoal relacional;
• Promove educação conjunta, tutorial e eficaz;
• Permite uma educação naturalmente integral (acadêmica, social, caráter, espiritual, sentimental);
• Promove socialização controlada e saudável com pessoas de todas as idades e níveis sociais;
• Permite mais tempo útil para o ensino individualizado e atividades educativas;
• Promove verdadeiro discipulado pelo exemplo constante dos pais;
• Educa no contexto da vida, para a vida;
• Permite flexibilidade financeira, de tempo, de recursos, etc.
• É uma alternativa mais acessível a famílias carentes ou com muitos filhos comparada à matricula e mensalidades e materiais didáticos em escolas privadas cristãs, pois os investimentos em livros e materiais é re-utilizado por outros filhos.

Benefícios da E. D. para a Escola:
• Desafoga as salas de Aula e permite que a escola se desenvolva melhor. Ao matricular alunos domiciliares como uma modalidade de Educação à Distância, ou ao prover material didático e currículo para os homeschoolers da comunidade, a escola passa a alcançar e servir um número maior de alunos e a ser reconhecida por muitos fora de seu alcance físico;
• Valoriza e abre outros campos de atuação para o professor pelo ensino à distância, aproveitamento futuro de seu esforço no preparo de aulas e aulas particulares;
• Dá possibilidades de aumento de recursos com menos gastos, através de matrículas de alunos à distância e serviços aos pais mediante cobrança de taxas.
• Permite que a escola receba alunos já bem mais maduros, preparados, responsáveis, adiantados, e disciplinados;
• Incentiva a organização do currículo escolar para produção de material didático próprio;
• Pais e Associações produzem materiais, recursos e eventos úteis à escola;
• Abre mais uma porta para que a escola cumpra o seu papel de ajudar o lar;

Benefícios da E. D. para a Sociedade:
• Tende a formar líderes empreendedores e pessoas bem-preparadas;
• Tende a formar cidadãos responsáveis;
• Tende a formar alunos exemplares, do estilo que as universidades e empresas buscam.
• É uma alternativa mais barata que a escola pública, e que não pesa para o governo.
• Forma pessoas mais socialmente ajustadas e independentes do grupo e das opiniões de massa;
• Incentiva o serviço ao próximo através do melhor desenvolvimento da vocação individual do aluno;
• Tende a preservar a piedade e a moralidade e a valorização da família.

Benefícios da E. D. para a Igreja de Cristo
• Protege as crianças em fase formativa de más companhias e da pressão ideológica do grupo;
• Protege os filhos da aliança da influência perniciosa de conteúdos, livros didáticos, da linguagem profana e do ensino de professores de ideologias diferentes da cosmovisão cristã;
• Dá liberdade para que pais cristãos ensinem a verdadeira doutrina e mostre como ela se integra a todas as disciplinas;
• Pais que aderem ao ensino clássico enfatizam a importância da Bíblia e de sua interpretação, incluindo até matérias como grego e hebraico que
• A ênfase clássica na argumentação e na retórica também desenvolve líderes pensadores e bons comunicadores com habilidades para a defesa e propagação da fé cristã na arena pública e nas várias esferas sociais;
• As crianças educadas em casa por pais cristãos normalmente são mais disciplinadas, responsáveis e convictas, e capazes de se destacar academicamente e influenciar na Universidade e nas suas profissões;
• Forma crianças integralmente e com mais tempo e preparo para desenvolver seus dons a serviço da igreja e da sociedade;
• Incentiva o desenvolvimento de crentes maduros, pela imitação e exemplo constante dos membros mais sábios da família e da igreja;
• A socialização equilibrada e multi-etária do lar é naturalmente transmitida à igreja e evita os males da departamentalização dentro das congregações;
• Incentiva a união dos membros das igrejas através da utilização dos dons de outros membros para ajudar os pais na tarefa de formar a criança. A formação de cooperativas entre famílias de uma mesma igreja também promove essa união e compartilhamento de dons;
• Preserva o ideal bíblico de respeito e submissão à autoridade, que é a base do bom governo eclesiástico;
• Promove consciência e atividades evangelísticas pelo desenvolvimento dos dons individuais dos alunos para servir o corpo de Cristo.

Esperamos que você tenha podido ver os inúmeros benefícios da difusão desse método educativo da educação domiciliar, para que esse direito (e dever!) da família venha a ser reconhecido e respeitado pela lei e pela sociedade em geral. Não é preciso ser pai homeschooler para ver e defender o direito da família a essa modalidade de educar os filhos. Os educadores deveriam ser os primeiros a ver o homeschooling como um novo horizonte e uma solução para muitos problemas da escola e da sociedade, e até da igreja. Que a educação domiciliar se torne uma modalidade educativa “banal” no Brasil é um dos objetivos de nossa luta no momento segundo o Dr. Alexandre Magno, e para que isso aconteça TODOS precisam conhecer e apoiar esse direito em pról das famílias que optam por essa modalidade. Seja qual for a sua profissão ou relacionamento com o homeschooling você pode apoiar esse movimento divulgando os benefícios que ele traz para todas essas esferas sociais até que ele deixe de ser uma novidade, e se torne uma modalidade de educação comum, mas respeitada, como o é em tantos países no mundo. Numa próxima postagem veremos o que TODOS, ou melhor, o que VOCÊ pode fazer para beneficiar esse movimento que tanto promete beneficiar VOCÊ e TODOS.

Um abraço, e até a próxima!
Karis Anglada Davis.

Métodos de Ensino – II Encontro EDUCAR-RJ

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No último sábado, dia 05 de novembro, aconteceu no Rio o II Encontro do grupo de apoio do EDUCAR no estado. Nele, estivemos, juntos, discutindo e aprendendo mais sobre o que é a educação domiciliar e a legalidade dela no país, sobre o que é o EDUCAR e vimos os métodos de ensino mais comuns no ensino familiar.

Como foi dito na reunião, o exposto não pretende esgotar o assunto, muito pelo contrário: quero que você leia um resumo e pesquise mais sobre as metodologias, principalmente aquela (ou aquelas) que te agrada (m)! Então, o texto de hoje será um pequeno resumo dos métodos que discutimos, em forma de tópicos ou pequenos parágrafos.

Você também verá links para maiores detalhes ou para saber de onde foram tiradas as informações do texto.

Boa leitura!

Método Tradicional

Trabalha-se com o livro-texto, como na escola. Faz-se a leitura e exercícios, que podem ser de múltipla escolha, ou aqueles de ‘falso ou verdadeiro’. Há ênfase na lembrança e memorização dos conteúdos, para depois fazer uma avaliação. Muitas famílias usam desse método no período de transição entre a escola e a educação domiciliar. (Ensinando no Caminho – 5 sabores do HS)

Unit Studies 

É o estudo por fenômenos ou temas. A família escolhe um tema e, a partir dele, relacionam-se todas as disciplinas. Por exemplo: quando você estuda o Egito Antigo, você poderá ler livros sobre o Egito (História), faz um mapa de argila do país (Geografia), determina como calcular o peso de uma pirâmide (Matemática), explora como os egípcios irrigavam suas terras através do Nilo (Ciência), relaciona o que acontecia na Bíblia naquele período (Teologia), lê um livro de ficção que  se passa naquele período (Literatura), constrói pirâmides (Artes), aprende como soletrar ‘pirâmide’, etc. É bastante interdisciplinar. (5 homeschooling styles)

Unschooling

É também denominado de aprendizagem natural e o termo foi usado originalmente por John Holt. Consiste em ser o mais longe possível da aprendizagem presente na escola. A criança deve seguir seus próprios ritmos, e o aprendizado se torna parte natural da vida. Todos os dias é a criança que decide o que quer fazer, se quer ir à biblioteca ler sobre determinado assunto ou se passar o dia fazendo experiências científicas. O importante é que o jovem que controla seus horários e fazem os ajustes necessários para cumpri-los. (Aprender sem escola)
“O unschooling consiste na criação e manutenção, por parte dos pais, de um ambiente rico e estimulante em que as crianças podem seguir os seus interesses e as suas paixões. Os pais facilitam, ajudam, encorajam, inspiram, guiam, apoiam e amam. As crianças riem, brincam, descobrem, exploram, constroem, inventam, criam,(…). Alguns pais estendem essa filosofia para além da componente acadêmica e dão às crianças mais opções em todas as outras áreas das suas vidas (comida, horário de dormida, etc). A isto se chama ‘unschooling radical‘” – Sandra Dodd. (Escola Bela)

Montessori

Maria Montessori (1870-1952) foi a desenvolvedora desse método. Era médica, psiquiatra e educadora. “Ao longo de sua graduação e depois, participou de congressos feministas e falou em e escreveu em defesa da mulher, de suas condições de trabalho, da exploração a que era submetida”.

A metodologia é uma abordagem científica em que a criança aprende através do trabalho concreto, manual. Há toda a preparação do ambiente e do professor/pai e usa materiais específicos. Preza-se muito pela autonomia e independência da criança. Zela-se pelo ambiente organizado, propício ao aprendizado. A criança deve ter liberdade de escolha, assegurada pelo conhecimento dos materiais com que ela dispõe para o trabalho.  Segundo Montessori: “somente através da escolha livre de trabalho, a criança poderá revelar sua natureza, interesses, seu talento e criatividade, reconhecer-se e desenvolver-se”. (Sou Mãe; Lar Montessori)

Charlotte Mason – Uma atmosfera, uma disciplina, uma vida

Foi uma educadora, escritora e professora britânica (1842-1923) educada em casa por seus pais. Elaborou toda sua filosofia com base na necessidade que a criança tem de conhecer a Deus e ser tratada com a dignidade de quem carrega a imagem de Cristo – uma pessoa completa, não uma tábula rasa. Assim como a criança é completa fisicamente, ela o é mentalmente, o que não significa que ela seja perfeita, mas que não é inferior ao um adulto, apenas ainda não desenvolveu certas habilidades físicas e mentais plenamente.

Nesse método, não se usa livro texto, mas livros vivos – que são, basicamente, narrativas (literatura ou biografias).  Literatura faz com que a emoção e imaginação sejam mediadores do aprendizado. Nesse método, não se faz perguntas, como que direcionando e condicionando a resposta e a memória da criança, mas espera-se que ela reconte (falando ou escrevendo) tudo que foi lido e ouvido. Isso estimula o hábito da VERACIDADE, ou seja, a criança aprende a dizer sempre a verdade e de maneira mais exata possível.

– não utiliza conteúdo formal antes dos 6;

– Uso de livros com belas imagens e textos ricos, em vez de abobalhados;

– admiração da natureza e contemplação das obras de Deus;

– Criança é solicitada a fazer narrativas do que ouviu. Quando nova, narrativa oral; quando mais velha, narrativa escrita;

– Leitura Audível em família;

– memorização;

– copywork – exercício de cópia no caderno para fixação do conteúdo;

– ditado;

– disciplina: Bons hábitos para ela são essenciais para a vida e também para a aprendizagem do conteúdo acadêmico. Ser disciplinado, atencioso, ter domínio próprio ajuda e muito na hora de estudar. (Prefiro meu lar; Educação em família)

Educação Clássica

Visa que a criança seja capaz de aprender o que precisarem e baseia-se no Trivium, que apresenta 3 fases: Gramática, Lógica e Retórica.

Gramática (6-10 anos*): Na Gramática, a criança desde beeem pequeninha vai memorizar os fatos, eventos, datas… ou seja, “o que, quando, onde”. (Quantos dentes tem um crocodilo? Qual o nome de certa flor? O que aconteceu em 1500 no Brasil? Memorizar poemas e passagens bíblicas, etc etc). É a memorização de longo prazo, ao contrário da que temos na escola.  Ela é a fase fundamental, onde serão lançadas as bases. As crianças são esponjas, então é hora de fazer o que está em Dt.6-19: inculcar na cabeça delas. Ou os pais aproveitam isso, ou a escola o fará, sem a criança nem perceber. Época de memorizar: tabuada, mapa, linhas do tempo, versículos bíblico, valores, etc.

Na Lógica (10-12), a criança/adolescente começa a perguntar os porquês, já demonstra pensamento um pouco mais analítico, faz conexões entre os fatos que ela viu lá na fase da Gramática e tira as conclusões. É necessário ter uma capacidade de leitura fluente, para que haja um bom desenvolvimento, além de ter firmes os conceitos básicos da matemática. Fase mais analítica, quando se desenvolve o pensamento crítico.

Já na Retórica (13-18), o jovem se expressa de modo mais polido, mais convincente, mais maduro… Nessa fase ele é capaz de observar e identificar os argumentos apresentados pelos outros, sabendo se é um argumento adequado, verdadeiro, etc. Resumindo, foca em como se expressar, no pensamento abstrato e na articulação. Fase de aplicar, criação e expressão. (Samuel Vitalino; Karis Anglada – Maçãs de Ouro)

“Inculque-Ensine-Aplique” (Samuel Vitalino- Homeschoolig, dever de casa)

*Essas fases são subjetivas, não estáticas.

Até a próxima! Boas pesquisas 😉