Que documentos preciso ter em mãos?!

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Muita gente questiona quais são os documentos necessários para se ter quando se adota a educação domiciliar, para o caso de uma visita do Conselho Tutelar. Pois bem, pensando nisso, eis uma pequena listinha! 😉
A seguinte lista foi elaborada por Renata Santos, dos blogs Educando no Caminho e Educação Domiciliar Reformada.
Você pode imprimir e deixar os documentos em uma pastinha, para sempre que precisar…
Sobrestamento de 22 de novembro de 2016 (i. e. suspensão de todos os processos envolvendo as famílias educadoras pelo Ministro do STF  Roberto Barroso):
Parecer da assessoria Jurídica da Câmara dos Deputados de 2016:
Artigo de 2005 do Ministro Domingos Franciulli Netto:
A Situação Jurídica do Ensino Domiciliar no Brasil – Dr. Alexandre Magno:
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Aproveite suas férias – indicação livros!

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Muitas famílias nesse final/início de ano têm diminuído um pouco o ritmo no homeschooling ou têm tirado férias. Mas de uma coisa nunca devemos tirar férias: da leitura! Aproveite o tempo para brincar com seus filhos e ler muuuuuito. Portanto, segue a indicação que saiu lá no blog do EDUCAR, para você conhecer bons livros pros seus filhos lerem.

Boas leituras! 😀

Como já falamos em muitos textos, a leitura é fundamental para a educação de nossos filhos. A pergunta que sempre nos fazem é: mas ler o que? Quais livros você indica?

Sendo assim, gostaria de trazer algumas dicas de livros e, para isso, quem elaborou uma primeira lista bem legal foi o Saulo lá de Santa Catarina. Ele é casado e pai homeschooler de 2 filhos. Vamos conhecer um pouquinho de sua história, em suas próprias palavras.  Agradeço desde já a você, Saulo, por compartilhar conosco essa riqueza.

“Traga-me os livros!

Antes de ser pai eu já sonhava com o dia em que minha esposa e meus filhos sentariam perto de mim, no fim do dia, para ouvir as histórias que eu leria em voz alta. Desde que minha primeira filha nasceu, leitura em voz alta tem sido uma atividade diária em nosso lar. Lemos pela manhã, às vezes pela tarde, mas o horário da noite, das 20 às 21h, é reservado especialmente para isso.

É muito bom poder reviver histórias que eu lia quando era criança; ou ler pela primeira vez com os meus filhos histórias novas ou as que eu deveria ter lido quando era criança.

Mas nem sempre é fácil achar bons livros. Uma hora o seu estoque de mantimentos literários termina e você precisa sair à caça de novas obras. Mas que livros escolher? Da mesma maneira que fui (e sou) beneficiado pela lista de vários outros pais que compartilharam os bons livros que leram, gostaria de contribuir sugerindo alguns títulos.

Na medida do possível, tentei organizar as obras por grau de dificuldade (estrutura e vocabulário). Creio que, em geral, os livros podem ser lidos para crianças a partir de 4 anos. “E a idade máxima?” Ora, têm crianças com mais de 30 anos que ainda gostam desses livros. 🙂

A lista abaixo contém apenas sugestões de livros de capítulos. Quem sabe outro dia eu faça uma lista sugerindo livros menores, com figuras.

Sempre vale dizer que em um ou outro livro pode haver algum tipo de comportamento de um personagem que não foi devidamente reprovado (p. ex: menino sai escondido de casa) ou alguma informação que não está de acordo com o que cremos (“há milhões de anos atrás…”) etc. Nesses casos, o recomendado é que os pais conversem a respeito com os seus filhos.

Antes que me acusem de heresia, deixei de colocar “As crônicas de Nárnia” e “O Hobbit” na lista pelo fato de já serem livros muito conhecidos, principalmente entre os cristãos. Mas é só por isso viu?

Ok, segue a lista de alguns livros que lemos recentemente e que, provavelmente, vocês também gostarão:

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As aventuras de Pedro Coelho

Neste livro estão as quatro principais histórias da série: “A história de Pedro Coelho” (que foi o primeiro texto infantil da autora Beatrix Potter), “A históripedro-coelho-2a do coelho Benjamin”, “A história dos coelhinhos Flocos” e “A história do sr. Raposão”. As ilustrações são da própria autora.

Não é bem um livro de capítulos, mas as 4 histórias têm uma certa conexão. A última delas, “A história do Sr. Raposão, é a mais longa e pode até ser contada em duas partes.  Há um filme chamado “Miss Potter” que conta sobre a vida da autora.

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O Coelho de veludo

O livro, lançado em 1922, é considerado um clássico da literatura infantil norte-americana. Conta a história de um coelho de brinquedo que sonha em ser “de verdade”, mesmo não sabendo o que isso significa. Ele aprende que o amor do seu dono por ele o torna cada vez mais real.

Depois desse livro até entendi melhor o amor que meu filho tem pelo seu cachorro de pelúcia, hehe!

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Na verdade esse não é um livro, mas é o título de uma série com dezenas de títulos. Os irmãos Aninha e João são levados pela misteriosa casa da árvore para muitas aventuras pelo mundo, em várias épocas. Eles viajam pela África, vão à Lua, presenciam a erupção do vulcão Vesúvio na destruição de Pompeia, conhecem os dinossauros…

São livros bem simples, mas divertidos e que trazem várias informações sobre lugares, eventos etc. O primeiro que lemos lá em casa foi “Dinossauros antes do amanhecer”. De vez em quando você precisa adaptar uma outra informação, como os “milhões de anos da terra” ou coisas do tipo.

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O dragão do meu pai dragao-do-meu-pai

O livro conta a história de um menino que viaja sozinho até uma ilha distante para libertar um filhote de dragão, feito prisioneiro por animais selvagens.

Talvez esse seja o livro ideal para os pais fazerem a transição de livros de figuras para livros de capítulos.

A narrativa é bem leve e há várias ilustrações legais, como o mapa da Ilha Selvagem. Esse é o primeiro livro da trilogia Dragões da Terra Azul. Os outros dois livros também são legais, mas o primeiro é ótimo!

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Um urso chamado Paddington

Esse é um clássico inglês e conta história do atrapalhado urso Paddington, que viaja do Peru a Londres e torna-se membro da família Brown. Recentemente, a WMF lançou mais um livro da série, chamado “Os segredos de Paddington”. recentemente lançaram o filme “As aventuras de Paddington”.

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A história do Dr. Dolittle

Sabe o filme com o Eddie Murphy? Esqueça!!! A história do livro é muito boa. Doutor Dolittle era um médico que vivia em uma pacata cidade inglesa. Como ele entende a linguagem dos animais, decide virar médico de bichos e fica famoso em todo o mundo.

Certo dia, recebe uma mensagem de socorro de macacos da África, para onde vai junto dos animais Polinésia, Jipe, Dab-Dab, Gub-Gub,Tu-Tu e Tchi-Tchi. Lá ele experimenta várias aventura e até acham um animal muito estranho de duas cabeças chamado pushmi-pulyu.

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O livro conta uma versão fantasiosa de uma das lendas mais famosas do mundo: a do monstro do lago Ness. O texto é excelente e a história, muito divertida. Para aqueles que gostam de filmes, uma boa dica é ler o livro e assistir ao filme, que, apesar de ser ligeiramente diferente do livro, é muito bonito.

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Stuart Little

Stuart Little é um camundongo diferente. Nasceu em família humana e mora na cidade de Nova York com os pais, o irmão mais velho George e o gato da família. Stuart se afasta de casa pela primeira vez na vida e embarca em uma grande aventura para salvar sua amiga, Margalo, um passarinho.

A adaptação cinematográfica até que é legal.

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O Mágico de Oz

No Kansas, um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados para a Terra de Oz, onde encontra novos amigos: o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde.

A narrativa do livro é muito boa e gostosa, sem detalhes desnecessários e muito dinâmica. Livro perfeito para se ler em voz alta. Quanto a adaptações cinematográficas, o clássico de 1939 continua imbatível.

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Mestre Gil de Ham

Em um passado distante, na Inglaterra, ainda viviam gigantes e dragões. Vivia, também, um homem chamado Ægidius Ahenobarbus Julius Agricola de Hammo, também conhecido como Mestre Gil de Ham, um fazendeiro sem a menor pinta de herói, mas que, com a ajuda do seu cachorro Garm, da égua cinzenta e da espada mágica Caudimordax, enfrenta um gigante e até amansa o dragão Chrysophylax.

a-pricnesa-goblitA princesa e o Goblin

George MacDonald inspirou dois grandes autores de ficção do século XX: C.S. Lewis e Tolkien. Logo, seus livros valem a pena.

O livro conta a história de uma menina de 8 anos, a princesa Irene, que mora em uma casa nas montanhas habitadas por seres subterrâneos chamados goblins. Um dia, seu amigo Curdie ouve que aqueles seres planejam um ataque contra os humanos e é capturado…

O que passar disso é spoiler. Hehe!

Só uma obervação: o livro mais influente na vida de Lewis foi o conto de fadas “Phantastes”, que “batizou” sua imaginação. O livro foi lançado recentemente em dois formatos: físico e e-book. Está na minha lista de próximas leituras. Fica a recomendação, dada por ninguém menos que o autor das Crônicas de Nárnia.

 

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Peter Pan 

A história de Peter Pan todos conhecem: os irmãos João Miguel e Wendy são levados à Terra do Nunca, habitada por piratas e pelo herói dos meninos perdidos, Peter Pan.

Há várias diferenças entre a história original e o desenho da Disney. Uma delas é que a Tinker Bel, apesar de fazer algumas coisas boas, é ciumenta e bem malvada. Mas a história é muito legal. O vocabulário e a estrutura do texto por vezes podem ser um pouco complicados para as crianças menores, principalmente nos primeiros capítulos, mas vale a pena!

Há vários filmes baseados no livro, mas o favorito lá em casa continua sendo “Hook – A volta do Capitão Gancho”.


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O vento nos salgueiros

Um clássico inglês! O livro tem uma atmosfera nostálgica e bucólica. Dá vontade de pular para dentro da história, comer as comidas que eles comem, passear por aqueles belos campos e navegar pelo tranquilo rio…

Não é à toa que esse livro está entre os 3 livros que mais influenciaram a vida de C.S. Lewis (aliás, foi lendo “Peso de glória” que descobri esse livro). Lewis disse que quando leu o “O Vento nos Salgueiros”, quando era novo, foi a primeira vez que sentiu aquele desejo insaciável que “nada nesta Terra pode satisfazer” (Mero Cristianismo).

Bom, mas nem falei do que se trata a história. A história conta um pouco da vida de 4 grandes amigos: o caseiro Toupeira, o aventureiro Rato, o sábio Texugo e o rebelde, consumista, maluco, arrogante, divertido e irreverente Sapo.

casa-na-arvoreUma casa na floresta

Essa é uma série de 9 livros que contam a história da família de Laura Ingalls.

“A pequena Laura vive com os pais e as irmãs, Mary e Carrie, em uma casa modesta de madeira à margem de uma grande floresta em Wisconsin. Aos quatro anos, Laura é inteligente e curiosa, e as aventuras da sua família pelo Meio-Oeste dos Estados Unidos são narradas do ponto de vista da menina. A família de Laura tem como vizinhos ursos, lobos e diversos animais selvagens, e seu maior desafio é preparar-se para o inverno rigoroso. É uma vida simples e de trabalho duro, mas também de grandes alegrias, com passeios de trenós e muitas brincadeiras” (http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26068).

O que é mais interessante é que as histórias são autobiográficas, o que faz você ter uma grande empatia com os personagens. Se você é um pouquinho mais velho (não é o meu caso), deve se lembrar de uma série de TV chamada  “Os Pioneiros”. Então, a série foi baseada nos livros de Laura Ingalls.

 

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Como e por que ler os clássicos universais desde cedo

Recomendo aos pais o livro de Ana Maria Machado, “Como e por que ler os clássicos universais desde cedo”. A autora comenta sobre diversos livros infanto-juvenis de todos as épocas e estilos, desde histórias de cavalarias até contos de fadas. Ali você terá uma rica lista de obras disponíveis em português.

Espero que gostem. Mais para frente, à medida que formos lendo mais livros, se Deus permitir, sugiro outras obras.”

E aí? Anotou? Espero que tenha gostado.

Um abraço, Rachel

Métodos de Ensino – II Encontro EDUCAR-RJ

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No último sábado, dia 05 de novembro, aconteceu no Rio o II Encontro do grupo de apoio do EDUCAR no estado. Nele, estivemos, juntos, discutindo e aprendendo mais sobre o que é a educação domiciliar e a legalidade dela no país, sobre o que é o EDUCAR e vimos os métodos de ensino mais comuns no ensino familiar.

Como foi dito na reunião, o exposto não pretende esgotar o assunto, muito pelo contrário: quero que você leia um resumo e pesquise mais sobre as metodologias, principalmente aquela (ou aquelas) que te agrada (m)! Então, o texto de hoje será um pequeno resumo dos métodos que discutimos, em forma de tópicos ou pequenos parágrafos.

Você também verá links para maiores detalhes ou para saber de onde foram tiradas as informações do texto.

Boa leitura!

Método Tradicional

Trabalha-se com o livro-texto, como na escola. Faz-se a leitura e exercícios, que podem ser de múltipla escolha, ou aqueles de ‘falso ou verdadeiro’. Há ênfase na lembrança e memorização dos conteúdos, para depois fazer uma avaliação. Muitas famílias usam desse método no período de transição entre a escola e a educação domiciliar. (Ensinando no Caminho – 5 sabores do HS)

Unit Studies 

É o estudo por fenômenos ou temas. A família escolhe um tema e, a partir dele, relacionam-se todas as disciplinas. Por exemplo: quando você estuda o Egito Antigo, você poderá ler livros sobre o Egito (História), faz um mapa de argila do país (Geografia), determina como calcular o peso de uma pirâmide (Matemática), explora como os egípcios irrigavam suas terras através do Nilo (Ciência), relaciona o que acontecia na Bíblia naquele período (Teologia), lê um livro de ficção que  se passa naquele período (Literatura), constrói pirâmides (Artes), aprende como soletrar ‘pirâmide’, etc. É bastante interdisciplinar. (5 homeschooling styles)

Unschooling

É também denominado de aprendizagem natural e o termo foi usado originalmente por John Holt. Consiste em ser o mais longe possível da aprendizagem presente na escola. A criança deve seguir seus próprios ritmos, e o aprendizado se torna parte natural da vida. Todos os dias é a criança que decide o que quer fazer, se quer ir à biblioteca ler sobre determinado assunto ou se passar o dia fazendo experiências científicas. O importante é que o jovem que controla seus horários e fazem os ajustes necessários para cumpri-los. (Aprender sem escola)
“O unschooling consiste na criação e manutenção, por parte dos pais, de um ambiente rico e estimulante em que as crianças podem seguir os seus interesses e as suas paixões. Os pais facilitam, ajudam, encorajam, inspiram, guiam, apoiam e amam. As crianças riem, brincam, descobrem, exploram, constroem, inventam, criam,(…). Alguns pais estendem essa filosofia para além da componente acadêmica e dão às crianças mais opções em todas as outras áreas das suas vidas (comida, horário de dormida, etc). A isto se chama ‘unschooling radical‘” – Sandra Dodd. (Escola Bela)

Montessori

Maria Montessori (1870-1952) foi a desenvolvedora desse método. Era médica, psiquiatra e educadora. “Ao longo de sua graduação e depois, participou de congressos feministas e falou em e escreveu em defesa da mulher, de suas condições de trabalho, da exploração a que era submetida”.

A metodologia é uma abordagem científica em que a criança aprende através do trabalho concreto, manual. Há toda a preparação do ambiente e do professor/pai e usa materiais específicos. Preza-se muito pela autonomia e independência da criança. Zela-se pelo ambiente organizado, propício ao aprendizado. A criança deve ter liberdade de escolha, assegurada pelo conhecimento dos materiais com que ela dispõe para o trabalho.  Segundo Montessori: “somente através da escolha livre de trabalho, a criança poderá revelar sua natureza, interesses, seu talento e criatividade, reconhecer-se e desenvolver-se”. (Sou Mãe; Lar Montessori)

Charlotte Mason – Uma atmosfera, uma disciplina, uma vida

Foi uma educadora, escritora e professora britânica (1842-1923) educada em casa por seus pais. Elaborou toda sua filosofia com base na necessidade que a criança tem de conhecer a Deus e ser tratada com a dignidade de quem carrega a imagem de Cristo – uma pessoa completa, não uma tábula rasa. Assim como a criança é completa fisicamente, ela o é mentalmente, o que não significa que ela seja perfeita, mas que não é inferior ao um adulto, apenas ainda não desenvolveu certas habilidades físicas e mentais plenamente.

Nesse método, não se usa livro texto, mas livros vivos – que são, basicamente, narrativas (literatura ou biografias).  Literatura faz com que a emoção e imaginação sejam mediadores do aprendizado. Nesse método, não se faz perguntas, como que direcionando e condicionando a resposta e a memória da criança, mas espera-se que ela reconte (falando ou escrevendo) tudo que foi lido e ouvido. Isso estimula o hábito da VERACIDADE, ou seja, a criança aprende a dizer sempre a verdade e de maneira mais exata possível.

– não utiliza conteúdo formal antes dos 6;

– Uso de livros com belas imagens e textos ricos, em vez de abobalhados;

– admiração da natureza e contemplação das obras de Deus;

– Criança é solicitada a fazer narrativas do que ouviu. Quando nova, narrativa oral; quando mais velha, narrativa escrita;

– Leitura Audível em família;

– memorização;

– copywork – exercício de cópia no caderno para fixação do conteúdo;

– ditado;

– disciplina: Bons hábitos para ela são essenciais para a vida e também para a aprendizagem do conteúdo acadêmico. Ser disciplinado, atencioso, ter domínio próprio ajuda e muito na hora de estudar. (Prefiro meu lar; Educação em família)

Educação Clássica

Visa que a criança seja capaz de aprender o que precisarem e baseia-se no Trivium, que apresenta 3 fases: Gramática, Lógica e Retórica.

Gramática (6-10 anos*): Na Gramática, a criança desde beeem pequeninha vai memorizar os fatos, eventos, datas… ou seja, “o que, quando, onde”. (Quantos dentes tem um crocodilo? Qual o nome de certa flor? O que aconteceu em 1500 no Brasil? Memorizar poemas e passagens bíblicas, etc etc). É a memorização de longo prazo, ao contrário da que temos na escola.  Ela é a fase fundamental, onde serão lançadas as bases. As crianças são esponjas, então é hora de fazer o que está em Dt.6-19: inculcar na cabeça delas. Ou os pais aproveitam isso, ou a escola o fará, sem a criança nem perceber. Época de memorizar: tabuada, mapa, linhas do tempo, versículos bíblico, valores, etc.

Na Lógica (10-12), a criança/adolescente começa a perguntar os porquês, já demonstra pensamento um pouco mais analítico, faz conexões entre os fatos que ela viu lá na fase da Gramática e tira as conclusões. É necessário ter uma capacidade de leitura fluente, para que haja um bom desenvolvimento, além de ter firmes os conceitos básicos da matemática. Fase mais analítica, quando se desenvolve o pensamento crítico.

Já na Retórica (13-18), o jovem se expressa de modo mais polido, mais convincente, mais maduro… Nessa fase ele é capaz de observar e identificar os argumentos apresentados pelos outros, sabendo se é um argumento adequado, verdadeiro, etc. Resumindo, foca em como se expressar, no pensamento abstrato e na articulação. Fase de aplicar, criação e expressão. (Samuel Vitalino; Karis Anglada – Maçãs de Ouro)

“Inculque-Ensine-Aplique” (Samuel Vitalino- Homeschoolig, dever de casa)

*Essas fases são subjetivas, não estáticas.

Até a próxima! Boas pesquisas 😉

Como fazer tudo? – 5 conselhos

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Eu simplesmente não me canso de buscar por dicas de como uma pessoa faz para conseguir lidar com a casa, o cônjuge, as crianças, ela própria e ainda por cima, o homeschooling. Sempre que posso peço conselhos para amigas minhas que já estão nessa situação, procuro em blogs de educação domiciliar, grupos… já vou me preparando para quando meu dia chegar.

Ninguém pode fazer tudo; nem ninguém tem super poderes para esticar o dia em mais 16h para dar conta de fazer tudo. Portanto, nosso maior desafio é administrar corretamente o nosso tempo, nossa agenda e nossas atividades.

Sendo assim, a primeira reflexão que quero trazer para vocês é: você REALMENTE precisa fazer tudo que você faz?! Pense em tudo que você tem para fazer em uma semana… academia, compras no shopping, salão, horas no celular, unha fora de casa, limpar cada milímetro da casa 2 vezes ao dia, guardar 47 pares de sapatos para cada membro da família, passar todas as roupas de cama e roupas íntimas……… será que realmente você precisa se matar para que não haja um ‘pózinho’ pequenininho no cantinho atrás do sofá da sala? Ou será que todas as suas roupas íntimas precisam ser passadas? Será que você consegue dar conta de organizar e manter limpos 47 pares de sapatos – lembre: quanto mais coisas você tem, mais trabalho terá, consequentemente. Será que é extremamente necessário ir ao salão toda sexta feira fazer a unha, tendo em vista o tempo que se gasta entre se arrumar, sair, fazer a unha e voltar? (Não tem nenhum problema nisso, de forma alguma, minha reflexão é a real necessidade desse hábito).

Pense no tempo que você gasta fazendo essas coisas, ou se preparando para fazê-las. Se elas não forem extreeeemamente necessárias, talvez você devesse rever suas atividades e eliminar algumas delas da sua agenda. 😉

Outra coisa que sempre me dizem (e tenho aprendido aqui em casa também!) é: “tenha servas”, como disse a querida Pâmella Arumaa, do blog Sinta-se em nossa casa. ‘Mas que servas são essas, Isabela? Eu não tenho dinheiro para pagar um faxineira ou diarista!’. Então, como a Pâmella disse em seu texto, as servas são os aparelhos eletrônicos que facilitam nossa vida – em muuuito! Você já pensou em ter uma máquina de lavar louças na sua casa? Eu, particularmente, não tenho (ainda), mas estive na casa de uma amiga e vi como ajuda bastante, principalmente se você tem visita em casa, porque ao invés de estarmos lavando louça o dia todo, a máquina fazia isso pela gente e podíamos aproveitar mais o dia fazendo outras atividades.

Já pensou em ter uma panela elétrica de arroz ou feijão? Por mais que não seja difícil fazer nenhuma dessas comidas, o benefício de uma panela elétrica é que você põe tudo lá dentro e espera que a máquina faça tudo sozinha, ficando livre para fazer outras coisas dentro de casa. Tudo sem se preocupar se o feijão queimou ou a água do arroz secou. 😉

Falando em comida, uma outra ajudinha na sua rotina pode ser congelar comida. Se você pode (ou consegue), separe um dia para fazer algum prato em maior quantidade, seja uma carne, ou um acompanhamento. Coloque em saquinhos de congelamento ou refratários que você costume usar e ponha no congelador. Caso você tenha um freezer (olha aí outra serva pra sua família!!), melhor ainda, pois haverá mais espaço ainda para congelar comida.

Por que congelar comida? Sabe aquele dia que TUDO parece dar errado? Sabe o dia que o filho tá passando mal – ou você – e fica quase impossível por o pé na cozinha? Sabe aquele dia que você decidiu passear com os seus filhos, ou esticar a aula ou a leitura um pouco mais? Então, é pra esses dias! Só tirar do congelador/freezer e rapidinho o almoço tá pronto!

Outro conselho que tenho aprendido por observação: DELEGUE funções e tarefas! Mães e pais precisam entender que eles não são empregados dos filhos, que precisam ser servidos como reis. Filhos entraram numa família já existente, com regras, atividades e costumes. A vida não pode girar em torno das crianças, porque o mundo não gira em torno deles (não gira em torno de nenhum de nós, obviamente)!

Então, desde cedo, delegue tarefas a seus filhos. Crianças podem arrumar suas camas, organizar seus brinquedos depois de brincar, lavar uma louça, limpar um banheiro, tirar algum papel do chão, organizar o seu próprio quarto…. e não se engane: seu filho pequeno JÁ PODE te ajudar, sim! Não estou falando de abusar e escravizar seus filhos. O ponto é: há grandes benefícios em um filho participar das responsabilidades da casa junto com os pais, tanto para ele próprio, quanto para você, pai/mãe. Não se sinta obrigada a fazer TUDO sozinha, seus filhos moram ali e precisam aprender a ajudar também! 😉

Veja aqui um exemplo simples disso. Lembrando que cada casa é uma casa, e crianças mais novas podem fazer algumas atividades sugeridas para as mais velhas, e vice versa 🙂

E o último conselho: conheça seus limites. Pode ser que em determinada época, você esteja a todo vapor, fazendo tudo em casa e no homeschool. Mas pode haver épocas em que você esteja a ponto de surtar por não conseguir fazer nem metade do que você planejou. Portanto, não planeje algo impossível de você fazer, muito além da sua capacidade. Temos somente 24h no dia, sendo que umas 6 delas estamos dormindo – ou tentando rs.

Não tente agarrar o mundo, nem queira ser a super mulher maravilha da limpeza e organização. Sua casa tem vida, sua família tem anseios, você também precisa se poupar um pouquinho de vez em quando. Não se culpe quando você escolher a melhor parte: estar com sua família, ao invés de estar loucamente limpando tudo em volta.

Homeschooling não é uma vida de Pinterest ou Instagram, onde tudo é per-fei-ta-men-te bem produzido e colorido Família não é nada disso. Família é experiência conjunta, é vida, é compartilhar as tristezas, alegrias, benefícios e responsabilidades também! 😉

Para mais dicas: 

Como fazer tudo?? – Família, desenho de Deus.

https://www.facebook.com/familiadesenhodedeus/videos/1788781758069292/

O segredo da mulher virtuosa – Sinta-se em nossa casa, João Paulo e Pâmela Arumaa.

https://sintaseemnossacasa.wordpress.com/2016/06/07/o-segredo-da-mulher-virtuosa/

5 ways to manage home and school – Simple Homeschool (em inglês)

http://simplehomeschool.net/manage/

Como conciliar a ED com os cuidados do lar? – Dicas

Você já deve ter se perguntado como uma pessoa conseguiria dar conta de cuidar da casa, dos filhos, da educação, do marido e de si, certo? Pois bem, é possível, mesmo que seja difícil ou pareça impossível para você.

Com o intuito de te ajudar e acalmar a ansiedade, compartilho com vocês algumas dicas que encontrei no Geh Space – Valorizando o conhecimento. Essas são dicas para quem é ou gosta de ser disciplinada para facilitar o andamento das coisas. Elas não são regras universais, nem são aplicáveis à todas as mulheres ou homeschoolers. São somente algumas sugestões – não se sinta pressionada a seguir essas orientações, nem se frustre se tentar e não conseguir! Mas creio ser possível extrair muita coisa útil dessas linhas.

Boa leitura e #força! 😀

Como organizar o seu tempo?

Começando pelo óbvio: se um dia tem 24 horas e, no mínimo, você precisa de 8 horas de sono para manter-se saudável, restam 16 horas para administrar a educação dos filhos, as leituras pessoais, o cuidado com o lar e a família, atividade física e outras tarefas diárias.

Assim, o primeiro passo é planejar sua agenda diária. A seguir, veremos como você pode tornar seus dias mais eficientes.

1) Definir um período para os estudos

Uma sugestão que facilita muito a utilização do tempo é definir um período fixo do dia para dedicar à educação formal dos filhos. Nós preferimos o período da manhã. Despertamos às 7 da manhã, tomamos um café da manhã reforçado, fazemos a higiene pessoal e, então, geralmente por volta das 8 horas iniciamos o período de estudos.

2) Tenha um cardápio pré-definido

Você deve estar se perguntando: mas como darei conta de educar os meus filhos, fazer o almoço, cuidar da casa e de todos outros detalhes que exigem atenção diária?

O primeiro passo é definir um cardápio mensal para todas as refeições: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Tenha esse cardápio definido e programado antes mesmo de fazer suas compras no supermercado. Quando você já sabe com antecedência tudo o de que irá precisar, você pode fazer compras com maior eficiência, gastando menos tempo e, geralmente, muito menos dinheiro!

No dia de fazer as compras do supermercado, se os seus filhos já estiverem crescidinhos, você pode solicitar a ajuda das crianças na preparação da lista de compras. Eles podem, por exemplo, verificar o estoque de certos itens como açúcar, sal, leite em pó e achocolatados.

Frutas, legumes, carnes e pães podem ser congelados e separados em porções individuais para cada refeição. Para facilitar ainda mais o preparo das refeições, pique ou fatie as carnes, separando-as em embalagens adequadas antes do congelamento. Com frutas congeladas, você poderá preparar deliciosas e nutritivas sobremesas, sucos e vitaminas durante todo o mês.

Para preparar saladas, reserve uma compra semanal para aquisição de  verduras e legumes frescos.

Se você sabe assar pães caseiros, corte-os em fatias antes de congelá-los. Massas de pizza e nhoques também podem ser congelados, servindo como “refeição curinga” naqueles dias em que um problema imprevisível mande todo o seu planejamento por água abaixo – acontece com todo mundo! Essas eventualidades não são tão raras assim, por exemplo, não podemos prever quando uma das crianças ficará doente, obrigando-a a interromper a sua programação para levá-la ao médico.

Um eletrodoméstico que auxilia a praticidade da cozinha e poupa muito é a máquina lava-louças. Sim, além do freezer e do micro-ondas, automatizar a limpeza das louças também traz uma grande economia de tempo. Se você puder adquirir uma máquina de lavar louças, você verá quanto tempo precioso você ganhará a mais em seu dia para dedicar à educação de seus filhos!

Eu tenho um aparelho de 9 serviços, que inclusive lava e dá brilho em panelas e assadeiras. A lava-louças de 9 serviços é um tamanho adequado à minha família de 4 pessoas mas famílias mais numerosas, normalmente, são mais bem atendidas por um aparelho tamanho 12 serviços. Caso você precise economizar, um aparelho de 6 serviços já permite um bom ganho de tempo, pois você reduzirá muito a necessidade de lavar louças manualmente.

3) Organização da casa

Definir horários fixos para lavar a louça, varrer a casa, organizar o que estiver fora do lugar também torna mais eficiente a administração do seu tempo. Não se esqueça de que tarefas simples como pôr as roupas sujas no cesto, arrumar a própria cama e guardar os brinquedos são atividades que seus filhos podem ajudá-la a realizar. O importante é ter em mente que, com filhos em casa, provavelmente você não terá uma casa perfeita em que tudo estará sempre no lugar. Por isso, estabeleça prioridades. Planeje para investir mais tempo e dedicação somente às tarefas mais importantes e adote soluções mais rápidas e práticas para as coisas menos importantes.

Já para a limpeza pesada da casa e a limpeza das roupas, uma boa sugestão é definir dois ou três dias da semana para executar essa tarefa.

Ambiente propício aos estudos

Seja na mesa de jantar, na sala de estar, no quarto ou em qualquer outro cômodo da casa, o ambiente em que as crianças forem estudar precisa ser bem iluminado, prático e organizado.

Uma bancada, mesa ou escrivaninha é um item indispensável ao lado de uma estante para organizar os materiais de estudos e livros. Na estante, você deve organizar os conteúdos em pastas de atividades separadas por criança, caso você tenha mais de um filho.

Ao término de cada atividade, você pode ensinar a seus filhos a guardar o material já utilizado e pegar o material que vão empregar na atividade seguinte. Assim, ao término do período de estudos, o ambiente estará todo organizado. Dependendo do espaço reservado aos estudos, pode ser interessante incluir também um gaveteiro com espaço reservado para cada criança.

Não se esqueça de incluir etiquetas divertidas com o nome de seus filhos nas gavetas, pastas e prateleiras! Assim, eles já se sentirão donos do próprio espaço e aprenderão a respeitar o espaço e os materiais dos irmãos.

Rotina diária

Uma das habilidades essenciais para a formação intelectual de nossos filhos é o hábito da disciplina. Uma das formas de conquistá-lo é criar uma rotina diária de estudos, definindo sempre um mesmo período do dia para o exercício do intelecto.

A rotina que melhor funcionou em nossa família foi a definição de um horário dos estudos na parte da manhã. As crianças terminam seu café da manhã, recolhem a louça usada, escovam os dentes e trocam de roupas. Nesse meio tempo, eu já separo as primeiras atividades que cada criança fará. Em seguida, apresento uma explicação individual sobre o tema estudado. Geralmente começamos o dia com o estudo do idioma: inglês e português. Na sequência, as crianças exercitam a Matemática que, como o Português e o Inglês, também é objeto de atividades individuais, separadas para cada criança, durante a maior parte do tempo.

Já nas disciplinas de conhecimento gerais, como ciências, história, geografia e estudos bíblicos, fazemos leituras em grupo com atividades de fixação específicas para cada criança.

Procure desde cedo, incentivar o auto-didatismo. Especialmente quando a criança já está alfabetizada, não é necessário ficar o tempo todo ao lado dela. Você deve fazer o papel de tutor, aquele explica e tira dúvidas quando necessário.

O silêncio é outra habilidade que deve ser cultivada, principalmente se você tiver muitos filhos.

Criar hábitos positivos como organização, disciplina e o aprendizado auto-didata fará com que seus filhos se destaquem na área em que vierem a se especializar.”

Fonte: http://www.gehspace.com/arte-cultura/como-conciliar-a-educacao-dos-filhos-e-os-cuidados-com-o-lar-parte-2/#ixzz4F4FmmZ2T  |   http://www.gehspace.com/arte-cultura/como-conciliar-a-educacao-dos-filhos-e-os-cuidados-com-o-lar-parte-2/

 

Cidades históricas – aula/passeio

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Vista aérea de Petrópolis. Destaque: Catedral de São Pedro.

Onde você mora tem alguma cidade histórica, ou pelo menos um cetro histórico? Será que perto de você tem alguma cidade que narre um pouco da história do nosso país? Bom, espero que com esse exemplo você possa olhar com outros olhos as cidades por onde você anda … 😉

Boa leitura! 😀

Pense num lugar encantador, recheado de história e beleza… essa é Petrópolis. Nessa época de friozinho, então! Uma delícia! Não tem como não se encantar com tanto lugar pra visitar, tanta história pra conhecer. Se você ainda não teve a oportunidade de ir até lá, tente visitar um dia. Quem é do Rio não tem desculpa para não ir. É super fácil chegar de carro ou de ônibus.

Fundada oficialmente em 16 de março de 1843, por Dom Pedro II, Petrópolis – que significa ‘cidade de Pedro’ – faz parte da história do nosso país. Lá foi construído um palácio de verão do imperador, época do ano em que a cidade se tornava a capital do Império, pois toda a corte mudava para lá. Seu projeto foi concebido pelo major Júlio Frederico Koeler, um engenheiro alemão, que previa a “fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”, incluindo as seguintes exigências:

1- Projeto e construção do Palácio Imperial.
2- Urbanização de uma Vila Imperial com Quarteirões Imperiais.
3- Edificação de uma igreja em louvor a São Pedro de Alcântara.
4- Construção de um cemitério.
5- Cobrar foros imperiais dos colonos moradores.
6- Expulsar terceiros das terras ocupadas ilegalmente.”

Olha que organização! Hoje em dia as coisas estão um pouquinho diferentes, rs, mas o encanto e o fresquinho de Petrópolis são inigualáveis! E o que não falta nessa cidade são pontos turísticos – e para homeschooler turismo não é lazer vazio 😉

Portanto, deixo aqui recomendações de locais imperdíveis – tanto para crianças, como para adultos.

Quitandinha

Foi construído a partir de 1941 pelo empreendedor mineiro Joaquim Rolla, para ser o maior cassino hotel da América do Sul. Foi palco de inúmeros acontecimentos de destaque, desde bailes de carnaval,coroação de Miss Brasil e da Conferência Econômica Interamericana, em 1954, que criou o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O local é encantador!

Entrada gratuita. Visita guiada: R$ 10/inteira; R$ 5/meia.
SESC Quitandinha-Palácio Quitandinha

Museu Imperial

O prédio foi construído por ordem de D. Pedro II e era a residência favorita de verão. A construção do prédio em estilo neoclássico, onde funciona atualmente o Museu Imperial, teve início em 1845 e foi concluída em 1862. Conta com a exposição dos objetos e espaços retratando como era a vida naquela época. Também há, em prédio anexo, exposição de carruagens. Uma aula de história e tanto!
Entrada: R$ 8,00/inteira; R$ 4,00/meia. Gratuito para menores de 7 anos e maiores de 80.
Moradores de Petrópolis e petropolitanos, às quartas-feiras e no último domingo do mês: gratuito.
Museu Imperial

Casa de Santos Dumont

Residência de verão do aviador, é uma casa pequena, mas cheia de particularidades e curiosidades: uma das últimas invenções de Santos Dumont – o chuveiro com água quente, o único do Brasil àquela época, sendo aquecida a álcool, e também a escada externa onde se pode somente começar a subir com a perna direita, e a interna que se pode somente subir com a perna esquerda, e a própria arquitetura da casa onde não é utilizada divisórias entre os cômodos.

Ingressos: R$8,00/inteira; R$4,00/meia

Catedral de São Pedro de Alcântara

O atual edifício da catedral começou a ser construído apenas em 1884. O projeto foi encomendado ao engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá, que concebeu um edifício em estilo neogótico, muito em voga na época, inspirado especialmente nas antigas catedrais do norte da França. Lá está o mausoléu do Imperador e Imperatriz, onde também foram sepultados Princesa Isabel e seu marido, Conde D’Eu.

Entrada gratuita. Lá costuma ter uma visita guiada, que é muito boa, por sinal.

 

Aulas de história, geografia, moda, estilos de arquitetura, artes….. tanta coisa para aprender com seus filhos! É saber aproveitar todas as oportunidades 😉

Bom passeio, e bons estudos 😀

 

 

A importância da leitura para crianças – Rachel Oliveira

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Como faço para meu filho adquirir gosto pela leitura? Tem alguma mágica? É ‘genético’? Só crianças prodígio vão gostar de ler? Nesse breve texto, a querida Rachel nos dá valiosos conselhos sobre como estimular o amor pela leitura no seu filho.

“Não há como falar em educação domiciliar sem falar em leitura, uma vez que, quase todos os artigos e livros que tratam deste tipo de educação, ressaltam a importância desse hábito no desenvolvimento da linguagem, da fala, do gosto pela leitura e da aquisição de conhecimento. Quando a criança aprende a ler e desenvolve o hábito da leitura, uma porta se abre diante dela e é como se o mundo todo estivesse ali, disponível, entre linhas e letras.

E há dois momentos diferentes de leitura: a leitura individual e a conjunta.

1-A leitura individual é aquela em que a criança que já domina a leitura escolhe o livro que deseja e lê sozinha. Algumas crianças já se dedicam a esse momento de forma espontânea e “devoram” páginas e mais páginas sem perceber o passar do tempo. Outras, precisam ser direcionadas, ou seja, é necessário que o responsável estabeleça um momento para a tarefa, lembrando-as diariamente de pegar seu livro e ler.

Aqui em casa, trabalho narração, ditado, gramática e escrita a partir dos textos lidos, por isso, cada uma das minha filhas mais velhas precisam ler, no mínimo, dois capítulos. Raramente isso acontece, pois geralmente elas querem ler mais (e podem!). Muitas vezes, a partir dessa leitura rende assunto para geografia, história e ciências também. Mas isso, é outro assunto!

Nem todas as crianças nascem amando ler e é preciso saber estimulá-las. Há quem diga que, se lermos desde que são bebezinhos, eles se tornarão bons leitores. Mas nem sempre é assim. Com minha filha mais velha não foi.  A única privilegiada com quem pude ler todos os dias, desde que era ainda bem pequena, se mostrava muito resistente para ler sozinha, já depois de alfabetizada, insistindo para que eu lesse para ela. Foi quando assisti um vídeo sobre como criar gosto pela leitura no qual, o professor Pierluigi falava que precisava deixar a criança escolher qualquer livro que ela quisesse e, se preciso fosse, trocasse várias vezes se achasse chato, até chegar no “livro dela”. Antes de ouvir este conselho, ela escolhia um livro e eu insistia para que o lesse até o final, mesmo que se mostrasse desinteressada. Resultado: não progredia, nem pegava o famoso “gosto pela leitura”. Resolvi seguir o conselho e, depois de trocar uns três livros, ela achou “o” livro dela e, desde então, sempre está lendo a mais do que o “esperado” e já está no terceiro livro este ano (livros com mais de 100 páginas).

Sendo assim, invista em bons livros (compre ou pegue na biblioteca), de diferentes estilos, mas de qualidade. Coloque-os em lugar acessível e ajude seu filho a encontrar o “livro dele”. Quando achar, tente encontrar outros do mesmo gênero para que ele fortaleça o gosto e, em pouco tempo, ele estará lendo tudo o que vir pela frente.

2- Leitura em conjunto é aquela em que nos sentamos junto com a criança para ler em voz alta alguns capítulos. Essa é uma hora muito especial e esperado pelas crianças. É um momento de atenção exclusiva, de aconchego, de estar junto com nossos pequenos (ou grandes). Quando não atentamos para a relevância dessa leitura, podemos passar dias “sem tempo” para ler. Entretanto, é preciso estabelecer uma rotina para que, diariamente, reservemos um momento – ou vários – para tal tarefa. Aqui em casa, faz parte do nosso “currículo” e, mesmo que não possamos fazer muitas outras atividades, a leitura em voz alta é priorizada, pois sabemos dos benefícios. Quando se tem muitos filhos, de diferentes idades, não é preciso escolher um livro para os maiores e outro para os menores. Mesmo que a leitura não pareça interessante para os pequenos, eles só precisam estar por perto, brincando e ouvindo, para serem beneficiados. Sobre esse tema, o casal Harvey e Laurie Bluedorn nos dá essa dica em seu site Trivium Pursuit:

“Ao ler em voz alta para o seu filho, você ensina a ele o som das palavras e desenvolve o seu vocabulário enquanto aumenta o seu entendimento do mundo e desenvolve a sua imaginação. Sugerimos que você leia para o seu filho por pelo menos duas horas por dia. Leia a partir de uma boa variedade de literatura de qualidade: biografias e ficção histórica. Inclua livros de ciências, geografia, artes, música e história.

Três “Nãos”:

  1. Não tenha medo de ler livros com capítulos longos para os seus filhos. Uma criança de cinco anos é capaz de prestar atenção e de entender muito de livros como A Ilha do Tesouro e Viagem ao Centro da Terra.
  2. Não perca seu tempo lendo livros do tipo “fast-food”, como os do Babysitter Club [Clube da Babá] ou Nancy Drew.
  3. Não exija que seus filhos fiquem absolutamente quietos, sentados na cadeira enquanto você lê.

A maioria das crianças ouve muito melhor se estiver fazendo algo com as mãos. Nós permitíamos às nossas crianças brincar calmamente com seus brinquedos ou fazer algum trabalho manual ou desenhar ou qualquer coisa parecida enquanto líamos em voz alta, desde que não se distraíssem ou interrompessem.”

Vale lembrar que essas duas horas diárias podem ser divididas ao longo do dia e, mesmo que não chegue a esse tanto, o máximo que você conseguir já será de grande valia (a leitura diária da Bíblia ou de livros de histórias bíblicas também conta para esse momento). Novamente, escolha um bom livro, com uma linguagem robusta, que seja cativante e que você goste também. Leia com entonação, com empolgação. Depois de ouvir o contador de histórias Chico dos Bonecos dar dicas de como ler para os pequenos (link abaixo), o interesse dos meus filhos aumentou.”

Para saber mais, acesse esses links e tire bom proveito! Boas leituras! 😀

4 dicas para ler e contar histórias – Como educar o seu filho 

Como ler em voz alta para seus filhos

Como despertar o interesse da criança pelos livros  – Como educar os seus filhos.

Ensino de inglês – dicas de material

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Creio que todo mundo saiba da importância do aprendizado da língua inglesa nos dias de hoje. Além de importante para o mercado de trabalho, ela abre muuuitas portas para literatura que ainda não foi disponibilizada no português. Imagine quanto conhecimento está guardado nos livros de língua inglesa esperando por sua leitura? Pense no quanto o homeschooling é enriquecido quando se tem acesso a mais materiais do que temos aqui! Eu como estudante de Inglês/Literaturas língua inglesa na faculdade e sei do que estou falando… 😉

Mas se você, como eu, não tem taaanto dinheiro assim para pagar um curso de inglês para 2, 3, 4, 5 …… filhos, é bom dar uma olhada nessas dicas. Por mais que algumas sugestões não sejam de graça, ainda é mais barato do que 4 anos (ou mais) de mensalidade em cursinho*.

Esse texto teve muita ajuda de alguns amigos de um grupo de homeschooling no whatsapp, em uma conversa sobre ensinar inglês e português pros filhos. Então, como eu disse em outro texto: CONECTE-SE. Você precisa entrar em contato com outras famílias, é assim que a gente aprende e divide experiências, encoraja outras pessoas …. 😉

Livro

Um livro que foi recomendado no grupo foi o “The Ordinary Parent’s Guide to Teaching Reading”. Ele foi utilizado para alfabetizar as crianças em inglês. O livro consiste em trabalhar os conceitos de fonética para o ensino da língua. Na maior parte dos cursos de língua estrangeira, não se ensina fonética, somente na faculdade – por isso muitos alunos falham em ter uma pronúncia correta das palavras.
É um livro que se propõe a ser um material simples, direto, fácil de seguir e com um preço acessível, de forma que qualquer pai pode ensinar seu filho a ler em inglês. Ele está disponível no site da Amazon.

Leitura

Uns livros muito bons são os escritos por Dr. Seuss, um autor de livros infantis famosíssimo nos EUA. Ele publicou mais de 60 livros e são ótimos para praticar a leitura, pois Dr. Seuss brinca com as palavras, de forma que seus textos são melódicos e rimados. Fácil de encontrar na Amazon também (e-book e livro físico). Incentive seu filho a ler, mesmo que você não seja fluente em inglês. Use dicionários online

Aplicativo

Esqueça o Duolingo como forma de aprender inglês efetivamente! Ele tem suas qualidades, mas não é o melhor para ensinar língua estrangeira pro seu filho. Um aplicativo muito bom para estudar o alfabeto fonético é o Phonemic Chart, disponível para Android e IPhone. Nele você verá e ouvirá como se pronuncia corretamente as letras no inglês.
Outro aplicativo muito útil é o Phonetizer, também disponível para Android e IPhone, além de PC. Nele, você seleciona qualquer texto e ele faz a transcrição fonética de como você deve ler aquele texto. Ótima ferramenta para alunos e pais/professores!

Site

Rosetta Stone: ele serve tanto para adultos, quanto para crianças. É interativo, possui vários joguinhos, de diferentes níveis, para que seu filho aprenda o inglês no seu próprio ritmo. Também há uma ferramenta para os pais acompanharem o progresso dos filhos. Ele não oferece seus recursos de graça, mas ainda é mais barato do que um curso.
Raz-Kids: um site que oferece várias leituras, para diferentes níveis de aprendizado. Vale a pena dar uma olhada no site. Também não é de graça, mas oferece algumas ‘amostras grátis’.

Dicionário

Se você quer aprender e ensinar inglês, precisa de um bom dicionário. Pra mim, os melhores são Oxford e Cambridge. Dê preferência para aqueles que são mais completos, com boas definições, com transcrição fonética – o jeito de pronunciar a palavra na língua – enfim, um dicionário bom! Aqueles muito fininhos são excessivamente básicos, o que pode não atender às expectativas. O que tenho em casa é de nível Avançado, que vem com um CD-ROM do dicionário, o que é ótimo, pois é interativo, contém exemplos de provas de certificação internacional e programas de estudo excelentes, além de um dicionário visual. Vale o investimento!
Para quem ama dicionários online, olha o Cambridge aqui e o Oxford aqui.

*obs: esse texto NÃO é um tratado contra cursos de inglês. Eu sou professora de inglês, já dei aulas em cursos. Obviamente não sou contra cursos de inglês! Por favor. A intenção é tão somente ajudar aqueles que não dispõem de recursos financeiros para pagar curso para todos os filhos ou não querem fazê-lo, o que é um direito dos pais.