Métodos de Ensino – II Encontro EDUCAR-RJ

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No último sábado, dia 05 de novembro, aconteceu no Rio o II Encontro do grupo de apoio do EDUCAR no estado. Nele, estivemos, juntos, discutindo e aprendendo mais sobre o que é a educação domiciliar e a legalidade dela no país, sobre o que é o EDUCAR e vimos os métodos de ensino mais comuns no ensino familiar.

Como foi dito na reunião, o exposto não pretende esgotar o assunto, muito pelo contrário: quero que você leia um resumo e pesquise mais sobre as metodologias, principalmente aquela (ou aquelas) que te agrada (m)! Então, o texto de hoje será um pequeno resumo dos métodos que discutimos, em forma de tópicos ou pequenos parágrafos.

Você também verá links para maiores detalhes ou para saber de onde foram tiradas as informações do texto.

Boa leitura!

Método Tradicional

Trabalha-se com o livro-texto, como na escola. Faz-se a leitura e exercícios, que podem ser de múltipla escolha, ou aqueles de ‘falso ou verdadeiro’. Há ênfase na lembrança e memorização dos conteúdos, para depois fazer uma avaliação. Muitas famílias usam desse método no período de transição entre a escola e a educação domiciliar. (Ensinando no Caminho – 5 sabores do HS)

Unit Studies 

É o estudo por fenômenos ou temas. A família escolhe um tema e, a partir dele, relacionam-se todas as disciplinas. Por exemplo: quando você estuda o Egito Antigo, você poderá ler livros sobre o Egito (História), faz um mapa de argila do país (Geografia), determina como calcular o peso de uma pirâmide (Matemática), explora como os egípcios irrigavam suas terras através do Nilo (Ciência), relaciona o que acontecia na Bíblia naquele período (Teologia), lê um livro de ficção que  se passa naquele período (Literatura), constrói pirâmides (Artes), aprende como soletrar ‘pirâmide’, etc. É bastante interdisciplinar. (5 homeschooling styles)

Unschooling

É também denominado de aprendizagem natural e o termo foi usado originalmente por John Holt. Consiste em ser o mais longe possível da aprendizagem presente na escola. A criança deve seguir seus próprios ritmos, e o aprendizado se torna parte natural da vida. Todos os dias é a criança que decide o que quer fazer, se quer ir à biblioteca ler sobre determinado assunto ou se passar o dia fazendo experiências científicas. O importante é que o jovem que controla seus horários e fazem os ajustes necessários para cumpri-los. (Aprender sem escola)
“O unschooling consiste na criação e manutenção, por parte dos pais, de um ambiente rico e estimulante em que as crianças podem seguir os seus interesses e as suas paixões. Os pais facilitam, ajudam, encorajam, inspiram, guiam, apoiam e amam. As crianças riem, brincam, descobrem, exploram, constroem, inventam, criam,(…). Alguns pais estendem essa filosofia para além da componente acadêmica e dão às crianças mais opções em todas as outras áreas das suas vidas (comida, horário de dormida, etc). A isto se chama ‘unschooling radical‘” – Sandra Dodd. (Escola Bela)

Montessori

Maria Montessori (1870-1952) foi a desenvolvedora desse método. Era médica, psiquiatra e educadora. “Ao longo de sua graduação e depois, participou de congressos feministas e falou em e escreveu em defesa da mulher, de suas condições de trabalho, da exploração a que era submetida”.

A metodologia é uma abordagem científica em que a criança aprende através do trabalho concreto, manual. Há toda a preparação do ambiente e do professor/pai e usa materiais específicos. Preza-se muito pela autonomia e independência da criança. Zela-se pelo ambiente organizado, propício ao aprendizado. A criança deve ter liberdade de escolha, assegurada pelo conhecimento dos materiais com que ela dispõe para o trabalho.  Segundo Montessori: “somente através da escolha livre de trabalho, a criança poderá revelar sua natureza, interesses, seu talento e criatividade, reconhecer-se e desenvolver-se”. (Sou Mãe; Lar Montessori)

Charlotte Mason – Uma atmosfera, uma disciplina, uma vida

Foi uma educadora, escritora e professora britânica (1842-1923) educada em casa por seus pais. Elaborou toda sua filosofia com base na necessidade que a criança tem de conhecer a Deus e ser tratada com a dignidade de quem carrega a imagem de Cristo – uma pessoa completa, não uma tábula rasa. Assim como a criança é completa fisicamente, ela o é mentalmente, o que não significa que ela seja perfeita, mas que não é inferior ao um adulto, apenas ainda não desenvolveu certas habilidades físicas e mentais plenamente.

Nesse método, não se usa livro texto, mas livros vivos – que são, basicamente, narrativas (literatura ou biografias).  Literatura faz com que a emoção e imaginação sejam mediadores do aprendizado. Nesse método, não se faz perguntas, como que direcionando e condicionando a resposta e a memória da criança, mas espera-se que ela reconte (falando ou escrevendo) tudo que foi lido e ouvido. Isso estimula o hábito da VERACIDADE, ou seja, a criança aprende a dizer sempre a verdade e de maneira mais exata possível.

– não utiliza conteúdo formal antes dos 6;

– Uso de livros com belas imagens e textos ricos, em vez de abobalhados;

– admiração da natureza e contemplação das obras de Deus;

– Criança é solicitada a fazer narrativas do que ouviu. Quando nova, narrativa oral; quando mais velha, narrativa escrita;

– Leitura Audível em família;

– memorização;

– copywork – exercício de cópia no caderno para fixação do conteúdo;

– ditado;

– disciplina: Bons hábitos para ela são essenciais para a vida e também para a aprendizagem do conteúdo acadêmico. Ser disciplinado, atencioso, ter domínio próprio ajuda e muito na hora de estudar. (Prefiro meu lar; Educação em família)

Educação Clássica

Visa que a criança seja capaz de aprender o que precisarem e baseia-se no Trivium, que apresenta 3 fases: Gramática, Lógica e Retórica.

Gramática (6-10 anos*): Na Gramática, a criança desde beeem pequeninha vai memorizar os fatos, eventos, datas… ou seja, “o que, quando, onde”. (Quantos dentes tem um crocodilo? Qual o nome de certa flor? O que aconteceu em 1500 no Brasil? Memorizar poemas e passagens bíblicas, etc etc). É a memorização de longo prazo, ao contrário da que temos na escola.  Ela é a fase fundamental, onde serão lançadas as bases. As crianças são esponjas, então é hora de fazer o que está em Dt.6-19: inculcar na cabeça delas. Ou os pais aproveitam isso, ou a escola o fará, sem a criança nem perceber. Época de memorizar: tabuada, mapa, linhas do tempo, versículos bíblico, valores, etc.

Na Lógica (10-12), a criança/adolescente começa a perguntar os porquês, já demonstra pensamento um pouco mais analítico, faz conexões entre os fatos que ela viu lá na fase da Gramática e tira as conclusões. É necessário ter uma capacidade de leitura fluente, para que haja um bom desenvolvimento, além de ter firmes os conceitos básicos da matemática. Fase mais analítica, quando se desenvolve o pensamento crítico.

Já na Retórica (13-18), o jovem se expressa de modo mais polido, mais convincente, mais maduro… Nessa fase ele é capaz de observar e identificar os argumentos apresentados pelos outros, sabendo se é um argumento adequado, verdadeiro, etc. Resumindo, foca em como se expressar, no pensamento abstrato e na articulação. Fase de aplicar, criação e expressão. (Samuel Vitalino; Karis Anglada – Maçãs de Ouro)

“Inculque-Ensine-Aplique” (Samuel Vitalino- Homeschoolig, dever de casa)

*Essas fases são subjetivas, não estáticas.

Até a próxima! Boas pesquisas 😉

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