O homeschooling não é o meu chefe

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Escrito pot Shawna Wingert do Not the Former Things. Traduzido e adaptado por Nossa Herança. Revisado por Leah Leaman. 

“Eu amo essa época.

Me preparar para começar um novo ano escolar significa fazer tudo que eu naturalmente amo: planejar nosso calendário de ensino domiciliar, digitar nosso planejamento diário, pesquisar e (melhor ainda) encomendar e abrir os novos livros e currículos. Comprar novas canetas e lápis que não precisamos, mas achamos liiindas. (Sério, isso se aplica a todos os itens de escritório – eu mandei uma mensagem para meus amigos da loja outro dia perguntado se eles me ajudariam a justificar a compra de um grampeador dourado. Acho que tenho problemas rs).

É tão revigorante para mim – um novo ano, um novo começo, um adorável grampeador dourado…

Então, o verdadeiro ensinamento começa.

Leva algumas semanas, mas no futuro, eu sei que a novidade vai desaparecer. Os livros durinhos e novos terão café derramado sobre eles. Um punhado dos queridos lápis serão quebrados pelo meu menino de 10 anos por conta de sua frustração durante suas aulas de fonética. O planejamento vai me frustrar. E o currículo vai andar muito rápido para os meninos e suas diferenças de aprendizado.

Isso é somente parte de educar essas crianças. Então esse ano estou comprometida com um e somente um objetivo:

Homeschooling não será o meu chefe.

Melhor ainda: minha ideia de educação domiciliar não será o meu chefe.

Como nós começamos nosso sexto ano aprendendo em casa, estou ciente da minha tendência de querer me ater fielmente ao currículo planejado, ao planejamento diário, a todas as atividades divertidas do Pinterest, e ao que outras mães dividiram sobre como elas estão ensinando esse ano.

A verdade é: isso nunca serve bem aos meus filhos ou a mim.

Dessa vez, ao invés de ser intencional em seguir o homeschooling do meu jeito, vou focar em como meus filhos desejam


Como eu modifico nosso currículo

Eu ainda uso muitos programas curriculares tradicionais. Acho mais fácil modificar um plano já existente, bem detalhado, do que criar um próprio.

Qualquer programa que eu use tem que ter um elemento chave que o torne praticável. O currículo precisa ter alguma atividade ou opção prática para cada lição. Eu posso lidar com qualquer livro ou apostila tradicional, desde que eu saiba que há algo mais cinestésico planejado para o aprendizado pretendido.

Eu vejo que o currículo tem algo, eu quero comprá-lo – pois sei que ele nos dará certa estrutura – mas eu continuo trabalhando com nossas necessidades únicas.

O currículo, então, serve como um apoio. O que orienta o aprendizado em casa são as necessidades do aprendiz e a direção dos pais. Na educação domiciliar, portanto, ninguém está engessado ao material, ao livro. Extrai-se dele o necessário para ir além.

Trabalhando com flexibilidade de planejamento

Isso é muito mais importante do que eu admiti nos anos anteriores. Eu costumava fazer o planejamento ideal, e aí modificada toda hora, cada vez que ele falhava.

Agora eu monto um planejamento onde há vários espaços em branco para a vida simplesmente acontecer. Eu tenho uma rotina matutina mais frouxa, um rotina vespertina e uma noturna. Eu também aprendi a criar um plano genérico para a semana, incluindo um dia inteiro para estar em casa, um dia aberto para um encontro entre meus filhos e os amiguinhos – e entre as mães também, e um passeio de campo na sexta (porque não tem nada mais vazio que um museu em uma sexta feira de tarde).

Meu planejamento não pode me prender. Ele existe para que haja certa disciplina; no entanto, ele não pode deixar que eu seja alguém que deseja bater todas as metas, independente dos meus filhos, como é na escola. Flexibilizar é importante!

Todo meu planejamento é escrito a lápis e completamente sujeito à mudanças!

Lembrando que nosso homeschool pode ser diferente, mas não é inferior.

Esse é meu maior desafio e aprendizado na educação domiciliar. Nosso homeschool parece diferente. Meus filhos têm necessidades únicas que requerem isso. Por muito tempo senti que ‘diferente’ era inferior, menor do que o que eu via meus amigos fazendo com os filhos deles.

Eu sentia como nossa realidade sendo menor do que minha ideia de como o homeschooling deveria ser.

Estou começando a entender que só porque é diferente não significa que haja menos aprendizado. Diferente não significa menos! Significa individualizado e especial. Significa apropriado e centrado no aprendiz – meu filho. Significa que o aprendizado vai, de fato, acontecer.

Cada família encontrará um ritmo diferente, materiais diferentes, métodos diferentes … e nem por isso estarão negando aos filhos o direito de aprender. Não podemos nos comparar e nos diminuir porque educamos diferente de outra família. A grama do vizinho não pode ser mais verde que a sua..

Não vou deixar que a educação domiciliar seja meu chefe. Não vou deixar o currículo, o planejamento, ou expectativas utópicas ditarem como eu faço meus filhos aprenderem. Não importa quais sejam as necessidades dos seus filhos: não creio que você deva deixar essas coisas te controlarem. “

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Original: http://simplehomeschool.net/not-boss/

4 comentários sobre “O homeschooling não é o meu chefe

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